🧭 MMPH · Cap.6 — Propulsion

Mapa Mental PH (aula enxutíssima) · Lewis — PNA, Principles of Naval Architecture · I.02-PNA · Área I do edital · só o que cai, em esquemas · ✎ marque lacunas e oclusões para revisão ativa
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Do que trata

IdeiaTodo navio em movimento sofre resistência da água e do ar, vencida por um thrust (empuxo) gerado por um propulsor. O propulsor padrão é o screw propeller (hélice de parafuso).
O screw propeller domina a propulsão marítima desde meados do séc. XIX, superando a paddle wheel: não é afetado por mudanças de calado, é protegido, não aumenta a boca e gira rápido mantendo boa eficiência.

Cadeia de propulsão (item 2.1)

Máquina (gera potência) eixo (transmite) hélice (converte em thrust) casco (vence a resistência)

Há perda em cada elo → a cada estágio corresponde uma definição de potência.

Tipos de máquina propulsora (consumo em kg óleo/kWh)

MáquinaTraço marcanteConsumo
Steam reciprocatingControlável, reversível, RPM casa com a hélice; pesada0,70 (tríplice-expansão)
Steam turbineEsforço uniforme; não reversível e RPM alto → exige turbina de ré + engrenagens redutoras0,30
DieselDiretamente reversível, compacto; torque limitado pela pressão máx. de cilindro0,20
Turbo-elétricaElimina eixo direto e turbina de ré; grande flexibilidade de manobra
NuclearPlena carga indefinidamente sem reabastecer
Gas turbineLeve, sem caldeiras, plena carga em ~15 min; queima muito; comum em navios de guerra
Casar diesel × hélice: o torque do diesel é limitado pela pressão máx. de cilindro → potência máxima só no RPM máximo. Com o fouling a resistência cresce e o thrust cai → escolher o pitch para que, na vida do navio, a máquina não sobrecarregue nem fique aquém.

As potências da cadeia (tópico 2.1)

Símb.PotênciaOnde se mede
PIIndicated powerdentro dos cilindros, por indicador de pressão (steam recíproca)
PBBrake powerno acoplamento do virabrequim, por freio (diesel)
PSShaft powera bordo, por torsiômetro o mais perto da hélice possível (turbinas)
PDDelivered powerentregue à hélice; < PS pelo atrito de mancais/tubo telescópico
PTThrust powerhélice avança no speed of advance Va dando thrust T
PEEffective powerpotência útil, vence a resistência RT na velocidade V

PE = RT·V PT = T·Va PB = 2π·n·Q

Conversão1 hp = 0,7457 kW (em unidades inglesas, 1 hp = 550 ft·lb/s).
Perda de transmissão~2% com máquina a ; ~3% com máquina a meia-nau.

Eficiências & QPC (tópico 2.2)

Medida mais significativa = comparar PE com a potência de fato entregue à hélice PD → o quasi-propulsive coefficient (QPC).

ηD = PE/PD (QPC) ηS = PD/PS ηP = PE/PS = ηD·ηS

Decomposição-chaveηD = η0 · ηH · ηRη0 open-water (hélice isolada) · ηH hull efficiency (wake + thrust deduction) · ηR relative rotative efficiency.
Não se usa uma "eficiência global" PE/PS direta porque perdas mecânicas/engrenagens variam de navio p/ navio e com a carga. O QPC isola a hidrodinâmica do conjunto casco-hélice, separando perda mecânica de perda hidrodinâmica.
PrincípioA hélice gera thrust acelerando o fluido; pela 3ª lei de Newton, a água jogada a ré empurra o navio a vante. Duas linhas históricas: momentum theories (mudança de momentum no fluido) e blade-element theories (forças na pá); a circulation theory (Betz, Prandtl) uniu as duas.
Cada teoria sozinha falha: a momentum dá a eficiência-limite mas não a forma da hélice; a blade-element dá o efeito da forma mas levava ao resultado errado de eficiência ideal = 100%.

O actuator disk (tópico 3.1)

ConcepçãoDisco que impõe um salto de pressão ao fluido (Rankine 1865, Froude 1889). Hipóteses: thrust uniforme no disco e fluido sem atrito.

