🧭 MMPH · Cap.7 — Towing Equipment

Mapa Mental PH (aula enxutíssima) · Hensen, Tug Use in Port · II.09-AN · Área II do edital · só o que cai, em esquemas · ✎ marque lacunas e oclusões para revisão ativa
☀️
A localização do towing point governa tanto a segurança quanto o desempenho do tug — os dois são estreitamente ligados: quanto mais seguro o tug trabalha em condições diversas, menos limitações tem.
Quanto mais alto o towing point de um conventional tug, maior o list ao rebocar on a line — a força athwartships tem braço de alavanca mais longo → aumenta o risco de girting e limita o desempenho (sobretudo em conventional tugs).

Duas vias para melhorar desempenho e segurança pelo deck equipment

  • Tornar o towing point transferível (ou fixar mais de um ponto fixo) — afeta desempenho E segurança.
  • Instalar um quick-release system — dispositivo de segurança de emergência.
Fig. 7-1
Fig. 7-1 — Additional fairlead/towing point near the stern of a combi-tug. The fairlead can be opened to put the towline in or take it out. Particulars of the tug are given in Chapter 2. Photo: Henk Hensen
3ª necessidadeVariar o comprimento do towline durante a assistência — p/ altas forças dinâmicas de ondas, p/ cortar o efeito do propeller wash do tug sobre o casco, ou quando o espaço de manobra é limitado.
O towline é a única ligação crítica entre tug e navio — recebe atenção total no fim do capítulo.
Poder deslocar o towing point ajuda sobretudo os conventional tugs. Os sistemas transferíveis agrupam-se por como movem o ponto: ao longo da centre line (fore-and-aft), por track parcialmente circular ou por track totalmente circular.

Ao longo da centre line (7.2.1)

  • Pontos fixos extras: o modo mais simples. Alguns combi-tugs têm ponto extra bem a ré → valem quase como tractor tug.
  • Towing pins hidráulicos (Fig. 7.2) deslocam o ponto a ré/vante, ex.: p/ escorting. Cautela: pins tipo Telstar podem esmagar o towline e aumentar o desgaste.
  • Gob rope (só p/ conventional): arame preso a um cabeço lateral, passa por um fairlead central e termina numa shackle grande que desliza livre pelo towline (Fig. 7.3A). Ao mover o towline p/ abeam, o gob rope tensiona e realoca o ponto.
Fig. 7-2Fig. 7-2
Fig. 7-2 — Gamma hydraulic towing pins – (top) pin open; tug master can manoeuvre towing line in pin and close it (bottom). When not in use it is retracted, leaving a flush and free bulwark.
Fig. 7-4
Fig. 7-4 — Conventional single screw tug using a gob rope to steer a ship entering a harbour basin stern first. Photo: Henk Hensen
O gob rope carrega picos altíssimos — 70% ou mais do bollard pull já foi medido. A shackle deve ser sempre grande o bastante p/ o towline escorregar se romper/liberar; muito pequena → fadiga e parting. Quando não é preciso, é melhor desconectá-lo: um stern tug ainda gob-roped ao tirar navio do berço não consegue girar quando o navio ganha velocidade → cai em girting (acidente do Asterix) — ver Figs. 7.4 e 7.5.

Arranjo com gob-rope winch separado (Fig. 7.3C), comandado do wheelhouse, pode levar o ponto até a popa — é compulsório, por ex., em portos alemães.

