🧭 MMPH · Cap.3 — Classificacao dos Navios

Mapa Mental PH (aula enxutíssima) · Fonseca, Arte Naval — Vol.1 · II.01-AN · Área II do edital · só o que cai, em esquemas · ✎ marque lacunas e oclusões para revisão ativa
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Espinha do capítulo em 6 Seções (A–F): A geral · B guerra · C hidroceanográficos · D mercantes · E em geral (material e propulsão) · F aerobarcos/VCA.

Três critérios principais

CritérioCategorias
Fim a que se destinamde guerra; hidroceanográficos; mercantes; de recreio; de serviços especiais
Material do cascomadeira; ferro/aço; plástico reforçado com fibra de vidro; ferro cimento
Sistema de propulsãoa vela; a remos; propulsão mecânica; sem propulsão

Seções B–D detalham o critério do fim (guerra, hidro, mercantes); E retoma material e propulsão; F, as embarcações de alta velocidade.

DefiniçãoNavio de guerra = construído especialmente para campanhas navais ou sob comando militar, arvorando flâmula/pavilhão e a bandeira do país.

Duas classes

  • De combate — ações ofensivas; armas para o maior dano possível ao inimigo.
  • Auxiliares — suprimento, manutenção, reparo, transporte de tropa, remoção de feridos.
TênderNavio-base de uma classe: oficinas de reparo, paióis de sobressalentes, suprimentos e alojamentos daquelas tripulações.
Navios de linha e navios ligeiros são termos históricos — hoje não servem de base para classificar todos os navios de combate (aviões/mísseis tornaram ilimitadas as distâncias).
Fig. 3-25
Fig. 3-25 — Navio-varredor Classe Aratu
Unidade básica (2ª GM)Força-Tarefa (FT) — organizada para uma tarefa; composição não padronizada, varia com a missão.
Fig. 3-27
Fig. 3-27 — Monitor Parnaíba
Fig. 3-31
Fig. 3-31 — Lancha de Combate
Classificação fluida: não há mais divisão rígida — incluir um navio como cruzador, fragata ou contratorpedeiro depende de critério arbitrário de cada Marinha.
Fig. 3-3
Fig. 3-3 — Submarino Classe Tupi
Fig. 3-4
Fig. 3-4 — Submarino Classe Ohio
Fig. 3-9a
Fig. 3-9a — Concepção Submarino Classe Riachuelo (S-Br)
Fig. 3-10
Fig. 3-10 — Cruzador Classe Ticonderoga
Fig. 3-12a
Fig. 3-12a — Fragata Classe Oliver Hazard Perry
Fig. 3-12b
Fig. 3-12b — Fragata Classe Greenhalgh
Fig. 3-13
Fig. 3-13 — Corveta Classe Barroso
Fig. 3-19
Fig. 3-19 — Embarcação de Desembarque de Carga Geral
Fig. 3-28a
Fig. 3-28a — Navio-Patrulha Classe Pedro Teixeira
Fig. 3-29
Fig. 3-29 — Navio Patrulha Classe Macaé
Fig. 3-29b
Fig. 3-29b — Navio-Patrulha Classe Grajaú
NAeNavio-Aeródromo — transporta, lança, recolhe e relança aeronaves de asa fixa e rotativa; substituiu os porta-aviões. Quase sempre parte de uma FT.
Fig. 3-28b
Fig. 3-28b — Navio-Patrulha Classe Piratini
Fig. 3-29a
Fig. 3-29a — Navio-Patrulha Classe Bracuí

Estrutura característica

  • Convés de Voo corrido, sem obstruções (pista + espotagem).
  • Ilha = superestrutura lateral estreita, em geral a boreste.
  • Fig. 3-30
    Fig. 3-30 — NPO Classe Amazonas
  • Convés em ângulo: aviões descem a 8 a 10 graus para bombordo → lançamento e recolhimento simultâneos.
  • Estrutura transversal (como nos navios-tanque); 2–3 elevadores rápidos.
  • Opera com a proa no vento, para vento aparente no convés de cerca de 30 nós.
Vulnerabilidade: pouca couraça; a proteção subaquática é a qualidade mais deficiente; grande alvo + muita gasolina/bombas → precisam de cobertura.