Longe a vante Va no disco Va(1+a), a = axial inflow factor na esteira (race) Va(1+b)

Metade antes do discoa = ½·b — metade do acréscimo de velocidade é adquirida ANTES do disco.

ηi = 1/(1+a) com o coef. de carga CT: ηi = 2/(1+√(1+CT))

Quanto menor o thrust-loading coefficient CT, maior a eficiência → como CT cai com a área, a hélice de maior diâmetro, girando devagar, tende a ser a mais eficiente.
Va = 0Eficiência nula, mas a hélice ainda dá thrust e absorve potência → condição de bollard pull (dock trial), medida da capacidade de thrust a velocidade zero.

Incluindo a rotação da esteira (3.2)

Fator a'O disco real também gira a água; a energia cinética de rotação é perdida e reduz a eficiência por (1−a'): η = (1−a')/(1+a).
Fig. 1
Fig. 1 — Changes in pressure and velocity at propeller disk, momentum theory

Blade element (4.1)

  • Pá dividida em faixas; força resolvida em lift L (normal ao fluxo) e drag D (ao longo): tan γ = D/L = CD/CL.
  • Maior parte do thrust e do torque é gerada na parte externa, com máximo em r ≈ 0,7R.
  • CL cresce linear com o ângulo de incidência α; zero lift num pequeno ângulo negativo0); CD dispara no stall.
  • Relação L/D máxima em pequena incidência (~3 a 6°) → pás eficientes trabalham em incidência pequena.
  • Perfil comum: NACA 66 (modificado), linha média a = 0,8.
Fig. 3
Fig. 3 — Blade-loading curves (dT/dr e dQ/dr ao longo do raio, maximo em ~0,7R)
Fig. 4
Fig. 4 — Forces on a blade section (lift L, drag D; CL, CD, CL/CD vs angulo de incidencia a)
Fig. 5
Fig. 5 — Symbols defining shape of airfoil (espessura t, camber f, corda x/c)
Nomes das superfícies: a que fica a ré e sofre o aumento de pressão ao propelir a vante é a face (alta pressão, empurra); a dianteira é o back (baixa pressão, sucção). A redução de pressão no back contribui mais para o lift do que o aumento na face.
Fig. 6
Fig. 6 — Pressure distribution on blade section (face x back)

Pitch, hélice geométrica & slip (4.2)

Fig. 2
Fig. 2 — Propeller-blade definitions
PitchAvanço em uma volta completa (P). Ângulo com o plano normal ao eixo = pitch angle Φ: tan Φ = P/(2π·r). O pitch em 0,7R é o pitch médio representativo.
Fig. 7
Fig. 7 — Definition of helix (passo P, angulo de passo phi)
Slip realEm fluido real a hélice avança menos que P → sR = 1 − Va/(P·n).

Circulation theory (4.3)

  • Base do projeto moderno: vortex theory (Lanchester, 1907). Circulação num cilindro em corrente uniforme gera força transversal — Magnus effect (rotor de Flettner).
  • Força transversal (Kutta-Joukowski), válida p/ qualquer forma — só entra a circulação Γ: L = ρ·V0·Γ.
  • A pá vira uma lifting line com circulação; nas pontas há tip vortices (vazamento face→back); circulação variável → vortex sheet.
Fig. 10
Fig. 10 — Definition of slip (slip real sR = MS/ML = 1 - VA/Pn)
Fig. 12c
Fig. 12c — Streamline flow around a cylinder with circulation (efeito Magnus, forca transversal L)
Fig. 13
Fig. 13 — Vortex of airplane wing with constant circulation (vortice ligado AA + vortices livres de ponta)
Fig. 15
Fig. 15 — Vortex system of airplane wing with varying circulation (lencol de vortices, velocidade induzida)
Betz: perda mínima quando a folha de vórtices helicoidal é empurrada a ré como folha rígida → regra prática: projetar as pás para velocidade de entrada igual em cada elemento. A velocidade induzida no disco é metade da existente bem atrás da hélice.
Fig. 11
Fig. 11 — Blade velocity diagram (zero-lift line, angulos a, a0, beta, phi; fatores de inflow a, a')
Fig. 14
Fig. 14 — Line integral (curva A-B, vetor w, angulo, elemento ds)

Wake — esteira

O que éPerto da popa a água já tem movimento a vante → a hélice não avança à velocidade V do navio, mas no menor speed of advance Va.
Causa da wakeSinal
Frictional (arrasto do casco)positivo
Potential (linhas de corrente fecham)positivo
Wave (orbital: crista a vante, cava a ré)+ ou −

Total quase sempre positivo; exceção = navios muito rápidos (destroyers, ~34 knots), onde pode ser nulo ou levemente negativo.

