Três critérios principais
| Critério | Categorias |
|---|---|
| Fim a que se destinam | de guerra; hidroceanográficos; mercantes; de recreio; de serviços especiais |
| Material do casco | madeira; ferro/aço; plástico reforçado com fibra de vidro; ferro cimento |
| Sistema de propulsão | a vela; a remos; propulsão mecânica; sem propulsão |
Seções B–D detalham o critério do fim (guerra, hidro, mercantes); E retoma material e propulsão; F, as embarcações de alta velocidade.
Duas classes
- De combate — ações ofensivas; armas para o maior dano possível ao inimigo.
- Auxiliares — suprimento, manutenção, reparo, transporte de tropa, remoção de feridos.
Estrutura característica
- Convés de Voo corrido, sem obstruções (pista + espotagem).
- Ilha = superestrutura lateral estreita, em geral a boreste.
- Convés em ângulo: aviões descem a 8 a 10 graus para bombordo → lançamento e recolhimento simultâneos.
- Estrutura transversal (como nos navios-tanque); 2–3 elevadores rápidos.
- Opera com a proa no vento, para vento aparente no convés de cerca de 30 nós.
Porta-Helicópteros — PHM Atlântico (A140)
| Dado | Valor |
|---|---|
| Deslocamento (plena carga) | 22.107 t |
| Comprimento × boca × calado | 203,43 m × 34,4 m × 6,6 m |
| Aeronaves embarcadas | 18 helicópteros (até 7 simultâneos no convés) |
Ex-HMS Ocean britânico, adquirido em 2018; a maioria dos porta-helicópteros também faz Operações Anfíbias.
Classificação
| Grupo | Subtipo | Emprego |
|---|---|---|
| Nucleares (reator) | SSN — ataque | tarefas dos convencionais |
| SSBN — mísseis estratégicos | força de dissuasão | |
| Convencionais (baterias) | diesel via esnórquel; ou AIP (Stirling / células) | ataque ao tráfego e às Forças Navais |
Físico & controle
- Casco resistente em forma de charuto; casco duplo abriga TL e óleo entre cascos.
- Tanques de Lastro (TL) = imersão/emersão; Tanques de Compensação (TC) = flutuabilidade neutra, trim e banda.
- Três lemes: vertical (rumo), horizontal a vante (profundidade), horizontal à ré (inclinação). Modernos usam lemes em X.
Cruzadores
Contratorpedeiros
Fragatas
Corvetas (CV)
Classe Inhaúma; a Barroso (evolução da Inhaúma) é a corveta mais moderna da MB — algumas Marinhas classificam-na como fragata leve.
Fases › planejamento › embarque › ensaio › travessia › assalto
Três tipos de meio
- ND (navios de desembarque) — de alto-mar, levam tropa/carga/viaturas à costa.
- ED (embarcações) — transportadas nos ND e lançadas perto da praia.
- Viaturas anfíbias — únicos meios combatentes realmente anfíbios (prosseguem em terra).
Características ND/ED
- Pequeno calado; nos que abicam: fundo chato e hélices acima da quilha.
- Âncoras na popa (mantêm posição na abicagem e ajudam a retração).
- Lemes de flanco / voltados para vante — só nas que abicam.
| Navio | Traço |
|---|---|
| NDAA | o maior tipo anfíbio (15.000 a 40.000 t) — Classes Tarawa/Wasp |
| NDCC | encalha na praia; rampa na proa/popa; tem propulsor lateral (bow thruster) |
| NDM Bahia | Navio Doca Multipropósito (12.000 t); missões humanitárias inclusive |
| NTrT | transporte de tropa que não abica na praia |
Guerra de minas
- Mineiros (NM) — semeiam campos de minas; os que atuam em águas inimigas devem ser velozes.
- Varredores / caça-minas (NV) — limpam áreas minadas; casco amagnético (madeira, fibra ou aço não magnético).
Patrulha e lanchas
- Navios-Patrulha — fiscalizam mar territorial, zona contígua e ZEE; fluvial 120 a 700 t; o NPO Classe Amazonas protege a Amazônia Azul.
- Lancha de Combate (LC/LAR) — pequena (20 a 105 t), alta velocidade (40 a 52 nós); atacam à noite e escapam.
Encouraçados (E)
Contra explosão submarina: cóferdãs (contraminas) — compartimentos laterais com óleo, água ou vazios.