Fig. 7-5
Fig. 7-5 — Conventional tug *Waterpoort* with a gob rope system operating as stern tug controlling ship's heading. Photo: Henk Hensen
Fig. 7-6
Fig. 7-6 — Radial towing hook. Photo: Mampaey, the Netherlands

Tracks parcialmente e totalmente circulares (7.2.2)

  • O radial towing hook (Figs. 7.6, 7.7) move o ponto por track parcialmente circular → ângulos de heeling menores, logo forças athwartships maiores (mais desempenho E segurança). Hoje só em conventional tugs.
  • Track totalmente circular = arranjos carrousel (DOT tug e CRT — Carrousel RAVE Tug).
Fig. 7-7
Fig. 7-7 — Radial towing hook (disc-hook) with rail track. Courtesy: Mampaey, the Netherlands
Variar o comprimento do towline é difícil e depende de como ele está feito firme: só um towing winch varia o comprimento de forma eficiente.
FixaçãoVaria o comprimento?Liberação de emergência
Towline de comprimento fixo (olhal em cada ponta)Não varia → o tug leva 2+ cabos de comprimentos diferentes
On a bitt (cabeço)Só re-fixando, com folga, tempo e mão de obraQuase impossível liberar sob tensão
Quick-release hookDeve liberar sem problema se o sistema for confiável
Towing winchSim, a qualquer momento, do wheelhouseQuick-release no winch e na ponte

Towing hooks (7.3.2)

  • Standard hook: pode usar rubber buffers p/ absorver impacto.
  • Disc hook (Fig. 7.10): placa redonda com abertura em gancho, criada p/ absorver a energia armazenada ao liberar cabo sob tensão (cabos de fibra guardam muita energia) — em vez de impacto pesado, a energia acelera o próprio disco.
Fig. 7-10Fig. 7-10
Fig. 7-10 — Left: Quick release towing hook (disc-hook) especially designed for polypropylene ropes and can be used for nylon and steel wire as well. Right: Especially designed for steel wire, towlines can be released manually or remote controlled by means of a pneumatic or hydraulic system. Courtesy: Mampaey, the Netherlands
Regra de classeSociedades classificadoras exigem quick-release operável localmente E por remote control do wheelhouse (ex.: Bureau Veritas — liberação da ponte com visão total e no hook, meios idênticos, protegido contra uso não intencional).
O quick-release hook pode falhar justo quando mais se precisa (7.3.2.1): com o tug listando sob tensão altíssima (quase sempre numa crise) ou mecanismo congelado, o hook pode não abrir → não se pode confiar nele. Testar sob as condições mais severas e manter bem. Num bitt, liberar cabo sob alta tensão é perigoso (o machado só serve p/ cabos de fibra finos).

Designs modernos: hydraulically locked hook/bitt (Brusselle/URS) e automatic release (a um heel pré-fixado, uma bola de ferro é liberada e seu peso abre o hook). O que importa: o sistema deve ser totalmente confiável em qualquer condição.

Fig. 7-3
Fig. 7-3 — Two different gob rope systems. 🔍 posições explicadas na legenda abaixo
Posições da figura, explicadas no texto (2)
  1. 1 e 2 e 3. By heaving on the gob rope and bringing the towing point to the tug's after end, the tug can swing around from position 1 towards position 2 or 3 at somewhat higher ship's speed than without this arrangement.
  2. 2 e 3. At low ship's speeds, conventional tugs fitted with this arrangement can operate in the way shown in figure 7.3D for steering control (position 2) or speed control (position 3) simply by shifting the towing point location.
O winch é parte essencial da ligação; permite ajustar o comprimento a qualquer momento, do wheelhouse e sem mão de obra extra.
Eficiência do driveHidráulico perde 20–40% da potência; elétrico só 10–15% — importa no uso contínuo, pouco no uso ocasional dos harbour tugs.

4 características que importam (7.3.3.1)