Fig. 17
Fig. 17 — Wake diagram for single-screw ship, Cb = 0,65 (iso-esteira sobre o disco do helice)
Taylor(fração da velocidade do NAVIO — hoje universal): w = (V−Va)/VVa = V·(1−w)
Froude(fração do speed of advance): wF = (V−Va)/Va; relação w = wF/(1+wF)
Pegadinha: as duas definições NÃO dão o mesmo número. Wake de Taylor 50% = 50% da velocidade do navio; em Froude, 50% = 33%. Dados antigos (britânicos) usam Froude; a literatura atual usa Taylor.
Nominal × effectiveNominal wake = medida sem a hélice (Pitot); a hélice reduz o influxo → effective wake, em geral 3 a 4 pontos menor que a nominal. Em single-screw a wake é mais intensa na parte superior do disco (Cb = 0,65).
Fig. 18
Fig. 18 — Wake diagrams for twin-screw ship: (a) com shaft struts, (b) com bossings
Fig. 19
Fig. 19 — Dependence of wake distribution on form of afterbody (comparacao de campos de esteira por forma de popa; wT=0,311/0,399/0,406/0,391)

Slip real × aparente (5.2)

sR = 1 − Va/(P·n) (real, usa Va) sA = 1 − V/(P·n) (aparente, usa V do navio — vai no diário)

Thrust deduction & augment (5.3)

IdeiaA hélice acelera a água na popa, reduz a pressão e a componente a vante → aumenta a resistência. A hélice dá thrust T, mas só RT vence a resistência.

t = (T−RT)/T (thrust deduction, fator 1−t) a = (T−RT)/RT (augment)

t depende dos apêndicesCargueiro de 122 m sem leme/cadaste: t = 0,20; com leme de placa e cadaste quadrado subiu p/ 0,29.

Hull efficiency & QPC (5.4)

ηH = PE/PT = (1−t)/(1−w) · ηR = Q0/Q (relative rotative), ~0,95–1,0 em twin-screw e 1,0–1,1 em single-screw · fecha ηD = ηH·ηR·η0.

Pitch surface (6.1)

HéliceSuperfície varrida por uma reta cujo ponto avança no eixo enquanto gira; mesmo avanço por volta = mesmo pitch P. Desenrolando o cilindro: tan Φ = P/(2π·r); raio de curvatura ρ = r/cos²Φ.

Os três contornos da pá (6.2)

ContornoO que é
Projectedprojeção da pá num plano transversal (a "sombra" vista pelo eixo)
Developedlarguras dispostas em arcos helicoidais (raio r/cos²Φ)
Expandedseções planificadas, linhas de pitch paralelas ao eixo
Distinção clássica de prova: projected × developed × expanded outline. O desenho tem 4 vistas e mostra o rake (inclinação longitudinal) e o skew.

Razões adimensionais (6.3)

P/D pitch ratioDAR = AD/A0PAR = AP/A0EAR = AE/A0MWR mean width ratio

A0 = πD²/4 (área do disco).

