Duas vias para melhorar desempenho e segurança pelo deck equipment
- Tornar o towing point transferível (ou fixar mais de um ponto fixo) — afeta desempenho E segurança.
- Instalar um quick-release system — dispositivo de segurança de emergência.
Ao longo da centre line (7.2.1)
- Pontos fixos extras: o modo mais simples. Alguns combi-tugs têm ponto extra bem a ré → valem quase como tractor tug.
- Towing pins hidráulicos (Fig. 7.2) deslocam o ponto a ré/vante, ex.: p/ escorting. Cautela: pins tipo Telstar podem esmagar o towline e aumentar o desgaste.
- Gob rope (só p/ conventional): arame preso a um cabeço lateral, passa por um fairlead central e termina numa shackle grande que desliza livre pelo towline (Fig. 7.3A). Ao mover o towline p/ abeam, o gob rope tensiona e realoca o ponto.
Arranjo com gob-rope winch separado (Fig. 7.3C), comandado do wheelhouse, pode levar o ponto até a popa — é compulsório, por ex., em portos alemães.
Tracks parcialmente e totalmente circulares (7.2.2)
- O radial towing hook (Figs. 7.6, 7.7) move o ponto por track parcialmente circular → ângulos de heeling menores, logo forças athwartships maiores (mais desempenho E segurança). Hoje só em conventional tugs.
- Track totalmente circular = arranjos carrousel (DOT tug e CRT — Carrousel RAVE Tug).
| Fixação | Varia o comprimento? | Liberação de emergência |
|---|---|---|
| Towline de comprimento fixo (olhal em cada ponta) | Não varia → o tug leva 2+ cabos de comprimentos diferentes | — |
| On a bitt (cabeço) | Só re-fixando, com folga, tempo e mão de obra | Quase impossível liberar sob tensão |
| Quick-release hook | — | Deve liberar sem problema se o sistema for confiável |
| Towing winch | Sim, a qualquer momento, do wheelhouse | Quick-release no winch e na ponte |
Towing hooks (7.3.2)
- Standard hook: pode usar rubber buffers p/ absorver impacto.
- Disc hook (Fig. 7.10): placa redonda com abertura em gancho, criada p/ absorver a energia armazenada ao liberar cabo sob tensão (cabos de fibra guardam muita energia) — em vez de impacto pesado, a energia acelera o próprio disco.
Designs modernos: hydraulically locked hook/bitt (Brusselle/URS) e automatic release (a um heel pré-fixado, uma bola de ferro é liberada e seu peso abre o hook). O que importa: o sistema deve ser totalmente confiável em qualquer condição.
Posições da figura, explicadas no texto (2)
- 1 e 2 e 3. By heaving on the gob rope and bringing the towing point to the tug's after end, the tug can swing around from position 1 towards position 2 or 3 at somewhat higher ship's speed than without this arrangement.
- 2 e 3. At low ship's speeds, conventional tugs fitted with this arrangement can operate in the way shown in figure 7.3D for steering control (position 2) or speed control (position 3) simply by shifting the towing point location.
4 características que importam (7.3.3.1)
| Característica | O que é / número-chave |
|---|---|
| Brake holding capacity | Força de retenção do freio na 1ª camada (mais camadas → menor). Típico: 2 a 3× o bollard pull (políticas variam até 1×). |
| Maximum pulling capacity | Stall heaving na 1ª camada. Como o diâmetro da camada externa é ~2× o da 1ª, o pull do topo é só ~50% (freio de 100 t escorrega a ~50 t no topo). "15-ton winch" = 15 t máx. |
| Rated pull / pull-speed | Pull a uma velocidade nominal (ex.: "10 t × 10 m/min"). Crucial em bacias estreitas e vento/corrente altos. |
| Slack-line speed | Quanto mais rápido recolhe o cabo frouxo, menor o risco de foul do propeller e antes o tug passa a empurrar. |
Ressalva: o quick-release é frequentemente lento demais p/ o girting, processo em geral muito rápido e com forças subindo depressa.
Tipos de winch (7.3.3.2)
Por controle de força no towline (7.3.3.3)
| Tipo | Traço & falha | Uso típico |
|---|---|---|
| Conventional (Fig. 7.15) | Drum com freio de um lado e drive do outro. Com band brake, a força de release cresce com a carga → acima de certa carga o quick-release deixa de funcionar. | Águas abrigadas, baixa velocidade |
| Constant-tension | Motor de torque mantém tensão ~constante; problemático na emergência (baixar tensão rápido). Release a full load 10–20 m/min, a low load 50–75 m/min. | No mar, ondas longas |
| Render-recovery | Mestre pré-ajusta as forças de render e recover; recovery separado do render → abort rápido e confiável a alta velocidade/carga. Delay ≈ zero e absolutamente confiável. | Escorting — condições expostas, alta velocidade |
SafeWinch (Figs. 7.16–7.17): render-recovery mecânico simples com ratchet unidirecional + clutch deslizante. Note 7 (MAIB 1/2007): um marinheiro perdeu a ponta de 3 dedos porque o winch ficou em modo de tensionamento automático e recolheu de repente — depende de fricção, monitoramento, tempo de resposta e tipo de cabo.