CaracterísticaO que é / número-chave
Brake holding capacityForça de retenção do freio na 1ª camada (mais camadas → menor). Típico: 2 a 3× o bollard pull (políticas variam até 1×).
Maximum pulling capacityStall heaving na 1ª camada. Como o diâmetro da camada externa é ~2× o da 1ª, o pull do topo é só ~50% (freio de 100 t escorrega a ~50 t no topo). "15-ton winch" = 15 t máx.
Rated pull / pull-speedPull a uma velocidade nominal (ex.: "10 t × 10 m/min"). Crucial em bacias estreitas e vento/corrente altos.
Slack-line speedQuanto mais rápido recolhe o cabo frouxo, menor o risco de foul do propeller e antes o tug passa a empurrar.
Trade-off crítico: holding capacity baixa + cabo forte → o freio escorrega antes de o cabo romper (protege o cabo) mas limita desempenho; holding alta (ex.: 3× BP) → o cabo rompe antes de o freio escorregar, salvo se o quick-release agir a tempo.
Sob carga crescente lenta, o band brake escorrega; sob shock load súbito, a inércia impede o escorregamento a tempo → o cabo pode romper em vez do freio deslizar. Pior trabalhando do topo, onde a carga real é maior do que o mestre percebe.
Elasticidade × reaçãoUm stretcher line ganha ~50 t/s; um cabo Dyneema pleno, 5× mais rápido → com full Dyneema o freio deve reagir em menos de 1 segundo.

Ressalva: o quick-release é frequentemente lento demais p/ o girting, processo em geral muito rápido e com forças subindo depressa.

Fig. 7-11
Fig. 7-11 — Single drum winch. Photo: Damen Shipyards
Fig. 7-12
Fig. 7-12 — Double drum winch. See also hydraulic quick release on towing hook. Photo: Kees Kraaijeveld
Fig. 7-13
Fig. 7-13 — Waterfall winch with one upper and one lower drum. Photo: Kraaijeveld Winches
Fig. 7-14
Fig. 7-14 — Split drum winch. These are not often installed anymore. Central flange damage has been reported in the split drum winches still in use. Photo: Kraaijeveld Winches
Fig. 7-15
Fig. 7-15 — Conventional towing winch. Photo: IMC Corporate Licensing

Tipos de winch (7.3.3.2)

single/double drum (backup)waterfall (2–3 drums)split drum (bom p/ fibra)double winch (2 bow lines)

Por controle de força no towline (7.3.3.3)

TipoTraço & falhaUso típico
Conventional (Fig. 7.15)Drum com freio de um lado e drive do outro. Com band brake, a força de release cresce com a carga → acima de certa carga o quick-release deixa de funcionar.Águas abrigadas, baixa velocidade
Constant-tensionMotor de torque mantém tensão ~constante; problemático na emergência (baixar tensão rápido). Release a full load 10–20 m/min, a low load 50–75 m/min.No mar, ondas longas
Render-recoveryMestre pré-ajusta as forças de render e recover; recovery separado do render → abort rápido e confiável a alta velocidade/carga. Delay ≈ zero e absolutamente confiável.Escorting — condições expostas, alta velocidade
Fig. 7-16
Fig. 7-16 — SafeWinch schematic view. *1) drum; 2) slipping clutch; 3) one way ratchet; 4) gear and motor.* Courtesy: IMC Corporate Licensing

SafeWinch (Figs. 7.16–7.17): render-recovery mecânico simples com ratchet unidirecional + clutch deslizante. Note 7 (MAIB 1/2007): um marinheiro perdeu a ponta de 3 dedos porque o winch ficou em modo de tensionamento automático e recolheu de repente — depende de fricção, monitoramento, tempo de resposta e tipo de cabo.

Fig. 7-17
Fig. 7-17 — SafeWinch in operation. Courtesy: IMC Corporate Licensing

Requisitos p/ winches (7.3.3.4 — ex. DNVGL)

  • Drum: diâmetro ≥ 14× o diâmetro do towline; ao menos 3 dead turns; disc sheaves superam a camada de topo em ≥ 2,5 diâmetros; ponta interna presa por um weak link.
  • Emergency release: possível em todos os modos e até em black-out, agindo em no máximo 3 segundos, com energia p/ ≥ 3 tentativas (ou 5 min de freio aberto), e com prioridade sobre o emergency-stop.
Fig. 7-18Fig. 7-18
Fig. 7-18 — ASD-tug *Smit Panther* (LOA 32.14m, beam 13.29m; bollard pull 95 tons ahead, 89 tons astern) and container ship *Thalissa Elpida*. A rough situation near the bow of the container ship. Due to the vertical movements of the tug's bow the steep towline may easily part, unless the tug is equipped with the correct towline and winch (see relevant sections in this and next paragraph). As bow-to-bow tug, astern speed will also be affected by the waves. Photo: Kees Torn
Se o brake não escorrega, o cabo não pode ser liberado/cortado a tempo e o quick-release falha, tug e tripulação ficam em situação gravíssima — a única esperança pode ser o cabo romper. Mas o tug não deve ser limitado por cabos deliberadamente fracos.