Porta-Helicópteros — PHM Atlântico (A140)

DadoValor
Deslocamento (plena carga)22.107 t
Comprimento × boca × calado203,43 m × 34,4 m × 6,6 m
Aeronaves embarcadas18 helicópteros (até 7 simultâneos no convés)

Ex-HMS Ocean britânico, adquirido em 2018; a maioria dos porta-helicópteros também faz Operações Anfíbias.

DefiniçãoNavio capaz de imersão controlada, operando predominantemente abaixo da superfície; grande ocultação e mobilidade tridimensional.
Convencionais têm reduzida velocidade de cruzeiro (< 8 nós), comunicações difíceis e pouca capacidade de armamento.

Classificação

GrupoSubtipoEmprego
Nucleares (reator)SSN — ataquetarefas dos convencionais
SSBN — mísseis estratégicosforça de dissuasão
Convencionais (baterias)diesel via esnórquel; ou AIP (Stirling / células)ataque ao tráfego e às Forças Navais
AIP não dispensa o esnórquel: a autonomia independente do ar dura só algumas semanas; findo o prazo, opera como convencional clássico.

Físico & controle

  • Casco resistente em forma de charuto; casco duplo abriga TL e óleo entre cascos.
  • Tanques de Lastro (TL) = imersão/emersão; Tanques de Compensação (TC) = flutuabilidade neutra, trim e banda.
  • Três lemes: vertical (rumo), horizontal a vante (profundidade), horizontal à ré (inclinação). Modernos usam lemes em X.
SSN (casco em gota): velocidade de cruzeiro pode passar de 30 nós submerso. PROSUB (2008): 4 convencionais Classe Riachuelo + o nuclear SN-BR Álvaro Alberto.

Cruzadores

PerfilTamanho médio, grande velocidade e raio de ação, proteção moderada; arma principal = mísseis de longo alcance; protegem grupo de batalha nucleado em NAe.
Pesado × ligeiro NÃO é tamanho: a distinção clássica é o calibre da bateria principal — pesado = canhões de mais de 6 polegadas; ligeiro = menores.

Contratorpedeiros

PerfilOs mais numerosos navios de guerra; grande velocidade (mais de 30 nós), pequena autonomia e pouca proteção; executam todos os tipos de tarefa.

Fragatas

Fragata × contratorpedeiro: a fragata em geral tem menor deslocamento, velocidade e armamento — mas longe de ser regra; os navios se confundem. Fragatas BR: Classes Greenhalgh e Niterói.

Corvetas (CV)

2ª GuerraNavios pequenos, 500 a 1.100 t, 12 a 18 nós; patrulha A/S e escolta. Voltam à importância pelo custo das fragatas.

Classe Inhaúma; a Barroso (evolução da Inhaúma) é a corveta mais moderna da MB — algumas Marinhas classificam-na como fragata leve.

Operação anfíbiaAtaque do mar por uma Força-Tarefa Anfíbia sobre litoral hostil.
Quatro modalidades: assalto (a mais completa, estabelece Força em terra) · incursão (penetração rápida + retirada) · demonstração (sem desembarque, confundir) · retirada anfíbia.

Fases planejamento embarque ensaio travessia assalto

Três tipos de meio

  • ND (navios de desembarque) — de alto-mar, levam tropa/carga/viaturas à costa.
  • ED (embarcações) — transportadas nos ND e lançadas perto da praia.
  • Viaturas anfíbias — únicos meios combatentes realmente anfíbios (prosseguem em terra).

Características ND/ED

  • Pequeno calado; nos que abicam: fundo chato e hélices acima da quilha.
  • Âncoras na popa (mantêm posição na abicagem e ajudam a retração).
  • Lemes de flanco / voltados para vante — só nas que abicam.
Fundo chato = vulnerável às vagas: as embarcações não entram nas primeiras vagas — antes vêm viaturas anfíbias e hovercrafts.
NavioTraço
NDAAo maior tipo anfíbio (15.000 a 40.000 t) — Classes Tarawa/Wasp
NDCCencalha na praia; rampa na proa/popa; tem propulsor lateral (bow thruster)
NDM BahiaNavio Doca Multipropósito (12.000 t); missões humanitárias inclusive
NTrTtransporte de tropa que não abica na praia

Guerra de minas

  • Mineiros (NM) — semeiam campos de minas; os que atuam em águas inimigas devem ser velozes.
  • Varredores / caça-minas (NV) — limpam áreas minadas; casco amagnético (madeira, fibra ou aço não magnético).
Varredor × caça-minas — diferença está na sofisticação técnica: o varredor provoca a destruição da mina por varredura; o caça-minas detecta, investiga e neutraliza (sonar, ROV, mergulhadores) — mais lento, mais eficiente.
Monitor ParnaíbaIncorporado em 1937 — hoje o navio de guerra mais antigo do mundo em operação.

