🧭 MMPH · Cap.5 — Bollard Pull Required

Mapa Mental PH (aula enxutíssima) · Hensen, Tug Use in Port · II.09-AN · Área II do edital · só o que cai, em esquemas · ✎ marque lacunas e oclusões para revisão ativa
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A pergunta do Cap. 5O Cap. 4 pergunta o que cada tipo de rebocador faz; o Cap. 5 é o companheiro quantitativo: quanto bollard pull é realmente preciso para manobrar um dado navio com segurança.
  • Na prática, nº e configuração de rebocadores saem da experiência do prático — e o sistema geralmente funciona.
  • Mas como os navios crescem, a experiência vira base estreita demais → dados de vento, corrente e ondas tornam-se essenciais (grandes porta-contêineres, car carriers, tanques/graneleiros de grande calado em portos confinados e mau tempo).
  • Pressão comercial: armadores tentam minimizar custo de reboque → disputa sobre o nº mínimo. Navio com bow/stern thruster usa um ou dois rebocadores a menos, mas a força do thruster é limitada.
Fig. 5-0
Fig. 5-0 — Container ship *Eleonora Maersk* (LOA 398m, beam 56m, installed power 108,878hp). Containers stacked up to nine high on deck. Top of containers approximately 37m above water, resulting in a longitudinal wind area of around 14,000m2 . Photo: Leoencis Vanderstek
Fig. 5-1
Fig. 5-1 — Car carrier *Dover Highway* (LOA 200m; beam 32.26m). Photo: Kees Torn

As três fases da chegada/saída

FaseSituaçãoReboque
Reasonable-speednavio ainda usa máquina e leme; compensa deriva com drift anglerebocadores podem ajudar
Intermediatereduz velocidade p/ entrar em doca/bacia/giro; máquina parada, vento/corrente pesam maisreboque mais frequente e mais pleno
Finalpraticamente parado na água (giro, atracação); incapaz de compensar sozinhorebocadores assistem plenamente
A fase que decide o cálculo é a finalnavio parado na água — e é sobretudo ela que Hensen considera.

Um side thruster às vezes é creditado contra parte do bollard pull, mas depende do navio, situação local, regulamentos do porto e confiabilidade do thruster.

Os cinco grupos de fatores (5.2)

Port particulars (constante)Berth construction (open × solid)O navioEnvironmental (vento/corrente/ondas)Método de reboque

O porto é fator mais ou menos constante que fixa nº/tipo/bollard pull básico por classe de navio, da experiência local. Visibilidade reduzida = procedimento de nevoeiro, não magnitude de BP; gelo ficou no Cap. 3.

Ideal × realEm teoria, compensa-se a força total quando bollard pull = vento + corrente + ondas. Na prática há perdas:
  • Rebocadores nem sempre puxam/empurram em ângulo reto — gastam força acompanhando o navio.
  • Bollard pull disponível abaixo do teste original por desgaste e incrustação.
  • Rebocadores de vante e ré muitas vezes não podem puxar a plena força ao mesmo tempo (um reduz p/ parar o giro).
  • Propeller wash pode bater no casco e cortar a eficiência; precisam de potência de reserva.
Sempre embutir safety factor. Os gráficos de vento/corrente/ondas de través já incluem 20 %. Puxando ao costado do navio, 20 % não basta (grande perda de eficiência, tratada à parte no § 6).

As duas situações fundamentais (5.2.1)

SituaçãoDomina emAbordagem
External forces (vento/corrente/ondas)navios de alta windage (contêineres, car carriers, gaseiros, tanques/graneleiros leves)calculável → força de reboque segue do resultado
Ship's masstanques e graneleiros carregados (corrente e vento pouco importam)baseada em experiência (§ 8)
A massa não se resolve só por fórmula: de F = m × a, sem vento/corrente até força pequena move navio grande — se o tempo não contasse; mas conta → precisa de aceleração/desaceleração rápida, quanto maior a força melhor.

As três fórmulas de vento

  • Lateral: FYw = 0,5·CYw·ρ·V²·AL [N]
  • Longitudinal: FXw = 0,5·CXw·ρ·V²·AT [N]
  • Momento de yaw: MXYw = 0,5·CXYw·ρ·V²·AL·LBP [N·m]

AL = área lateral (broadside); AT = área transversal (head-on). Coeficientes vêm de wind-tunnel; dependem de forma, calado, trim, superestrutura e ângulo de ataque. Carga de convés (contêineres) deve entrar na área de vento.