Fig. 26
Fig. 26 — Effect of blade section shape on projected blade outlines (construcao do contorno projetado/desenvolvido)
Fig. 25
Fig. 25 — Propeller drawing: (a) side elevation, (b) expanded blade, (c) pitch diagram, (d) transverse view

Detalhes construtivos (6.4)

  • Nº de pás: 3 ou 4 (4 quase universal em single-screw); potências altas → 5, 6+ (mais área, menos thrust por pá, amortece vibração).
  • Hub (cubo): diâmetro de 0,15D a 0,25D. Solid (fundido com o cubo) × built-up (pás aparafusadas, troca fácil, cubo maior).
  • Pitch ratio P/D: ~0,6 (rebocadores, muito carregados) até 2,0+ (lanchas rápidas).
  • Rake a ré: aumenta a folga p/ o casco, favorece eficiência, reduz forças periódicas. Skew: entrada gradual nas concentrações de wake, reduz forças periódicas.
  • DAR: de 0,35 a mais de 1,0 em navios muito rápidos.
MaterialCaracterística
Manganese bronze / níquel-alumíniotenaz, polido, resistente à erosão → mantém eficiência; níquel-al. mais leve → pás finas
Cast ironbarato, baixa tração (pás grossas), corrói; quebra "limpo" ao bater em obstáculo → rebocadores e quebra-gelos
Blade strength (6.5): pá tratada como viga em balanço; a ABS usa a fórmula simplificada de Schoenherr com seção de força a 0,25 do raio. Em skew acima de ~40° o método de viga falha e surge risco de static divergence (a pá flete, aumenta o pitch efetivo e a carga).
O que éEm hélices muito carregadas, acima de uma rotação crítica há colapso progressivo do fluxo e perda de thrust; antes disso, ruído, vibração e erosão. 1º caso: destroyer Daring (1894), que atingiu só 24 em vez de 27 knots até receber pás com 45% mais área.

Mecanismo & cavitation number (7.1)

FormaçãoNo stagnation point S a velocidade é zero e a pressão máxima (q = ½ρV²). No back a pressão cai; ao atingir a pressão de vapor pv, a água "ferve" e formam-se cavidades.

σ = (p0 − pv) / (½ρV²) = cavitation number começa quando a queda de pressão no back atinge (p0 − pv)

Fig. 45
Fig. 45 — Simple cavitation diagram (Burrill 1943, 1962-63): tau_c vs numero de cavitacao em 0,7R; % back cavitation
Fig. 29
Fig. 29 — Flow and pressure around an airfoil (ponto de estagnacao, distribuicao de dp/q)
Margem: pv da água doce a 14 °C = 1,70 kN/m², mas a água do mar tem ar/núcleos → cavita a pressões locais de até ~17 kN/m². Como a pressão é mínima com a pá no topo, a cavitação transiente aparece primeiro na parte superior do disco.

Tipos (7.2)

Knapp (geral)travelling · fixed · vortex · vibratory. Nas hélices predominam fixed e vortex.
TipoOnde/como
Sheetbordo de ataque, no back sob ângulo positivo; estável em fluxo uniforme, instável na wake
Fig. 30
Fig. 30 — Stable sheet cavitation (cavitacao em folha estavel no dorso)
Bubblemeio da corda / máx. espessura; bolhas grandes que crescem e contraem
Cloudatrás de sheets estáveis; névoa de bolhas
Tip / Hub vortexvazamento face→back na ponta; cordão no cubo com nº de fios = nº de pás
Fig. 32
Fig. 32 — Cloud cavitation behind sheet cavity (cavitacao em nuvem)
Fig. 33
Fig. 33 — Unattached tip vortex cavitation (vortice de ponta nao-aderido)
Fig. 34
Fig. 34 — Attached tip vortex cavitation (vortice de ponta aderido a pa)
Fig. 35
Fig. 35 — Hub cavitation (vortice de cubo - rope com fios = no de pas)
Fig. 31
Fig. 31 — Bubble cavitation (cavitacao em bolhas na meia-corda)

Túnel & efeitos (7.3–7.4)

  • Similaridade exige o mesmo σ; Froude e Reynolds são incompatíveis (como no casco) → cavitation tunnel de pressão variável (o 1º foi de Parsons, 1897). Roda-se com σ 15 a 25% menor que o do navio, p/ compensar a wake.
  • Efeitos nocivos: thrust breakdown; erosão (ondas de choque + micro-jatos ao colapsar as bolhas → superfície picada); vibração/ruído amplificados por fator de 1 a 10; ruído de alta frequência reduz a detecção por sonar.
Fig. 37
Fig. 37 — Characteristic curves for propeller in cavitation tunnel (KT, 10KQ, eta0 vs J; sigma=1,0 e 0,75)
Fig. 38
Fig. 38 — Development of cavitation patterns (Newton 1961): sigma vs J com regioes de cavitacao
Fig. 40
Fig. 40 — CL, CD e CL/CD em funcao de a para varios numeros de cavitacao
Fig. 42
Fig. 42 — Cavitation erosion of a propeller blade (superficie corroida/pitted)
Fig. 43
Fig. 43 — Dano severo por erosao de cavitacao com perda de material na pa
Fig. 44
Fig. 44 — Bent trailing edge of propeller blade caused by cavitation