- Coleta de dados para a Carta Náutica;
- informações de apoio ao Poder Naval e à segurança da navegação;
- apoio à sinalização náutica;
- apoio ao PROANTAR (Programa Antártico).
Quanto ao fim
| Tipo | Traço |
|---|---|
| Cargueiro | só carga; qualquer navio que não seja de passageiro nem especial (conteineiros, graneleiros) |
| Full container | contêineres padrão 8×8×20 ou 8×8×40 pés; evolução gerou o Lash (barcaças a bordo) |
| Ro/Ro | carga rolante (veículos) por rampas nos bordos e popa |
| Graneleiro | carga seca a granel (carvão, minério, cereais) |
| Navio-tanque | granel líquido (porões = tanques): petroleiros, gaseiros, químicos — tripulação com certificação especial |
Quanto às águas
- Longo curso — entre portos de países diferentes.
- Cabotagem — entre portos do mesmo país (grande cabotagem no Mercosul; Short Sea Shipping na UE/EUA).
- Fluviais/de lagos e apoio marítimo (offshore).
Quanto à construção: depende de tamanho e comércio; cargueiros modernos tendem a mais porões (4–5, até 7); contêineres já na "Sexta Geração".
Recreio & serviços especiais
- Recreio (particulares): de cruzeiro (conforto) ou de regatas (velocidade).
- Serviços especiais: salvamento, cabo submarino, dragas, rebocadores (alta potência, boa mobilidade), quebra-gelos, barcas, embarcações de práticos (casco robusto).
Material do casco
| Material | Situação |
|---|---|
| Madeira | pouco usada em grande porte; usual em embarcações pequenas |
| Ferro | estágio de transição da madeira para o aço |
| Aço doce | quase a totalidade dos navios hoje |
| Fibra de vidro | caiu frente ao alumínio (ambiental) |
| Ferro cimento | surgiu na 1ª Guerra; qualidade = baixo custo; hoje raríssimo |
Vantagens do aço sobre a madeira: economia de peso/mais resistência, construção e reparo fáceis, compartimentagem, menos incêndio, mais capacidade e durabilidade.
Máquinas a vapor
- Alternativas — as mais antigas; em desuso.
- Turbinas — a turbina é irreversível: exige uma turbina só para marcha AR; usuais em 3 (alta/média/baixa pressão) com redução (1/28 a 1/50).
- Turboelétrica — elimina a turbina de marcha AR; maior custo/peso por CV.
Motores diesel
| Máquina | Comportamento |
|---|---|
| Alternativa / diesel | conjugado constante; maior perda de velocidade ao subir a resistência |
| Turbina / elétrico | potência constante; perda ~1/3 da do diesel, mas maiores esforços no eixo |
Turbina a gás: muito leve, partida rápida, pouca vibração → navios de guerra de alta velocidade.
Propulsão nuclear
- Fissão converte ~1 milésimo da massa em energia (combustão: menos de 1 bilionésimo).
- Físseis: U-235, Pu-239, U-233 — único natural é o U-235 (só 0,7% do urânio natural).
- Barras de controle = cádmio e boro (absorvem nêutrons); arriadas totalmente, cortam a reação.
- Água pressurizada: mantida sob pressão para não vaporizar; corrosiva acima de ~200 °C.
Nautilus = 1º nuclear (reator de água pressurizada); Sea Wolf = reator de sódio líquido. Vantagem central: raio de ação praticamente ilimitado.
Sem propulsão (a reboque): pontões/flutuantes, cábreas (manobra de pesos), batelão/saveiro/alvarenga, lameiros (lama de dragagem).
| Surface skimmer | Sustentação |
|---|---|
| VCA / hovercraft | colchão de ar |
| Aerobarco | hidrofólios submersos |
| Lancha planadora | casco planador |
Aerobarco
- Comporta-se como navio parado; ao acelerar, a sustentação do hidrofólio cresce e, quando iguala o peso, ocorre a decolagem (casco fora d'água).
- Três configurações de hidrofólio: shallow-draft (só águas calmas) · surface piercing (o conhecido no Brasil) · totalmente submerso (controle automático, oceano).
VCA (veículo sobre colchão de ar)
- Sustentação aerodinâmica (depende da velocidade; inclui WIG) ou aerostática (ventiladores + saia flexível).
- Anfíbio — propulsão aérea, ruidoso, "voando" (sofre com o vento); não anfíbio — hélices submersos e lemes na água (mais manobrável) → caso do NES (catamarã).