A força lateral é a maior → a mais importante p/ bollard pull. Para vento de través, CYw0,8 a 1,0 (na maioria 0,9–1,0).
Fórmula de trabalho (Hensen)Fw = 0,08·V²·AL [kgf] — vento de través. Deriva de CYw=1,0, densidade do ar 1,28 kg/m³ e +25 % (margem de 20 %). Gráfico = Fig. 5.2.

Fig. 5.2 vale p/ towing on a line, ou puxando ao costado em cabo bastante longo. Gráfico original: UK National Ports Council (set. 1977).

Notas de densidade, gaseiros e tanques

CasoAjuste ao CYw / fórmula
Ar frio/seco sob alta localdensidade sobe → 0,08 dá valor baixo demais; recalcular densidade
Área > 10.000 m² (limite do gráfico)ex.: 12.000 m² = BP de 10.000 + BP de 2.000
Gaseiro de tanques prismáticos (≤ 260.000 m³)CYw ≈ 1,1 → somar ≥ 10 % ao resultado
Gaseiro de tanques esféricos (MEG4, 2018)CYw ≈ 0,9
Tanque de óleo carregadoCYw ≈ 0,7 → fórmula superestima (mas aí conta a massa); FPSO ≈ 1,0

Direção, rajadas e altura (5.2.1 cont.)

  • Vento até ~30° de cada lado do través ≈ vento de través. Momento de yaw é maior com ventos de quartering.
  • Vento nunca é constante: não usar só média horária/10 min; prever rajadas (média de 1 min, fatores de gust do PIANC).
  • Velocidade varia com a altura: Vw = vw·(10/h)1/7 (Fig. 5.4); usar o padrão de 10 m.
Fig. 5-4
Fig. 5-4 — Wind height velocity ratio.
Menor drift speed em água rasa NÃO significa menos bollard pull: o navio à deriva ainda tem de ser parado e trazido de volta — mais potência em água rasa, e a added mass cresce ao diminuir o underkeel clearance.
CálculoCorrente calcula-se como o vento (fórmulas OCIMF). A força transversal máxima de uma cross current é a que importa: FYc = 0,5·CYc·ρ·V²·LBP·T.

Coeficientes dependem de forma submersa, calado, trim, ângulo de ataque — e são fortíssimamente afetados pelo underkeel clearance; vêm de tank-tests e/ou CFD.

Fig. 5-2
Fig. 5-2 — Bollard pull required to compensate for beam winds.
Águas profundas (depth > 6 × calado): Fc = 40·V²·LBP·T [kgf] — de CYc=0,6, densidade da água salgada 1.025 kg/m³ e +25 % (perda de eficiência).

Corrente de través × underkeel clearance

Folga sob a quilhaFórmula aprox. (kgf)vs água profunda
Profunda (> 6 × calado)Fc = 40·V²·LBP·T×1 (base)
1,5 × caladoFc = 110·V²·LBP·T≈ ×2,8
20 % do caladoFc = 150·V²·LBP·T≈ ×3,8
10 % do caladoFc = 185·V²·LBP·T≈ ×4,6 (quase 5×)
Fig. 5-5
Fig. 5-5 — Bollard pull required in a cross-current. See note 6. Note: Ton is equal to 1,000kgf (=9.8kN). Source: UK National Ports Council 1977, modified
Fig. 5-6
Fig. 5-6 — Effect of underkeel clearance on current force. Source: OCIMF
O underkeel clearance é decisivo: conforme a folga cai, o bollard pull requerido dispara (Fig. 5.5 / 5.6; 20 % de margem incluído).

Correção MEG4 (folgas pequenas)

Navio (depth/draught)Correção à força de reboque
Gaseiro LNGnenhuma
Tanque em lastro a 1,0510 % a menos
Tanque carregado a 1,0520 % a menos
Tanque carregado a 1,1030 % a menos
Reversão em água rasa: com folga pequena e ângulo de ataque abaixo de 90°, a força de corrente cai e a longitudinal cresce — o efeito líquido pode se inverter, sobretudo com a corrente entrando a 20–30° na proa; o navio pode ganhar seguimento contra a corrente.

Pouca folga também aumenta o diâmetro de giro, reduz a eficiência do leme e alonga a distância de parada e o tempo de giro → reboque bem-vindo.

Forças de onda (5.2.4)

Só contam mares curtos de través (windy-but-sheltered): ondas curtas e íngremes, comprimento pequeno vs o navio — não o swell de mar aberto que faz heave/roll/pitch. Assume-se que o calado reflete as ondas totalmente e que o período curto não causa movimento do navio.

