Know your ship (1.1)
- Não se planeja aproximação sem conhecer as maneuvering characteristics — fazer os master's trials antes de fundear em local difícil.
- Saber quando NÃO fundear é mais importante que saber como: fundeadouro cheio ou tempo adverso → chame um tug, ou aguarde melhorar.
- Características não são estáticas: calado muito leve, drag maior ou underkeel clearance reduzida alteram o comportamento; tanker carregado ≠ em lastro.
- Assume-se sem bow thruster (thruster só é efetivo abaixo de ~2 nós).
Informações a levantar antes de fundear
- Direção e força de vento e corrente; profundidade; tipo de fundo.
- Localização de lee shore, shoals ou perigos; espaço de manobra para a aproximação.
- Número e posição dos navios já fundeados; visibilidade/tempo/correntes; costumes locais do porto.
- Swinging room depois de fundeado.
Dois ferros pendurados na proa = dois tugs de prontidão a vante. O plano é só um ponto de partida — outro navio quase sempre estará no seu lugar.
Regra dos 100 pés no fundeadouro (3.1)
Navio a 3 nós faz ~300 pés/min › navio de 600 pés leva 2 min p/ mover 1 comprimento › corrente de través de 2 nós o desloca 400 pés (2/3 do comprimento) › sobra só ~200 pés de folga
A 100-foot rule usa o próprio comprimento do navio como unidade de distância — sempre mais longe do que parece.
Sail area e girar the long way around (3.2)
- Navios de high-freeboard / light-draft (passenger, container, car e gas carriers) têm grande sail area → muito mais leeway; difíceis de girar contra vento forte.
- Se a proa não passa pelo vento forte, melhor back and fill "the long way around": meter a popa no vento em vez de forçar a proa.
- Água rasa: o tactical diameter cresce e o navio fica mais direcionalmente estável → pode precisar de o dobro do espaço para grandes guinadas.
- Aproxime devagar, pronto a back and fill; lembre que ela dá mais twist indo a ré em água rasa.
- Navios fundeados, shoals, lee shore e perigos limitam o espaço → ajuste o plano ao tamanho do campo de jogo.
- Não hesite em manobrar no ferro se não há espaço para girar sem auxílio. Se realmente não há espaço, não vá — fundeie em outro lugar.
- Sair exige tanto espaço quanto chegar: outros navios podem fundear depois, ou o seu pode fazer swing a novo aproamento.
O que o mate na proa precisa saber (5.1)
| # | Item do briefing |
|---|---|
| 1 | Qual(is) ferro(s) usar. |
| 2 | Se o navio vai girar ao aproamento final antes de largar. |
| 3 | Quanta amarra inicial vai a água. |
| 4 | Sentido (avante/ré) e velocidade sobre o fundo ao largar. |
| 5 | Se o navio será girado no ferro. |
| 6 | Se o ferro fica a short stay para manobra. |
| 7 | Com 2 ferros, como serão dispostos. |
| 8 | Quantidade final de amarra. |
Falar também com o mate na ponte e — se manobra incomum — o engenheiro de serviço, para ninguém ser surpreendido.
- Estude as cartas antes e memorize o essencial; escolha landmarks, aids e ranges; prepare um pocket course card com leading marks e rumos aproximados.
- Ao fechar, navegue pelo olho conduzindo por natural ranges e leading marks, enquanto o mate navega na carta como backup.
Pilots fundeiam pelo olho, colocando o ferro tão preciso quanto uma equipe gritando marcações. Poucas marcas + uma referência abeam bastam.
