🧭 MMPH · Cap.19 — Marine Pilotage · Ch. 19: Special Operations

Mapa Mental PH (aula enxutíssima) · Nayak, Theory & Practices of Marine Pilotage · II.08-AN · Área II do edital · só o que cai, em esquemas · ✎ marque lacunas e oclusões para revisão ativa
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O que sãoOperações de praticagem em circunstâncias especiais, além da simples atracação/desatracação. Mesmos princípios de ship handling, porém maior desafio ao prático.
towingcold movestrans-shipmentSTSCapesize/VLCC ladenobjetos não-propelidos

Três operações tratadas no capítulo

STS operations SBM operations customary towing

Risk assessment primeiro: todos os responsáveis se reúnem, listam cada perigo e implantam control measures para reduzir o risco a trivial antes de iniciar a operação.
STSShip-to-ship transfer = transbordo entre dois navios, também chamado lightering. Comum para grandes oil tankers em mar aberto (restrição de calado / custos de berço).
NavioSiglaPapel
GrandeSBLShip to be Lightered (navio-mãe)
PequenoSSService Ship (navio de serviço)
Acidentes com oil tankers representam aproximadamente 10% dos acidentes marítimos do mundo; espera-se que as operações STS aumentem em frequência e áreas geográficas.
Plano STSSegue as diretrizes da OCIMF e da IMO. Estágios: Pre-Approach Approach Mooring Cargo Transfer Unmooring Departure.
double bankingSBL preparada e avaliada em todos os aspectos; provida de grandes Yokohama fenders para criar espaço suficiente entre os cascos (Fig. 19-1).

Check de pré-aproximação

ItemVerificar
Combination of vesselscomo freeboard e manobra diferem no par (pequeno+grande, igual, grande+pequeno)
Freeboard differencedefine a altura do fender e o lead dos cabos
Fendersem boas condições; os Yokohama mantêm o espaço entre os cascos
Ropesbons cabos nos leads corretos — senão ocorre chafing
Crewtreinada e pronta para o mooring
Há sempre risco de contato metal-com-metal entre os cascos; número, tamanho e condição dos Yokohama decidem se a distância se mantém.
Fig. 19-1
Fig. 19-1 — Operacao ship-to-ship (STS): (a) vista lateral do navio a ser aliviado (SBL) e do navio de servico (SS), com defensas primarias entre os cascos e defensas Yokohama; (b) os dois navios abarloados lado a lado (double banking) com as defensas mantendo o afastamento para a transferencia de carga.
A colisão entre os dois navios é o incidente STS mais comum. Causas: ângulo de aproximação incorreto; velocidade excessiva; ou falha em avaliar o tempo (weather).

Aproximação fundeado ou atracado (3.1)

PrecauçãoRazão
Nunca aproximar em ânguloqualquer ângulo causa metal-com-metal
Usar o vento a favoro vento assenta o SS suavemente nos fenders
Tocar paralelo aos fenderscontato paralelo distribui a carga; o ângulo aponta um canto
Tocar sem velocidade avante/réseguimento no contato pode partir os cabos
Usar tugs com juízouso imprudente junta ou desloca os navios

Aproximação underway (3.2)

SBLMantém heading constante em minimum controllable speed (5 knots ou menos) ou deriva; SS abarloa normalmente na lee side (sotavento).

Fase 1 collision-avoidance até a distância segura DCPA (Distance at Closest Point of Approach) Fase 2 alongside, manifolds alinhados, força de berthing em todos os fenders

Águas abertasComeça a 0,5 NM do ponto de destino e termina em DCPA de 50–100 m; os mooring lines começam a 20–30 m de cada navio (Fig. 19-2).
Fig. 19-2
Fig. 19-2 — Manobra de aproximacao STS com o SBL em rumo constante: o navio de servico (SS) aproxima-se em curso paralelo em quatro posicoes sucessivas (Pos-1 a Pos-4), comecando a 0,5 milha e terminando a um DCPA de ~50-100 m do costado.
O SS aproxima de leeward (sotavento) e pelo bordo de boreste (starboard) do navio de heading constante; o transbordo é feito só pelo lado não avariado (undamaged side), mantendo distância do oil spill móvel e das rescue units.

Meios de controle do SS

MeioForça / função
Main propellersurge — força de avanço para o trânsito
Rudderyaw moment — controle de governo
Bow tunnel thrustersway — só eficaz a baixa velocidade
Azimuth thrusterduas componentes: surge + sway

As três fases (Fig. 19-3)

FaseVelocidadeControle / objetivo
Trajectory trackingmoderada/alta (> 2 m/s)minimizar o erro; rudder p/ rumo + propeller p/ velocidade
Stopping manoeuvrereduzindoreduzir velocidade (emergency ou normal stop); leme a meio ou máquina a ré
Dynamic positioningbaixa (< 2 m/s)azimuth/bow/stern thrusters (leme perde eficiência a baixa velocidade)
Fig. 19-3
Fig. 19-3 — Aproximacao de EMERGENCIA STS com derramamento (Spillage) a barlavento: a aproximacao divide-se em 3 fases - Trajectory Tracking (planejamento/velocidade moderada), Stopping Manoeuvre (reducao de velocidade) e Dynamic Positioning (posicionamento fino a baixa velocidade). ATENCAO: no desenho as fases sobem em ordem inversa a da narrativa.
AlongsideOs navios ficam à distância de segurança (DCPA), ambos com heading e velocidade constantes ou drift ~0. Berthing por tunnel thruster e mooring por lines.