DerivaçãoForça por metro ≈ 0,5·ρ·g·ζ² N; total ≈ 0,35·ρ·g·ζ²·L N, com ζ = ½ × Hs. +25 % e em kg:
Ondas de través de período curto: Fwave = 112·L·Hs² [kgf] (L = comprimento na linha-d'água ≈ LBP; Hs = altura significativa). Gráfico Fig. 5.7.

Exemplo LBP = 200 m, Hs = 1 m 112 × 200 × 1 × 1 = 22.400 kgf22 t

Fig. 5-7
Fig. 5-7 — Bollard pull required for beam waves

Massa do navio & construção do berço (5.2.5)

  • Ao atracar, os rebocadores opõem-se a vento/corrente/onda E reduzem a transverse approach speed a "morto na água". Mesmo sem vento/corrente há BP p/ controlar a velocidade transversal.
  • Virtual mass = displacement + added mass. A added mass cresce ao cair a folga e é muito grande no movimento lateral: normalmente 25 % a 100 % do deslocamento.
Fig. 5-8
Fig. 5-8 — Berthing at jetty with open construction. Hong Kong. Photo: Alan Loynd, Hong Kong
Recomendação (fenders)Virtual mass = 1,5 × deslocamento a folga 1,5 × calado; 1,8 × a folga 1,1 × calado. Fórmulas de fender usam 1,3 a > 2,0 × deslocamento.
Solid berth reduz a velocidade de aproximação (cria colchão d'água); open berth/jetty não (a água escoa) — daí os coeficientes:
BerçoForça p/ parar movimento lateral (t)
OpenF = 0,09·D·Vi²/S
SolidF = 0,07·D·Vi²/S

Vi = velocidade inicial (m/s); D = deslocamento; S = distância de parada; velocidade final zero. Aproximação final segura de VLCC = máx. 6–8 cm/s.

Fig. 5-9
Fig. 5-9 — Tug's propeller was hitting the ship's hull, reducing towing effectiveness. Photo: Rotterdam pilot Marijn van Hoorn
NavioBerçoForça p/ parar em ~30 m
Tanque em lastro 250.000 dwt (displ. 124.000 t)Open jetty23 t
Tanque carregado 250.000 dwt (displ. ~300.000 t)Open jetty60 t
Porta-contêiner (displ. 80.000 t)Solid12 t
Fig. 5-10
Fig. 5-10 — Tug towing on a long line to minimise negative effect of tug's propeller wash hitting the ship's hull. Photo: Baltimore pilot John Traut

Examples: inicial 0,5 nós (0,25 m/s), rebocadores puxam a 30 m do berço. Novos rebocadores rodam por tempo limitado a 110 % MCR. A necessidade de velocidade transversal de tanques/graneleiros carregados entra na fórmula de deslocamento do § 8.

Fig. 5-11
Fig. 5-11 — Different towing positions. 🔍 posições explicadas na legenda abaixo
Posições da figura, explicadas no texto (3)
  1. 1. In positions 1f (f=forward) and 1a (a=aft) there is a fair possibility that the pulling tugs experience loss of pulling effectiveness due to propeller wash hitting the bow and stern almost at right angles.
  2. 1 e 2. Compared to positions 1f and 1a of figure 5.11, positions 2f and 2a may show less loss of effectiveness.
  3. 4. Tugs operating at a ship's side, in positions 4f and 4a, have a large loss of effectiveness when pulling.
O propeller wash do rebocador bate no casco e corta a eficiência de tração. Quanto menor a folga sob a quilha, pior; mais rotação/thrust piora ainda mais → alongar o cabo (quanto menor a folga e mais potência, mais longo o towline).
Reversão Coanda / Bernoulli (Fig. 5.12): navio carregado de proa cheia, folga pequena, tug convencional puxando a 90° em cabo curto — o wash bate no casco, a reação R quase anula a tração T; o fluxo contorna a proa (Coanda), gera baixa pressão e uma força F (Bernoulli) → o navio avança e cai a boreste em vez de guinar a bombordo (o oposto do pretendido).

Posições de reboque (Fig. 5.11)

PosiçãoPerda ao wash
1f / 1a (na proa/popa)maior chance de perda; wash quase a 90°, pode até girar o navio errado
2f / 2aperda um pouco menor que 1f/1a
3f / 3amais eficientes quanto ao wash
4f / 4a (ao costado)grande perda; push-pull em cabo curto pode cair abaixo de 50 %
Fig. 5-12
Fig. 5-12 — Coanda effect.