O cutter (7.4.1)

Webtool (portátil)Feito p/ evitar o capsize do pull-back tug. Fica no tug ou no tanker, em 2 módulos (cutter + fonte hidráulica). Versão de arame corta steel wire até 70 mm em 3 segundos; versão de fibra corta Dyneema/Spectra.
Última linha de defesa — mas deve ser mantido sempre pronto, pois emergências nunca são esperadas.

O KO-LINK weak link (7.4.2)

  • Weak link = pendant com breaking strength abaixo da main line. O KO-LINK (Lankhorst) é um anel que cria um weak link controlado e substitui o cow-hitch mal feito.
  • Usar weak link de ~2× bollard pull em vez de 3× → o link rompe e a main towline é salva (um winch com MBL > holding power do freio faz o mesmo, deixando o freio escorregar). Assim o tug evita o capsize — mas o navio perde a assistência.
Fig. 7-19
Fig. 7-19 — Cutter for cutting steel wire ropes. Courtesy: Webtool, Allspeeds, UK
Fig. 7-20
Fig. 7-20 — Emergency cutter on a towing bitt in open and closed position. Courtesy: Webtool, Allspeeds, UK
O baixo safety factor do weak link o torna propenso à fadiga sob cargas altas frequentes → analisar e substituir regularmente p/ evitar parting precoce.

4 requisitos básicos (7.5.1)

Tensile strength (força)Elongation (compensa cargas dinâmicas)Linear density (manuseável)Life (mín. desgaste)
O towline é a única ligação — e a mais importante: sem cabo adequado não há serviço ótimo, por mais capaz que seja o tug. Cogita-se double towline de igual tensão p/ navios muito grandes.

Steel wire rope (7.5.2.1)

  • Descrito por strands × wires + core, ex.: 6 × 36 IWRC (Independent Wire Rope Core).
  • Equal lay supera o cross lay (que sofre alta tensão nos cruzamentos → falha interna precoce); a melhor construção é Warrington/Seale.
  • Lang's lay resiste melhor ao desgaste mas tende a destorcer; ordinary lay é o oposto.
  • Núcleo de aço (vs fibra): resiste ao esmagamento no winch, é 7–8% mais forte e estica um pouco menos.
  • Grades: 1770 N/mm² (180 kgf/mm²) ou o mais forte 1960 N/mm² (200 kgf/mm²) — MBL típicas na Fig. 7.24.
Fig. 7-22
Fig. 7-22 — The towline is the most important link between tug and ship. Courtesy: Dutch Maandblad Maritiem
Fig. 7-24
Fig. 7-24 — Types of damage to wire ropes. Source: Eurocable, Belgium
OCIMF descarta um cabo com mais de 4 wires rompidos em 6d, ou 8 em 30d (d = diâmetro). Inspecionar sempre olhais e shackles.
Ø (mm)Massa (kg/100 m)MBL grade 1770 (t)MBL grade 1960 (t)
242293741
283125056
324086673
40637103114
48917148164

Fibra sintética (7.5.2.2)

Com o bollard pull crescente, o aço ficou pesado → cabos de fibra ganham preferência (força, stretch, leveza), sobretudo em escort tugs. Construções: three-strand (hawser-laid, Fig. 7.26), six-strand com core, eight-strand plaited (virtualmente unkinkable), twelve-strand hollow braid (o 12×12 HMPE é muito usado, inclusive em escort lines), e braided/double braid (torque-free).