Critérios p/ evitar (7.5)

Barnaby (do Daring) limitava a pressão a 76,7 kN/m² de área projetada. O diagrama de Burrill plota o coef. de carga contra o cavitation number a 0,7R; a linha de 5% de back cavitation virou o alvo prático. A fórmula de Keller dá 1ª estimativa da EAR.
Limitação: Burrill e Keller não refletem a wake nem a geometria da pá (pitch, camber, espessura) → usar só como orientação inicial.

Jet & pump-jet (8.1)

JatoBomba interna aspira água e a expele a ré (reação, como a hélice, mas com partes móveis internas). Eficiência baixa na prática (perdas de bomba/duto). Vantagem = manobra: o jato orientável faz de leme e dá ré sem reverter a máquina.
Pump-jetImpelidor externo num duto com pás-guia; o duto alarga → velocidade cai, pressão sobe → impelidor maior com menor CT → mais eficiência e cavitação retardada.

Paddle wheels & eixo vertical (8.2)

Tipo (eixo vertical)Movimento da pá
Kirsten-Boeingmeia volta em torno do próprio eixo por volta do disco
Voith-Schneideruma volta completa; ponto C (excentricidade < 1) define a direção do thrust
Fig. 86
Fig. 86 — Jet propulsion (esquema: V do navio, Vj, area A, empuxo T)
Grande vantagem: o thrust governa e para o navio sem parar/reverter a máquina — ideal em águas restritas. Desvantagem: eficiência ~30 a 40% abaixo da hélice.

CPP — controllable-pitch (8.3)

O que éCada pá num eixete no cubo; o pitch pode ser alterado e revertido com a hélice girando, por mecanismo hidráulico. Ideal p/ condições variáveis (rebocadores) e máquina não-reversível; dispensa turbina de ré; quase tão eficiente quanto a de pás fixas, só com o cubo maior.

Tandem, contra-rotating, overlapping (8.4)

  • Tandem: hélices no mesmo eixo, mesmo sentido. Contra-rotating: eixos coaxiais em sentidos opostos, recuperam a rotação da esteira → ~7% menos potência que o twin-screw; usadas em torpedos.
  • Overlapping (campos que se cruzam): reduz a potência em 5–8% vs single-screw e 20–25% vs twin convencional; espaçamento ótimo entre centros ~0,7D.
  • Fig. 87
    Fig. 87 — Kirsten-Boeing propeller (3 diagramas de circulo de pas: forcas N, T, vr)
    Fig. 88
    Fig. 88 — Voith-Schneider propeller (ponto C deslocado; forcas N/T/vr)
    Fig. 90
    Fig. 90 — Comparison of open water propeller efficiencies (eixo vertical vs Troost B4.40/B4.85)

Supercavitating & surface-piercing (8.5–8.6)

  • Supercavitating: a cavidade cobre todo o back (não mais molhado); só a face dá thrust. Sem erosão no back (bolhas colapsam na água). Seções-cunha de Tulin; critério σ ≤ 0,045 a 0,7R. ~10% menos eficiente, mas a única opção de 40 a 80 knots.
  • Surface-piercing (parcialmente submersa): atraente acima de ~40 knots; cavidades cheias de ar não colapsam violentamente → menos erosão; eficiência de open water acima de 60% possível. Cuidado: carga ~zero no topo e máxima no fundo → fadiga.

Economizador: a vane wheel de Grim (roda livre atrás da hélice) absorve energia da esteira nos raios internos e a devolve como thrust nos externos.

Fig. 95
Fig. 95 — Chart showing areas for practical use of super-cavitating propellers (Zonas 1-4)