Requisitos p/ winches (7.3.3.4 — ex. DNVGL)
- Drum: diâmetro ≥ 14× o diâmetro do towline; ao menos 3 dead turns; disc sheaves superam a camada de topo em ≥ 2,5 diâmetros; ponta interna presa por um weak link.
- Emergency release: possível em todos os modos e até em black-out, agindo em no máximo 3 segundos, com energia p/ ≥ 3 tentativas (ou 5 min de freio aberto), e com prioridade sobre o emergency-stop.
O cutter (7.4.1)
O KO-LINK weak link (7.4.2)
- Weak link = pendant com breaking strength abaixo da main line. O KO-LINK (Lankhorst) é um anel que cria um weak link controlado e substitui o cow-hitch mal feito.
- Usar weak link de ~2× bollard pull em vez de 3× → o link rompe e a main towline é salva (um winch com MBL > holding power do freio faz o mesmo, deixando o freio escorregar). Assim o tug evita o capsize — mas o navio perde a assistência.
4 requisitos básicos (7.5.1)
Steel wire rope (7.5.2.1)
- Descrito por strands × wires + core, ex.: 6 × 36 IWRC (Independent Wire Rope Core).
- Equal lay supera o cross lay (que sofre alta tensão nos cruzamentos → falha interna precoce); a melhor construção é Warrington/Seale.
- Lang's lay resiste melhor ao desgaste mas tende a destorcer; ordinary lay é o oposto.
- Núcleo de aço (vs fibra): resiste ao esmagamento no winch, é 7–8% mais forte e estica um pouco menos.
- Grades: 1770 N/mm² (180 kgf/mm²) ou o mais forte 1960 N/mm² (200 kgf/mm²) — MBL típicas na Fig. 7.24.
| Ø (mm) | Massa (kg/100 m) | MBL grade 1770 (t) | MBL grade 1960 (t) |
|---|---|---|---|
| 24 | 229 | 37 | 41 |
| 28 | 312 | 50 | 56 |
| 32 | 408 | 66 | 73 |
| 40 | 637 | 103 | 114 |
| 48 | 917 | 148 | 164 |
Fibra sintética (7.5.2.2)
Com o bollard pull crescente, o aço ficou pesado → cabos de fibra ganham preferência (força, stretch, leveza), sobretudo em escort tugs. Construções: three-strand (hawser-laid, Fig. 7.26), six-strand com core, eight-strand plaited (virtualmente unkinkable), twelve-strand hollow braid (o 12×12 HMPE é muito usado, inclusive em escort lines), e braided/double braid (torque-free).
| Fibra | Traços-chave |
|---|---|
| HMPE (Dyneema, Spectra) | Maior tenacidade/peso; flutua; excelente abrasão; baixo atrito (tende a "mergulhar" no drum); derrete a 143–155 °C (máx. trabalho ~70 °C); resistência sobe até 20% acima do MBL no início da vida. |
| Aramid (Kevlar, Technora, Twaron) | Alta força, stretch muito baixo; não flutua; decompõe a 500 °C. Não recomendado para towlines. |
| LCP (Vectran) | Alta força, baixo stretch, ótima resistência a creep/flex-fatigue — mas bastante sensível ao tempo. |
Convencionais: Polyester (mais durável, alta força, baixo stretch, alto atrito); Nylon/polyamide (mais forte após Aramid/HMPE, mas wet strength só 80–85% do dry, perde força em carga cíclica, maior stretch); Polypropylene (mais leve, flutua, o mais fraco, baixo ponto de fusão).
| Propriedade | Nylon | Polyester | PP | HMPE | LCP | Aramid |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Tenacidade (g/den) | 7,5–10,5 | 7–10 | 6,5 | 40 | 23–26 | 28 |
| Elongation | 15–28% | 12–18% | 18–22% | 3,6% | 3,3% | 4,6% |
| Coef. atrito | 0,12–0,15 | 0,12–0,15 | 0,15–0,22 | 0,05–0,07 | 0,12–0,15 | 0,12–0,15 |
| Densidade rel. | 1,14 | 1,38 | 0,91 (flutua) | 0,98 (flutua) | 1,40 | 1,39 |
Composição do towline (7.5.3)
- Messenger: deve flutuar, ser forte e agarrável — melhor braided e torque-balanced, cerca de 25 mm, em polypropylene; HMPE escorrega no capstan e não deve ser usado. Junta-se por grommet (não cow-hitch direto no olhal) — Fig. 7.32.
- Pendant de aço: mesma construção da linha mas diâmetro menor (rompe primeiro, só ele é trocado).
- Stretcher (~10 m): absorve carga dinâmica; nylon estica mais mas degrada molhado → prefere-se polyester. Deve ter 25% mais dry breaking strength que a main rope (OCIMF quer 37% extra p/ nylon, que perde 10–15% wet).