Fig. 7-26
Fig. 7-26 — Fibre rope components and construction. Source: Fibre Rope Technical Manual
FibraTraços-chave
HMPE (Dyneema, Spectra)Maior tenacidade/peso; flutua; excelente abrasão; baixo atrito (tende a "mergulhar" no drum); derrete a 143–155 °C (máx. trabalho ~70 °C); resistência sobe até 20% acima do MBL no início da vida.
Aramid (Kevlar, Technora, Twaron)Alta força, stretch muito baixo; não flutua; decompõe a 500 °C. Não recomendado para towlines.
LCP (Vectran)Alta força, baixo stretch, ótima resistência a creep/flex-fatigue — mas bastante sensível ao tempo.
Fig. 7-27
Fig. 7-27 — Load extension characteristics. Source: TTI Optimoor Users Guide
2 avisos sobre HMPE: (1) o jacket protege o core mas impede inspeção interna → pode esconder dano (7 lines HMPE romperam num LNG na Espanha); (2) HMPE genérico pode ser até 22% mais fraco, abrasar 4× mais rápido e ter creep life 4× menor que o Dyneema SK 78. Creep importa acima de ~40 °C.

Convencionais: Polyester (mais durável, alta força, baixo stretch, alto atrito); Nylon/polyamide (mais forte após Aramid/HMPE, mas wet strength só 80–85% do dry, perde força em carga cíclica, maior stretch); Polypropylene (mais leve, flutua, o mais fraco, baixo ponto de fusão).

Fig. 7-29
Fig. 7-29 — Tension – tension fatigue. PES = polyester; PA = polyamide (nylon). Source: Samson Rope
Cabo novo estica bem mais que um "broken-in" (o uso remove vazios e alinha as fibras — Fig. 7.27). Na tension-tension fatigue, o Dyneema sobrevive a muito mais ciclos que Aramid, polyester ou aço — mas se os picos sobem, os ciclos até a falha caem rápido p/ Dyneema e Aramid (Fig. 7.29).
PropriedadeNylonPolyesterPPHMPELCPAramid
Tenacidade (g/den)7,5–10,57–106,54023–2628
Elongation15–28%12–18%18–22%3,6%3,3%4,6%
Coef. atrito0,12–0,150,12–0,150,15–0,220,05–0,070,12–0,150,12–0,15
Densidade rel.1,141,380,91 (flutua)0,98 (flutua)1,401,39
Fig. 7-30
Fig. 7-30 — Results of towline friction. Source: Glosten, Seattle
Fig. 7-31
Fig. 7-31 — Stainless steel staple. Regular cleaning and maintenance is needed to keep stainless steel staples and fairleads in good condition. If not, rust patches will appear on the stainless steel due to air pollution.
Fig. 7-32
Fig. 7-32 — A grommet is folded around the eye and messenger girth-hitched to the grommet. Source: Samson
Definição de strength importaA ISO 2307 conta 10% de redução p/ um cabo factory-spliced; nos EUA usa-se cabo spliced (break ~15% maior se a amostra é un-spliced). O que vale é o MBL do towline inteiro. Chafe gear protege e é muito mais barato de trocar que um pennant.
O atrito só tem efeitos ruins (Fig. 7.30): calor (cabo tenso esquenta num fairlead angulado), abrasão e leitura errada de tensão no winch (render-recovery menos preciso). Ex. worked: powered-indirect a 5 nós dá 62 t na linha tug-navio, mas só 49 t (~20% menos) do fairlead ao winch.