Por que largar no final heading
| Vantagem |
|---|
| A amarra sai clara do casco ao ser arriada. |
| Minimiza wear e strain na amarra, roda de proa, windlass. |
| A amarra fica bem estendida no fundo, rápido. |
| Coloca o navio entre outros sem preocupação com swing (já está no aproamento deles). |
Fundear off the final heading (8)
Em brisa leve, sem problema — gira ao final heading depois de fetch up. Em condições fortes:
Largue 1 a 2 shots (~duas vezes a profundidade) avançando devagar › segure a amarra › controlled turn on the anchor ao final heading, no menor espaço, o ferro digging in / breaking free alternadamente
| Situação ao largar | Ferro e giro |
|---|---|
| No/perto do recíproco do final heading | Gire a boreste e largue o ferro de boreste, usando o twisting effect se a máquina precisar dar a ré. |
| Final heading pelo través (bombordo/boreste) | Gire contra o vento/corrente e use o ferro de barlavento/upstream, para a proa subir às forças e a amarra sair clara. |
"Plain vanilla": entra e gira ao final heading › back down até mover devagar a ré › larga 1 ferro e slack da amarra › kick ahead se preciso p/ perder sternway › tighten brake, o ferro fetches up
Quando girar — o turning circle (9.1)
| Deep water (>1,5× o calado) | Avanço | Través |
|---|---|---|
| após 90° | 3 a 3,5 comprimentos | 1,5 comprimento |
| após 180° | 1 comprimento | 3,5 comprimentos |
Hints de manobra no fundeadouro
- Grande mudança de aproamento ao round to reduz muito o headway.
- Turns a boreste são preferíveis (twisting effect quando a máquina dá a ré para parar).
- Um kick ahead acelera o giro sem ganhar muita velocidade — cuidado com kicks sucessivos.
- Backing and filling perto do ponto é melhor que kicks ahead sucessivos (gira e para ao mesmo tempo).
Placing the anchor (10)
Right-hand fixed propeller perto do final heading: kick ahead com leme todo a bombordo p/ a proa cair a bombordo, depois a ré. Backe até o quickwater chegar a meia-nau e continue até ele ir a vante de meia-nau (aí sim move a ré), então largue. Masters erram parando a máquina no quickwater a meia-nau — o navio está apenas dead in the water, não a ré.
Swinging room ao fundear (12)
- Depois de dias no mar, os outros navios parecem mais perto do que estão (altura do olho). Desça ao convés principal — a distância real aparece.
- Radar: excelente em fundeadouro aberto, ruim para distância absoluta entre navios próximos, mas bom para detectar mudança (quando um dragga).
- Estime pelo olho usando o comprimento do navio, medindo até a proa/popa, não à ponte.
- Dois ferros limitam o swing — mas não se os vizinhos ficam num só ferro e giram em círculo maior. Costume local importa: que todos girem juntos.
Stern anchors (14)
- Comuns em navios navais de landing/assault: dão controle, evitam broaching, e kedge o navio para fora da praia.
- El Paso LNG equipou nove navios LNG p/ fundear cascos de 950 pés nas fortes marés de Chesapeake Bay e Savannah River.
- Risco real de danificar leme e hélice: tire todo o sternway antes de largar; o navio não pode ultrapassar o stern anchor.
Qual ferro — o livro recomenda o offshore/windward (15.1)
| Por que o ferro offshore (barlavento) |
|---|
| O ferro não deve segurar — deve draggar; o offshore sai clear e precisa de mais amarra p/ cravar. |
| Minimiza risco ao casco (a amarra tende para longe do casco). |
| Mais fácil trabalhar o navio até o cais; o outboard fica na água pronto p/ heave o navio para fora. |
| Amarra dura contra o casco pode danificar amarra e casco (elos dobrando no pequeno raio do bulbo). |
Quanta amarra (16)
Docking com ferro (17)
Segurar e governar com o ferro (18)
- Para seguir devagar com forte vento de través, ou manter posição num canal (visibilidade ruim/tug atrasado): ferro + um shot, brake apertado, máquina só p/ manter o aproamento; depois trabalha contra o ferro.
- Assistir o governo (18.1): o pivot point desloca-se a vante → diâmetro de giro muito reduzido; a popa faz swing mais largo no início, mas o governo fica mais preciso.
- Break a sheer (18.2): o ferro não pode cravar (senão o sheer é acentuado, pivot point vai ao hawsepipe). Draggando, ele steady a proa, o leme fica efetivo, a popa lifts off the bank — com full ahead p/ máximo fluxo no leme.
Uso de emergência (19)
Alongside a bank / going astern (20)
Pode-se pôr o navio contra um banco íngreme de lama/argila, segurado pelo ferro, para não atravessar o canal. Indo a ré com o ferro underfoot: ele substitui um bow tug e steady a proa p/ backar quase reto; use só a amarra mínima — se o ferro fetch up e some todo movimento a ré, a popa só anda para bombordo.