Patrulha e lanchas

  • Navios-Patrulha — fiscalizam mar territorial, zona contígua e ZEE; fluvial 120 a 700 t; o NPO Classe Amazonas protege a Amazônia Azul.
  • Lancha de Combate (LC/LAR) — pequena (20 a 105 t), alta velocidade (40 a 52 nós); atacam à noite e escapam.

Encouraçados (E)

O que eraAté a 2ª GM, o navio mais poderoso: plataforma de canhões de grosso calibre (12 a 16 polegadas), fortemente couraçada. Hoje em desuso.
Couraça = principal proteção contra tiro; espessura ≈ calibre dos canhões inimigos; até 18 pol (457 mm) nas torres. O peso da couraça pode atingir 40% do peso do navio.

Contra explosão submarina: cóferdãs (contraminas) — compartimentos laterais com óleo, água ou vazios.

DestinoAtividade hidroceanográfica e de segurança da navegação.
  • Coleta de dados para a Carta Náutica;
  • informações de apoio ao Poder Naval e à segurança da navegação;
  • apoio à sinalização náutica;
  • apoio ao PROANTAR (Programa Antártico).
MB — mais modernosNPo Almirante Maximiano (pesquisa polar) e NPqHo Vital de Oliveira (biologia e geologia marinhas).
Fig. 3-32a
Fig. 3-32a — NPo Almirante Maximiano
Fig. 3-32b
Fig. 3-32b — NPqHo Vital de Oliveira
DestinoTransporte de passageiros e mercadorias. Classificam-se quanto ao fim, às águas e ao tipo de construção.

Quanto ao fim

SOLAS-1974: navio de passageiro é o que transporta mais de 12 passageiros. Cargueiro pode acomodar até 12.
Fig. 3-35
Fig. 3-35 — Navios de carga modular (full container)
Fig. 3-36
Fig. 3-36 — Navios de carga modular rolante (Ro/Ro)
Fig. 3-37
Fig. 3-37 — Navio graneleiro
TipoTraço
Cargueirosó carga; qualquer navio que não seja de passageiro nem especial (conteineiros, graneleiros)
Full containercontêineres padrão 8×8×20 ou 8×8×40 pés; evolução gerou o Lash (barcaças a bordo)
Ro/Rocarga rolante (veículos) por rampas nos bordos e popa
Graneleirocarga seca a granel (carvão, minério, cereais)
Navio-tanquegranel líquido (porões = tanques): petroleiros, gaseiros, químicos — tripulação com certificação especial

Quanto às águas

  • Longo curso — entre portos de países diferentes.
  • Cabotagem — entre portos do mesmo país (grande cabotagem no Mercosul; Short Sea Shipping na UE/EUA).
  • Fluviais/de lagos e apoio marítimo (offshore).

Quanto à construção: depende de tamanho e comércio; cargueiros modernos tendem a mais porões (4–5, até 7); contêineres já na "Sexta Geração".

Fig. 3-34
Fig. 3-34 — Navio cargueiro
Fig. 3-38
Fig. 3-38 — Navio-tanque
Fig. 3-33
Fig. 3-33 — Navio de passageiros

Recreio & serviços especiais

  • Recreio (particulares): de cruzeiro (conforto) ou de regatas (velocidade).
  • Serviços especiais: salvamento, cabo submarino, dragas, rebocadores (alta potência, boa mobilidade), quebra-gelos, barcas, embarcações de práticos (casco robusto).
Embarcações de porto: não são feitas para o mar — não podem sair barra afora (vedado por Capitanias e seguradoras), salvo casos especiais.