Composição do towline (7.5.3)

  • Messenger: deve flutuar, ser forte e agarrável — melhor braided e torque-balanced, cerca de 25 mm, em polypropylene; HMPE escorrega no capstan e não deve ser usado. Junta-se por grommet (não cow-hitch direto no olhal) — Fig. 7.32.
  • Pendant de aço: mesma construção da linha mas diâmetro menor (rompe primeiro, só ele é trocado).
  • Stretcher (~10 m): absorve carga dinâmica; nylon estica mais mas degrada molhado → prefere-se polyester. Deve ter 25% mais dry breaking strength que a main rope (OCIMF quer 37% extra p/ nylon, que perde 10–15% wet).
  • Uma perna de grommet é assumida a 85% da rated break force.
Fig. 7-34
Fig. 7-34 — Cow-hitch connection. Source: Samson
Fig. 7-35
Fig. 7-35 — Synthetic fi bre rope connection. Source: Lankhorst Ropes

Redução de resistência — estudo SRT (7.5.4)

Estudo Samson/DSM (Crowley escort tugs, Dyneema SK75)Em cabos usados: as pontas (até 65 m) guardavam só 61% da resistência original (perda de quase 40%); midsection 81%; pennants 63%.
Causa da perdaContribuição
Abrasão / cutting5–10%
Drum compression12%
Line twists (1–1½ voltas/pé)15–20%
Com safety factor inicial de 3, uma perda de 50% o corta p/ apenas 1,5 — o cabo passa a operar perto de 100% da capacidade, quase sem margem. Vale p/ todas as fibras (MAIB Zarga: residual 35–64%).

Retirada, inspeção (7.5.5)

  • Meta: retirar o cabo antes de romper. Inspeção em 3 níveis: deployment, routine, detailed. OCIMF: retirar a 75% de resistência residual.
  • Atenção: fairleads de pequeno diâmetro (HMPE dobrado em raio pequeno → calor local e falha súbita), abrasão, axial compression/kinking (remover kinks sem carga).
  • Snap-back: todos os cabos recuam; sintéticos (exceto Aramid e Dyneema/Spectra) golpeiam com força tremenda, rompendo sem aviso. Fique longe de cabo sob tensão.
Fig. 7-36
Fig. 7-36 — Tug reaction time and manoeuvring space required depending on towline length.
Fig. 7-37
Fig. 7-37 — Forward tug operating on a relatively short towline. See the tug's propeller wash impinging on the ship's hull. Photo: Baltimore pilot John Traut
Fig. 7-38
Fig. 7-38 — The effect of a steep towline.
Fig. 7-39
Fig. 7-39 — Forces working on a tug with towing winch.
Fig. 7-41
Fig. 7-41 — Static force in a towline.

Comprimento básico do towline (7.5.4)

Cabo curto → reação mais rápida do tug: dobrar o comprimento ≈ dobra o tempo de reação (Fig. 7.36). Vantagens: reação rápida, menor largura de path e menor lane de manobra. Contra: mais perda por propeller wash.
Steep, short towlineCom propulsão P e BP de 50 t, a towline force T pode chegar a quase 120 t. O componente que puxa o navio, P₁, é exatamente igual a P — mudar a inclinação NÃO muda a eficácia de tração; o que muda é a força vertical L (levanta a popa) e o atrito no fairlead (Figs. 7.38, 7.39).

Resistência & safety factors (7.5.5)

Força estática × ângulo verticalAté 40° a subida é modesta; a 45–50° a força estática é ~1,5× a towing force; a 60° já é (Fig. 7.41). Forças acima de 2× BP não são raras (aço/HMPE sem stretcher).
  • Aço: elastic limit ~2/3 do MBL, endurance limit ~1/2 do MBL. Com towline force de 2× BP, o MBL do cabo de aço deve ser ≥ 4× o bollard pull.
  • Fibra: OCIMF recomenda safety factor 2,22 (nylon seco) ou 2 (molhado/spliced e outros sintéticos) → sobre 2× BP, dá 4× BP no total. Robert Allan recomenda 3× BP.
Fig. 7-42
Fig. 7-42 — VS tug *Matchless* (LOA 27m, beam 9.7m, BP 34 tons) of Port of Chennai, India, made fast with two ship's lines. The eyes of the lines are led through the tug's fairlead and secured on the towing bitt. Photo: Henk Hensen
Espias do navio como towline: não recomendado (7.5.6). Mooring lines de bulk carrier ~50 t MBL (50.000 dwt) ou 70 t (200.000 dwt). P/ um tug de 50 t BP o MBL deveria ser ~4×50 = 200 t → a espia dá fator de apenas 1,4, aquém até de 2–2,5.
Com tugs mais potentes (sobretudo com cabos de aço) e tripulações menores, os towlines ficaram mais difíceis de manusear → impulsiona sistemas alternativos de conexão.