Vigiar durante a cargo transfer (5.1)

VigiarPor quê
Inclement weathervento e swell carregam os cabos e movem os cascos
Change of tidealtera níveis relativos e tensão dos cabos
Freeboard mudandocom a transferência, freeboards divergem e cabos folgam/tensam
Drafts e trimsmudam o lead e a tensão dos cabos
Rolling period (por mudança de GM)balanço alterado pode fazer o par surgir nos fenders
Checar os mooring lines é o mais importante nessas condições.

Unmooring e departure (5.2)

  • Largar head e stern lines, segurar os springs a vante e a ré.
  • Tugs devem evitar empurrar o navio contra os Yokohama; largar os springs do navio interno.
  • Com todos os cabos claros, puxar por ambos os tugs paralelo aos fenders até folga segura (Fig. 19-4).
O unmooring é muito precário — só os Yokohama guardam a folga marginal; nunca deixar os cascos em ângulo enquanto ainda próximos.
Fig. 19-4
Fig. 19-4 — Desatracacao STS: (a) posicao inicial - os dois navios ainda abarloados sobre as defensas; (b) posicao final - apos largar as amarras, os dois navios sao afastados paralelamente pelos rebocadores ate um vao seguro entre os cascos.
O que éSBM / SPM: o VLCC amarra a uma única boia para carga/descarga onde não há instalação de berço; a carga passa por subsea manifold. A boia é fundeada por múltiplas âncoras espalhadas.
Modo de fixaçãoSigla
Catenary Anchor Leg MooringCALM
Single Anchor Leg MooringSALM
O SBM tem 5 partes: buoy body · anchors+cables · mooring fittings · product-transfer system · fenders.

Preparação, manobra e carga (6.1–6.2)

  • Amarra por chains de diâmetro variável — geralmente 76 mm, do tipo OCIMF type B; messenger lines pelo Bow Stopper e fairleads.
  • Prático embarca de um tug no pilot station, a poucas milhas do SBM. Normalmente dois tugs guiam; após berthing, um é liberado e o outro fica standby para pull-back.
  • Ao chegar às pickup lines, a velocidade cai para menos de meio nó. Em alguns terminais não há tugs, e sim duas line boats.

Un-berthing (6.3)

Aproado ao tempoSe o navio aponta para o weather, os cabos ficam taut → dar um kick avante para afrouxá-los, soltar as chafe chains dos stoppers e destravar o Smitt bracket; depois máquina a ré ou back-pull do tug para cair a ré.
Towage"Serviço prestado por um navio para auxiliar a propulsão ou expedir o movimento de outro." Rotineiro, sobretudo dentro do porto = customary towage.
A responsabilidade de contratar o tug é do ship's master, que pode ser considerado negligente por não contratar quando as circunstâncias exigem e ocorre acidente.

Planejamento (7.1)

  • Confirmar o tug adequado em porte, tripulação, HP e bollard pull (BP); verificar o tow wire; planejar rota (pontes com alturas máx/mín + maré, curvas, tráfego, profundidade).
  • Weather forecast com horizonte de pelo menos 48 horas; combustível/água/sobressalentes; planos de contingência.
Idade, hull growth, condição do hélice e água do mar quente reduzem a potência; usar shaft alternator durante o tow reduz a saída do motor e, portanto, o bollard pull.

Fórmula do bollard pull para barcaça (7.2)

BP = { Δ2/3·V3 + (0,06·B×D)·120×60 } × K [toneladas]

SímboloSignificado
Δdeslocamento pleno do rebocado (t)
Vtow speed (nós)
Bboca do rebocado (m)
Dprofundidade da seção transversal exposta, incl. deck cargo, acima da linha-d'água (m)
K1,0 a 3,0 tow costeiro exposto; 0,75 a 2,0 costeiro abrigado

Precauções em rough weather (8.1)

Mau tempo para um tug pequeno não se restringe a vento forte.

wind vs tidetidal bores / rip tidescorrentes na fozcorrente súbita por chuvawash de outras embarcaçõesfreshet / gelo sazonal
Boa prática para reduzir incidente: adiar a saída; fundear/amarrar e esperar; reduzir a velocidade; aumentar o comprimento do tow para compensar o surge de potência e a tensão do cabo; rebocar a ré em vez de alongside; ou alterar o rumo.

