🧭 MMPH · Cap.9 — Escort Tugs

Mapa Mental PH (aula enxutíssima) · Hensen, Tug Use in Port · II.09-AN · Área II do edital · só o que cai, em esquemas · ✎ marque lacunas e oclusões para revisão ativa
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Escopo do cap.Escolta antiga = acompanhar navios grandes do rio ao berço. Mas este capítulo trata do sentido estrito: escolta de tankers e gas carriers nas aproximações do porto (port approaches).

Origem histórica

  • Escolta moderna de tankers começa nos EUA: 1975, estado de Washington obriga a Foss Maritime a escoltar tankers acima de 40.000 dwt em Puget Sound; Prince William Sound (Alasca) desde 1977.
  • Exxon Valdez (24 mar 1989) encalha saindo do Valdez Arm → gera o OPA 90 (Oil Pollution Act of 1990), que dá à US Coast Guard poder de regular escolta de tankers.
  • Europa adota porto a porto, quase sempre após um acidente: Humboldt (Noruega, Grenland 1979), Mercantile Marcia (1989 → >30.000 dwt em Mongstad/Sture), Aegean Sea (Espanha, La Coruña 1992).
~20 % do óleo no mar vem de acidentes com tankers (estudo USCG 1990); o resto é perda operacional e resíduo urbano/industrial. E poucos acidentes respondem pela maior parte do vazamento — a maioria polui de forma desprezível.

Maior vazamento do mundo: Atlantic Empress (1979, 270.000 t), à frente do ABT Summer (1991) e Castillo de Bellver (1983). O Exxon Valdez perdeu ~40.000 t.

Nas águas restritas/interiores — onde os escort tugs atuam — allision/colisão + encalhe somam 17 % dos acidentes de tanker que geraram vazamento > 700 t (Fig. 9.1).
A escolta não se presume: exige estudo. Fluxo obrigatório:

Revisão da situação atual risk assessment a escolta reduz o risco? definir requisitos, procedimentos e treinamento

Revisão + risk assessment

  • Pesa juntos: porto e aproximação (curvas, distâncias, profundidades, marés), condições ambientais, fundo/margens, tráfego, praticagem, estatística de acidentes, impacto ambiental e rebocadores disponíveis.
  • O risk assessment formal só entra quando nenhuma outra melhoria de procedimento basta.

Cenários de falha e response time

CenáriosFalha de máquina, de leme e navio com propulsão em rumo perigoso.
Cada cenário deve incluir o response time — intervalo entre a falha e o momento em que os rebocadores se tornam efetivos. É a variável mais crítica após uma falha, pois governa o quanto o tanker avança.
Ferramentas e limiteFast-time simulation testa muitos cenários; simulador full-mission valida procedimentos. Mas simulação/CFD/modelo superestimam o desempenho do escort tug — só full-scale trials confirmam a realidade, sobretudo em ondas (swell).

Oil tankers

Casco duploMARPOL alterada em 1992 exige double hull em tankers ≥ 5.000 dwt encomendados após 6 jul 1993; single-hull eliminados até 2010.
2019 e 2020 tiveram os menores vazamentos em 50 anos (~1.000 t cada), mesmo com o transporte crescendo (Fig. 9.4).

LNG carriers

LNG é escoltado, mas o risco de vazamento é baixíssimo: dos > 400 LNG carriers (2016) nenhum teve vazamento significativo. Tanques de parede dupla muito espessa (~8 ft entre casco e carga); LNG derramado vaporiza rápido, não deixa resíduo. Escolta por segurança não é alta — decisão do porto.

Se um encalhe de LPG (propano/butano) derrama mais que LNG deve ser investigado à parte. Ex.: colisão Astro Saturn × Crystal Sunrise (Singapura, abr 2018) vazou ~1.796 t de butano.

Bloqueio do canal (razão econômica)

MotivoNavio grande avariado bloqueia o canal por horas/dias → escolta-se para manter o canal aberto (Port Hedland, Dampier, Weipa, Southampton).
Port Hedland: desde 1 fev 2021 a Pilbara Ports Authority exige que todo Capesize (≥ 120.000 dwt) tenha bitts/panama leads a ré, perto do eixo, com SWL ≥ 120 t (indirect towage põe > 120 t na linha).

Objetivos da escolta

  • Aplicar forças de steering (governo) e braking (frenagem) a um navio avariado, mantendo-o afastado do perigo.
  • Reduzir o risco de poluição por encalhe/colisão de origem técnica ou humana.
Fig. 9-4
Fig. 9-4 — Decline in number of tanker spills. Courtesy: ITOPF
Após a falha, o que salva é sobretudo a força de governo (steering), não a de frenagem.
Pode ser errado reduzir a velocidade após falha de máquina — a velocidade dá ao leme e aos rebocadores algo com que trabalhar. Grande esforço é preciso para recuperar o aproamento de um tanker carregado que sheer, sobretudo com pouco underkeel clearance.
Exigência do tugPrecisa saber rebocar (tow) e empurrar (push) → bom fendering e static bollard pull adequado.
MétodoOnde / distância / velocidade
Harbour tugs normaisdentro do porto, curta distância, baixa velocidade
Escort tugs dedicadosnas aproximações, distâncias maiores, velocidade maior
Fig. 9-2
Fig. 9-2 — Typical effect of frequency reducing measures. Grounding under power and drifting – calculated incident reduction with escort.
Velocidade típica~5 a 6 nós; tugs não amarrados ou distâncias longas podem chegar a 9 nós.