Material do casco

MaterialSituação
Madeirapouco usada em grande porte; usual em embarcações pequenas
Ferroestágio de transição da madeira para o aço
Aço docequase a totalidade dos navios hoje
Fibra de vidrocaiu frente ao alumínio (ambiental)
Ferro cimentosurgiu na 1ª Guerra; qualidade = baixo custo; hoje raríssimo

Vantagens do aço sobre a madeira: economia de peso/mais resistência, construção e reparo fáceis, compartimentagem, menos incêndio, mais capacidade e durabilidade.

SistemasA vela, a remos, propulsão mecânica (vapor, combustão interna, turbina a gás, diesel-elétrico) ou sem propulsão.
Fig. 3-43
Fig. 3-43 — Esquema de instalação nuclear de água pressurizada

Máquinas a vapor

  • Alternativas — as mais antigas; em desuso.
  • Fig. 3-40
    Fig. 3-40 — Máquina alternativa
  • Turbinas — a turbina é irreversível: exige uma turbina só para marcha AR; usuais em 3 (alta/média/baixa pressão) com redução (1/28 a 1/50).
  • Fig. 3-41
    Fig. 3-41 — Turbina a vapor
  • Turboelétrica — elimina a turbina de marcha AR; maior custo/peso por CV.
  • Fig. 3-42
    Fig. 3-42 — Propulsão turboelétrica

Motores diesel

Diesel: consumo baixo (~175 g/CV-hora contra ~350 g do vapor) e reversível — potência quase igual em AR e AV, superior à turbina (cuja marcha AR fica limitada a 50% da AV).
MáquinaComportamento
Alternativa / dieselconjugado constante; maior perda de velocidade ao subir a resistência
Turbina / elétricopotência constante; perda ~1/3 da do diesel, mas maiores esforços no eixo

Turbina a gás: muito leve, partida rápida, pouca vibração → navios de guerra de alta velocidade.

Propulsão nuclear

  • Fissão converte ~1 milésimo da massa em energia (combustão: menos de 1 bilionésimo).
  • Físseis: U-235, Pu-239, U-233 — único natural é o U-235 (só 0,7% do urânio natural).
  • Barras de controle = cádmio e boro (absorvem nêutrons); arriadas totalmente, cortam a reação.
  • Água pressurizada: mantida sob pressão para não vaporizar; corrosiva acima de ~200 °C.

Nautilus = 1º nuclear (reator de água pressurizada); Sea Wolf = reator de sódio líquido. Vantagem central: raio de ação praticamente ilimitado.

Sem propulsão (a reboque): pontões/flutuantes, cábreas (manobra de pesos), batelão/saveiro/alvarenga, lameiros (lama de dragagem).

Acima de 30 nós o consumo na superfície cresce muito → a solução para alta velocidade é sair da superfície (submergir ou decolar). Os que decolam mas dependem da superfície = surface skimmers.
Surface skimmerSustentação
VCA / hovercraftcolchão de ar
Aerobarcohidrofólios submersos
Lancha planadoracasco planador

Aerobarco

  • Comporta-se como navio parado; ao acelerar, a sustentação do hidrofólio cresce e, quando iguala o peso, ocorre a decolagem (casco fora d'água).
  • Três configurações de hidrofólio: shallow-draft (só águas calmas) · surface piercing (o conhecido no Brasil) · totalmente submerso (controle automático, oceano).
Cavitação limita o aerobarco a cerca de 60 nós: bolhas colapsam e erodem o hidrofólio; hidrofólios supercavitantes chegariam a ~100 nós, mas são de difícil obtenção.
Fig. 3-45
Fig. 3-45 — Aerobarcos Classe Raketa (hidrofolhos)
Fig. 3-46
Fig. 3-46 — Comportamento do aerobarco em relação ao mar

VCA (veículo sobre colchão de ar)

  • Sustentação aerodinâmica (depende da velocidade; inclui WIG) ou aerostática (ventiladores + saia flexível).
  • Anfíbio — propulsão aérea, ruidoso, "voando" (sofre com o vento); não anfíbio — hélices submersos e lemes na água (mais manobrável) → caso do NES (catamarã).
EDCA / LCAC: ~60 t, quase 50 nós, avançam sobre a praia; penetram 70% dos litorais do mundo (contra 20% das anteriores). A russa Classe Zubr é a maior (550 t, >60 nós).