- Uma perna de grommet é assumida a 85% da rated break force.
Redução de resistência — estudo SRT (7.5.4)
| Causa da perda | Contribuição |
|---|---|
| Abrasão / cutting | 5–10% |
| Drum compression | 12% |
| Line twists (1–1½ voltas/pé) | 15–20% |
Retirada, inspeção (7.5.5)
- Meta: retirar o cabo antes de romper. Inspeção em 3 níveis: deployment, routine, detailed. OCIMF: retirar a 75% de resistência residual.
- Atenção: fairleads de pequeno diâmetro (HMPE dobrado em raio pequeno → calor local e falha súbita), abrasão, axial compression/kinking (remover kinks sem carga).
- Snap-back: todos os cabos recuam; sintéticos (exceto Aramid e Dyneema/Spectra) golpeiam com força tremenda, rompendo sem aviso. Fique longe de cabo sob tensão.
Comprimento básico do towline (7.5.4)
Resistência & safety factors (7.5.5)
- Aço: elastic limit ~2/3 do MBL, endurance limit ~1/2 do MBL. Com towline force de 2× BP, o MBL do cabo de aço deve ser ≥ 4× o bollard pull.
- Fibra: OCIMF recomenda safety factor 2,22 (nylon seco) ou 2 (molhado/spliced e outros sintéticos) → sobre 2× BP, dá 4× BP no total. Robert Allan recomenda 3× BP.
Manuseio seguro a bordo (7.6.1) — OCIMF / UK Code
- Ter heaving lines suficientes, de comprimento e resistência certos, prontas a tempo.
- A condição e a carga do towline do tug são desconhecidas pela tripulação do navio — mantenha-se sempre bem afastado dele.
- Nunca largar o tug sem ordem da ponte; não agir por orientação da tripulação do tug.
- Ao largar: recolher com o messenger, dar stopper off antes de tirar o olhal; nunca manusear cabo com carga.
Passar e prender (7.6.2)
Heaving lines são antigas e muito mal usadas — problema recorrente, sobretudo no forward tug. O Aarts Autohook (crane/manipulator do wheelhouse coloca um ball connector num hook-up point) dispensa tripulação no deck e é rápido, mas exige navios equipados e é impraticável em ondas/má visibilidade. A conexão é central na discussão de tugs autônomos.
IMO MSC/Circ. 1175 e IACS UR A2 (navios ≥ 2007)
| Grandeza | Valor |
|---|---|
| Design load (normal towing) | 1,25 × a carga máxima de reboque (ex.: bollard pull estático) |
| Carga total num acessório em ângulo | ≤ 2× o design load = 2,5× a carga máxima de reboque |
| SWL (normal towing) | ≤ 80% do design load 1,25 = 1,0× a carga máxima de reboque, em single-post (1 volta de 1 cabo) |
Navios ≥ 2024 (MSC.1/Circ. 1175/Rev.1)
- Dois métodos: normal towing (portos/águas abrigadas) e other towing (por outro navio/tug, ex.: emergência).
- Design mínimo da estrutura: 1,25× a carga máx. (normal) ou o MBL do próprio towline via Equipment Number (EN) (other); nunca mais que 2× o line design load em qualquer direção.
- TOW (safe towing load) ≤ 80% dos design loads, marcado por cordão de solda. Nos bollards, a fixação é tomada a não menos que 4/5 da altura do tubo.
SOLAS II-1/3-4 — emergency towing arrangements
| Requisito (guidelines IMO) | Valor |
|---|---|
| Deployment pre-rigged (1 pessoa, sem power) | ≤ 15 minutos |
| Deployment não-pre-rigged | ≤ 1 hora |
| Working strength (metade do ultimate) | ≥ 1.000 kN (20.000 a < 50.000 dwt) · ≥ 2.000 kN (≥ 50.000 dwt) |
| Ângulos relevantes | até 90° p/ cada lado, 30° p/ baixo |
| Comprimento do pennant | ≥ 2× o maior ballast freeboard + 50 m |
Escort/pull-back: OCIMF recomenda usar também os arranjos SOLAS, com strongpoints/chocks de ≥ 2× o SWL rating. ETB (Emergency Towing Booklet) exigido em tankers, passenger ships (até 2010) e cargo ships (construídos ≥ 2010; demais até 2012). Acordou-se (MSC 103, 2021) estender a exigência a todos os grandes navios novos — sem emenda SOLAS em vigor antes de janeiro de 2028.
Componentes
- Floating hawser HMPE com dois floats tubulares e um thimble Orkot® na ponta de reboque (shackle liga sintético a wire).
- Retrieving line com um pequeno sea anchor, dois marker buoys e um strobe: o sea anchor puxa o hawser esticado na superfície a barlavento do navio à deriva, criando distância da proa antes da conexão.
- Bridle com pernas BE/BB, unido ao hawser por um bushing metálico que se autoposiciona no seio → as duas pernas partilham a carga igualmente mesmo se rigged assimetricamente; testado a mais de 400 toneladas (Fig. 7.53).