Manuseio seguro a bordo (7.6.1) — OCIMF / UK Code

  • Ter heaving lines suficientes, de comprimento e resistência certos, prontas a tempo.
  • A condição e a carga do towline do tug são desconhecidas pela tripulação do navio — mantenha-se sempre bem afastado dele.
  • Nunca largar o tug sem ordem da ponte; não agir por orientação da tripulação do tug.
  • Ao largar: recolher com o messenger, dar stopper off antes de tirar o olhal; nunca manusear cabo com carga.

Passar e prender (7.6.2)

Heaving lines são antigas e muito mal usadas — problema recorrente, sobretudo no forward tug. O Aarts Autohook (crane/manipulator do wheelhouse coloca um ball connector num hook-up point) dispensa tripulação no deck e é rápido, mas exige navios equipados e é impraticável em ondas/má visibilidade. A conexão é central na discussão de tugs autônomos.

Em 30–40 anos, o bollard pull dos harbour tugs subiu de 20–30 t p/ 70–80 t (100+ nos terminal tugs), mas a resistência dos bitts/fairleads do navio NÃO acompanhou → acessórios danificados ou arrancados. Logo o tug deve reduzir potência → sobe o risco p/ o navio.

IMO MSC/Circ. 1175 e IACS UR A2 (navios ≥ 2007)

GrandezaValor
Design load (normal towing)1,25 × a carga máxima de reboque (ex.: bollard pull estático)
Carga total num acessório em ângulo≤ 2× o design load = 2,5× a carga máxima de reboque
SWL (normal towing)≤ 80% do design load 1,25 = 1,0× a carga máxima de reboque, em single-post (1 volta de 1 cabo)
Recomendação: sempre checar o towing & mooring plan; sem carga maior marcada, tomar a mooring SWL como limite; se marcado TOW, usar esse valor; usar a menor SWL entre bollard e fairlead como força máxima admissível — pode exigir tugs extras.

Navios ≥ 2024 (MSC.1/Circ. 1175/Rev.1)

  • Dois métodos: normal towing (portos/águas abrigadas) e other towing (por outro navio/tug, ex.: emergência).
  • Design mínimo da estrutura: 1,25× a carga máx. (normal) ou o MBL do próprio towline via Equipment Number (EN) (other); nunca mais que 2× o line design load em qualquer direção.
  • TOW (safe towing load) ≤ 80% dos design loads, marcado por cordão de solda. Nos bollards, a fixação é tomada a não menos que 4/5 da altura do tubo.
Equipamento de reboque de emergência serve p/ rebocar um tanker sem propulsão/governo p/ fora de perigo e prevenir poluição — pouco a ver com harbour towage.

SOLAS II-1/3-4 — emergency towing arrangements

Onde & quemExigido nas duas pontas de todo tanker de não menos que 20.000 dwt; p/ tankers construídos em/após 1 jul 2002: deployment rápido sem main power, com pelo menos um pre-rigged.
Requisito (guidelines IMO)Valor
Deployment pre-rigged (1 pessoa, sem power)≤ 15 minutos
Deployment não-pre-rigged≤ 1 hora
Working strength (metade do ultimate)1.000 kN (20.000 a < 50.000 dwt) · ≥ 2.000 kN (≥ 50.000 dwt)
Ângulos relevantesaté 90° p/ cada lado, 30° p/ baixo
Comprimento do pennant≥ 2× o maior ballast freeboard + 50 m
Fig. 7-8
Fig. 7-8 — After deck of a conventional twin screw tug with a towing winch with radial system on a deck rail. Photo: Henk Hensen
Componentes (Fig. 7.47)pick-up gear, towing pennant, fairlead, strongpoint, roller pedestal e chafing gear (chafing chain + pennant Dyneema/Spectra + buoys).