Manter os hélices afastados

Tugs convencionais têm hélices mais perto do casco; tractor, reverse-tractor e ASD (puxando pela proa) os têm mais longe. VS tugs têm wash menos pronunciado; azimutais independentes podem angular p/ desviar o wash. Towing winch ajusta o comprimento do cabo.

Margem ao costado: puxando em cabo curto contra vento/corrente/onda, some ≥ 20 % aos gráficos (Figs. 5.2/5.5/5.7) → margem total ≈ 50 %. SAFETUG: a ~1 comprimento de tug do casco, a perda de tração é 43–64 %; em ondas chega a 90 % → alongar muito o cabo.

2º efeito de wash (Fig. 5.13): graneleiro carregado 207.000 dwt a ~8 nós, ASD de 85 t na centre lead, cabo 50–60 m, puxando 4 quartas a bombordo — o navio parou de guinar a bombordo e voltou a boreste. O wash corre pela popa, cria baixa pressão (Bernoulli), a popa é sugada p/ o lado da tração. Remédio: alongar o cabo ou puxar a 90°.

Fig. 5-13
Fig. 5-13 — Tug wash effect. Courtesy: Arie Nijgh, Seaways Consultants
Vante × réAssume-se potência igual a vante e a ré — nem sempre verdade. Momentos de yaw são maiores com ventos/correntes de quartering e podem exigir mais BP em uma ponta.
  • Puxar o navio p/ fora do berço traz a resistência lateral submersa: com trim de popa, o centro fica a ré → tugs de usam mais potência; navio de proa carregada → mais a vante.
  • Como os momentos variam muito, considera-se só o bollard pull total; o quanto vante/ré julga-se caso a caso — experiência é indispensável.

Exemplo — porta-contêiner (§ 5.3.1)

LOA 294 m, LBP 281 m, calado 12,5 m, profundidade 13,8 m (calado/profundidade = 1,1); topo dos contêineres ~22 m; área acima d'água ≈ 6.500 m²; submersa ≈ 3.500 m²; displ. 75.000 t. Vento onshore 30 nós (7 Bft), cross current 0,5 nós, ondas 0,5 m.

FonteGráficoBollard pull
Vento onshoreFig. 5.2117 t
Corrente de travésFig. 5.542 t
OndasFig. 5.78 t
Total requerido167 t
Total → quatro rebocadores de ≥ 40 t; já inclui safety factor ≥ 20 % (= 33 t). Só o vento → quatro de ~30 t (ou dois de 60 t).

Creditando um bow thruster

Navio morto na água100 hp ≈ 1,1 t de força; 100 kW ≈ 1,5 t (stern thruster um pouco menos). Um bow thruster de 2.500 hp (1.840 kW) dá ~28 t a menos de BP a vante.
O efeito do thruster colapsa com o seguimento: a 2 nós na água cai à metade; a 4 nós é quase nulo — não substitui o tug de vante. Também enfraquece com pouca folga sob a quilha.

Push-pull cabo curto +20 % ao gráfico 140 (117+20 %) − 28 (thruster) = 112 t → ~40 t na espádua de vante + dois de 35 t a ré

Fig. 5-3
Fig. 5-3 — LNG carrier *Seri Ayu* with prismatic tanks (LOA 283m, beam 43.4m, 145,000cm3 . Photo: Piet Sinke

Navios de grande deslocamento (5.3.2)

Tanques e graneleiros carregados (caso da massa) → fórmula empírica de deslocamento:
BP = (deslocamento / 100.000) × 60 + 40 [t métricas] — inclui o controle de velocidade transversal do § 5.

Nota: em station-keeping offshore (SPMs, F(P)SOs) aplica-se a mesma lógica, com guia nas publicações OCIMF.

Número e BP dos tugs nos portos (5.3.3)