Comprimento do towline (8.2)

WashMenos água sob a quilha → mais potência → mais wash. Towline mais longo reduz o wash; curto em área confinada gera wash significativo. Tractor tugs puxam pela popa e ASD pela proa → menos wash.
EncurtarFica a critério do master; de preferência em águas profundas (reduz o desgaste do arrasto no fundo) e bem antes de águas congestionadas.
Não deixar o tow curto demais: o tug não sai da rota da barcaça e pode ser atingido por ela. Em wire curto, evitar guinadas bruscas; se a barcaça guinar, filar cabo para amortecer.
RegraNão há regras rígidas para fazer firme — cada barcaça difere. Planejamento prévio e briefing tug master–tripulação são vitais; comunicações e risk assessment antes do rendezvous.

Rebocar várias barcaças (9.1)

  • Agrupar por tamanho e desenho similares, com as similares como lead; loaded barges primeiro, empty barges a ré.
  • Equalizar os tow ropes: mesmo tamanho/material, comprimentos iguais e mesmo número de voltas (estiram igual).
  • As barcaças restantes vão em ranks, unidas por breast ou stern lines (Fig. 19-5).

Pushing ahead (9.2)

Operar como unidade rígida única: prender a barcaça ao tug com winch wires nos corner bollards; mais dois cabos substanciais do centre bollard do tug aos quarter bollards de BE e BB da barcaça (Fig. 19-6).
Fig. 19-5
Fig. 19-5 — Reboque de MULTIPLAS BARCACAS (3 arranjos): (a) duas barcacas em tandem (uma atras da outra); (b) variante em tandem com cabos em V de comprimentos e material iguais; (c) tres barcacas em ranque (uma a frente, duas atras lado a lado) unidas por espias de traves/popa.
Fig. 19-6
Fig. 19-6 — Empurra a vante (pushing ahead): (a) uma barcaca presa ao rebocador por cabos de guincho aos cabecos de canto, operada como unidade rigida unica; (b) multiplas barcacas lado a lado empurradas como uma unica unidade.
A informação do tug deve ser trocada antes (durante a viagem, não no embarque do prático), para chamar as mooring parties a tempo e briefadas — evitando pressão de tempo e risco de acidente.

Prático → master (10.1)

  • Se usa ship's lines ou tug lines; método de pôr o cabo a bordo: heaving line fina puxa o messengerwarping drum → tow wire a bordo.
  • Posição e fairlead para passar a heaving line; velocidade máxima para prender o tug; o bollard pull dos tugs; os canais VHF de trabalho.

Master → prático (10.2)

  • O SWL do equipamento de mooring/towing; quais fairleads servem (se descentrado e um só tug, avisar especificamente).
  • A pushing-point strength; se não há pontos marcados mas há reinforced belt em volta, comunicar ao tug master.
Posição do tug (11.1)Depende do porte e do pivot point da unidade, do número de tugs, da velocidade, da profundidade, do espaço manobrável e das correntes/ventos.

Comunicações (11.2)

  • Terminologia padrão na working language do navio. O officer in charge garante que a mooring party saiba: quais bollards, como levar o messenger ao warping drum, como o tow wire é stopped off e o releasing procedure.
  • Contato visual constante com o tug + hand signals (melhores que walkie-talkie no vento); sinalizar quando o tow wire está seguro.

Práticas seguras (11.3)

  • Luvas de couro (leather), nunca algodão; roupas justas; cuidado com a snapback zone do cabo tensionado.
  • Heaving line só com monkey's fist sem peso extra; nunca lançar o messenger no lugar da heaving line.
  • Segurar o tow wire sempre por cima, nunca por baixo; nunca desconectar o messenger — usar running shackle; nunca pisar no wire; o stern tow wire só liberado de modo controlado, senão vai ao hélice.
PerigoO que acontece
Girting / girding / tripping (GGT)razão mais prevalente para tugs capotarem; muito rápido; sobretudo em tugs single-screw convencionais (tractor/ASD menos sujeitos); rebocar perto de amidships é inerentemente instável
Interactionperigosa quando navio/barcaça grande passa veloz perto do tug; aumenta em águas confinadas e rasas; forças de sucção/pressão reduzem a estabilidade e podem capotar
Effect of windmuda headings, aumenta velocidades e garra o tow; pode causar colisão, encalhe, cabo partido e girting
Effect of currentmais crítico em águas confinadas; a corrente do bordo BE age no port quarterturning moment a bombordo
Águas rasas somam efeitos: interaction ↑, rudder ↓, squat ↑ (risco de grounding), transverse thrust do hélice muda, características de manobra mudam.

Emergency release do towline (12.1)

Sistema "let go": o tug master libera o drum do winch e o wire corre até romper do securing bolt — a tripulação do navio não faz nada, mas fica com até 140 m de cabo de aço para recuperar antes que o tug volte com o wire reserva.