Escort/pull-back: OCIMF recomenda usar também os arranjos SOLAS, com strongpoints/chocks de ≥ 2× o SWL rating. ETB (Emergency Towing Booklet) exigido em tankers, passenger ships (até 2010) e cargo ships (construídos ≥ 2010; demais até 2012). Acordou-se (MSC 103, 2021) estender a exigência a todos os grandes navios novos — sem emenda SOLAS em vigor antes de janeiro de 2028.

Fig. 7-47
Fig. 7-47 — Typical emergency towing arrangement
SOLAS exige procedimento de reboque de emergência em todos os navios desde 2012, mas equipamento só em tank vessels ≥ 20.000 dwt — embora bulk carriers, container e ro-ro também possam ficar à deriva. O EVATS™ visa servir todos os navios.
O que éEmergency Vessel Attachment and Towing System (Glosten + Samson, p/ a Alaska Maritime Prevention & Response Network) — sistema sintético HMPE que liga um towline a múltiplos pontos de um navio avariado. Dois designs padrão (300 MT e 411 MT) excedem a resistência exigida pela SOLAS.

Componentes

  • Floating hawser HMPE com dois floats tubulares e um thimble Orkot® na ponta de reboque (shackle liga sintético a wire).
  • Retrieving line com um pequeno sea anchor, dois marker buoys e um strobe: o sea anchor puxa o hawser esticado na superfície a barlavento do navio à deriva, criando distância da proa antes da conexão.
  • Bridle com pernas BE/BB, unido ao hawser por um bushing metálico que se autoposiciona no seio → as duas pernas partilham a carga igualmente mesmo se rigged assimetricamente; testado a mais de 400 toneladas (Fig. 7.53).
Fig. 7-9
Fig. 7-9 — Azimuth friction free towing point. Photo: Rotortug, the Netherlands
Fig. 7-45
Fig. 7-45 — (left and above): Broken and damaged (roller) fairleads and panama chock. Photos: Arie Nygh, Seaways; Daan Markelbach, Kotug; Lex van der Schaaf, Port Towage Amsterdam
Fig. 7-45
Fig. 7-45 — (left and above): Broken and damaged (roller) fairleads and panama chock. Photos: Arie Nygh, Seaways; Daan Markelbach, Kotug; Lex van der Schaaf, Port Towage Amsterdam
Fig. 7-46
Fig. 7-46 — Deployed emergency towing arrangement. Courtesy: THR Marine, the Netherlands
Fig. 7-48
Fig. 7-48 — Complete emergency towing arrangement with buoy, messenger line, towing pennant, chain, strong point and fairlead. Photo: THR Marine, the Netherlands
Fig. 7-49
Fig. 7-49 — Towing arrangement forward with strongpoint, chafing chain and fairlead. Vertical roller is to lead tug's messenger line and pennant from forward fairlead towards the winch. Courtesy: THR Marine
Fig. 7-50
Fig. 7-50 — Deployed aft emergency towing arrangement. In the black construction the towing arrangement is stored as shown in figure 7.48. Courtesy: THR Marine
Fig. 7-51
Fig. 7-51 — Schematic view of the Emergency Vessel Attachment & Towing system. Courtesy: Glosten, Seattle
Fig. 7-52
Fig. 7-52 — Retrieving line and towing hawser being pulled on deck of the rescue tug. Courtesy: Glosten, Seattle
Fig. 7-53
Fig. 7-53 — Connection between bridle (orange) and hawser (blue). Courtesy: Glosten, Seattle
Fig. 7-54
Fig. 7-54 — Connection between hawser and retrieving line. Courtesy: Glosten, Seattle
O bridle passa pelo centreline chock e prende a vários deck fittings → espalha a carga, e bitts individuais têm menos chance de sobrecarregar. Deployable em blackout, sem deck power, por 2 a 4 tripulantes.