  • Não há sistema mundial uniforme ligando tamanho do navio a nº/potência de tugs; cálculos usam sobretudo o LOA (também dwt, displ., GT).
  • Decisão baseada na experiência: um padrão serve à maioria; grandes/especiais são avaliados pelo prático e/ou autoridade portuária, com o comandante.
  • Na maioria dos portos o comandante/prático é livre p/ pedir nº e potência. Em alguns (Extremo Oriente, Austrália, grandes terminais de óleo) há mínimo compulsório.
Fig. 5-15
Fig. 5-15 — Total bollard pull in tons and average number of tugs for container and general cargo vessels as used in a number of ports around the world. Depending on the port and local circumstances less tugs may be used when ships are equipped with side thrusters.
Fig. 5-16
Fig. 5-16 — Total bollard pull in tons and average number of tugs for tankers and bulk carriers as used in a number of ports around the world (based on LOA).
Ler os gráficos (Figs. 5.15–5.17)Linha superior = situações difíceis; linha inferior = normais/fáceis. Bow thruster pode permitir um tug a menos; bow + stern às vezes dois a menos.
Nota 7: as Figs. 5.15–5.17 vêm de pesquisa de ~20 anos atrás. A tendência foi por tugs cada vez mais fortes, nem sempre necessários — os gráficos ainda mostram o que é realmente preciso, mesmo havendo mais BP disponível hoje (margem maior).

Cross-check: a média de graneleiros e tanques (Figs. 5.15–5.16) bate com a fórmula de deslocamento até ~230.000 t de deadweight.

Fig. 5-17
Fig. 5-17 — Total bollard pull in tons and average number of tugs for tankers and bulk carriers as used in a number of ports around the world (based on deadweight).

Perda de propulsão e falhas de leme (5.3.4)

Em 2014, 88 incidentes de loss-of-propulsion nos portos de San Francisco, Los Angeles/Long Beach e San Diego — 14 ligados a fuel-switching e 26 a combustível suspeito.

  • Causas: blackout; óleo combustível ruim/contaminado; procedimento inadequado de troca ao entrar/sair de SECA.
  • Falha de starting air: partidas/paradas demais esgotam as garrafas → motor pode não partir em momento crítico; monitorar pressão e avisar o nº máx. de partidas consecutivas.
  • Muitos blackouts vêm de partir bow thrusters/máquinas de convés com pouca potência — a corrente de partida é várias vezes a de carga e desarma disjuntores.

Falhas de leme ocorrem (ex.: Bow Singapore, Port Phillip Bay, 19 ago 2016 — leme travado a 5° a bombordo). Planejar reboque p/ tais falhas é quase impossível, mas awareness permite precauções.

Parada por rebocadores (5.3.5)

Preparação mais segura: tugs que geram frenagem plena imediata mesmo com velocidade caindo (ex.: 6 nós) — omni-directional propulsion (ASD, ATD, Rotortug, Voith) como stern tug, ou carrousel tugs.
Distância de paradaS = Displ × Vkn² / (74,13 × BP) [m]
A fórmula NÃO inclui o atraso entre a ordem e a frenagem real; melhor p/ navios esbeltos e baixas velocidades — usar com cautela.

Síntese (5.3.6)

  • Navios sensíveis a vento → aproxima BP pelo gráfico de vento de través; soma corrente e ondas conforme preciso.
  • Tugs ao costado em cabo curto puxando → + ~20 % aos gráficos.
  • Navios de grande deslocamento → fórmula de deslocamento.
  • Posicionar os tugs de modo que, em falha de máquina, o navio siga sob controle.

Influência das tarifas (5.3.7)

  • Tarifas baseiam-se em tamanho do navio e nº/BP total dos tugs; muitos portos cobram extra por mau tempo, à noite, fins de semana ou tempo excedido.
  • Chegadas/saídas são irregulares (mão de obra, janelas de vento/maré) → navios se aglomeram nos picos (estofo/preamar). Frota dimensionada pelo pico fica ociosa fora dele.
  • Navios com side thrusters, twin screws, high-lift rudders e grande windage muitas vezes usam zero tugs — até o vento subir e sobrecarregar a disponibilidade de repente.
Frota mais eficiente: menos unidades, mais potentes. Mas o prático deve manter o direito de fixar o mínimo, e a economia nunca vem antes da segurança. Recomenda-se contrato que declare nº e BP dos tugs, cobrindo mau tempo.

Tugs potentes, ou variedade de potência? (5.3.8)

Vários portos tendem a frotas só de tugs potentes (ex.: 60–100 t de bollard pull), compreensível com o crescimento dos navios. Mas há desvantagens.

Redundancy trap: se dois tugs potentes manobram o navio e um falha, sobra apenas um — navio de alto bordo ao vento pode entrar em apuros (idem bow thruster grande + um tug potente a ré). Com dois tugs menos potentes em cada ponta, uma pane deixa outro tug na mesma ponta.

Tugs menos potentes têm cabos mais leves e fáceis; tugs muito potentes costumam sobrecarregar os cabeços e buzinas do navio, que podem não aguentar as altas forças no towline.