Amarrar (secured) ou não

Amarrar leva minutos e custa response time. Para tugs de costado, amarrado de um só bordo falha se o navio guinar para o outro lado → precisa de tug amarrado nos dois bordos. Tug não amarrado pode ser mandado onde o prático precisar.

Posições efetivas (Fig. 9.5)

  • Tanker guina a boreste e o leme não segura: o forward tug (nº 1) é ineficaz para conter o sheer (pode piorar); o after tug (nº 2) e o rudder tug (nº 3) são bem mais efetivos.
  • O rudder tug governa como um tug de costado amarrado, com a vantagem de aplicar força a bombordo e a boreste.
  • Steering do after tug aponta para o perigo; do forward tug aponta para longe dele.
Acima de 3 a 4 nós os tugs convencionais perdem o steering e o push cresce — e empurrar acelera o navio (a evitar). Tugs omni-directional são efetivos mesmo a alta velocidade e governam sem acelerar.

Rebocando na linha e velocidade

ArranjoVelocidade máx.
Linha na proa~6 nós
Forward convencional + after omni4 a 5 nós
Tug convencional a ré3 a 4 nós
Velocidade de escolta ~5 nós máx. permite ao tug influir num sinistro. Regra dos EUA: o tanker não pode exceder a velocidade em que os tugs consigam controlá-lo dentro do canal.
MétodoDescrição
Um escort tug (Fig. 9.9)o mais comum por anos
Dual escorting (Figs. 9.10–9.11)= team towing / tandem escort, ambos tethered; nasceu em Long Beach (Califórnia)
Velocidade (tandem)baixa, ~6 nós, até talvez 8 nós conforme projeto do tug, treino e mar.
O dual escorting deixa tugs pequenos lidarem com navios pesados e divide a força sobre dois cabeços/buzinas — útil para bulk carriers sem bons pontos de amarração.
Mas os fittings do navio ainda precisam aguentar a força total de cada linha — crítico a alta velocidade com os escort tugs maiores.

Procedimento dual

  • O tug do bordo pedido vira lead e posiciona primeiro; o outro sobe mantendo a proa 1–2 m a ré do transom do lead.
  • Espaçamento das buzinas no transom ~20 a 30 m dá o offset entre os tugs.
  • Azimuth thrusters paralelos: se uma linha romper, o tug gira para fora, longe do navio (testado em simulador sem colisão).
Escort tugTug projetado para escoltar a longa distância e alta velocidade; todos omni-directional (ASD/reverse-tractor ou tractor — tractor usa VS). Tethered ao stern do navio.
Acima da velocidade de porto (~5 a 6 nós), as forças de governo altas vêm do indirect mode; no direct mode a força de governo cai quando a velocidade sobe (Fig. 9.12).

Powered indirect (3–7 nós, Fig. 9.15)

  • O tug se afasta até a linha ficar ~90° com o eixo do navio; aplica potência total com o tug a até ~70° do fluxo.
  • O drift angle (a, Fig. 9.13) cresce quando a velocidade cai; máximo comparável ao leme de um navio: ~30 a 35°.
  • Na faixa 5–7 nós, medições dos EUA dão line pull de 75 a 125 % do bollard pull: tug de 4.400 hp (~52 t BP) atingiu ~62 t a 5 nós (~120 %), caindo a ~75 % a 7 nós.
O powered indirect entrega a força de governo muito mais rápido que o direct (dynamic arrest), que arrasta o corpo todo do tug pelo fluxo (Fig. 9.8). Como a escolta chega a 10–12 nós, o indirect é o modo desenvolvido.

Centre of pressure (COP) e towing point (T) — Fig. 9.14

AlavancaEfeito
x vs y (horiz.)x maior que y → menos empuxo lateralmaior força na linha. Projeto joga o COP o mais à frente possível.
a (T acima do COP)maior distância vertical → maior list (banda) para dada força.
b (T acima de P)maior distância propulsão→linha → empuxo lateral reduz mais a list.
ASD × VSCom força e estabilidade iguais, o ASD banda mais (towing point mais alto sobre o COP). VS tende a dar maior steering em indirect; ASD, maior braking. Skegs high-lift e box keel aumentam a força em indirect.
Um recurso bom para o indirect pode prejudicar o direct: skeg grande sob ASD aumenta a resistência lateral e dificulta aplicar steering rápido em direct.
A força de governo (steering) é a mais importante; onde o espaço à frente é muito restrito, entra a frenagem. A forma mais efetiva de tirar seguimento (havendo espaço) é iniciar um giro, que reduz o head reach rápido.
Navio escoltadoSteering pull a 10 nós (leme 15°)
Bulk 40.000 dwt40 t
Bulk 70.000 dwt60 t
Tanker 150.000 dwt88 t
VLCC 300.000 dwt116 t
Gas carrier 30.000 m³32 t

Fig. 9.16 — força de governo cresce com tamanho e velocidade do navio; leme a 15° é o máximo prático numa curva a 10 nós.

Se o leme trava (rudder jam), precisa-se de mais força — mas parar o hélice reduz a sustentação do leme: DNV adota 0,53× a do hélice girando, o que ajuda o tug. Força de leme é máxima a ~25°.

O atraso de 1 minuto — Arco Juneau (1997)

EnsaioTanker de 125.000 dwt a 8 nós, VS tug Lindsey Foss tethered. Leme todo a boreste; +30 s reconhece a falha e para a máquina; +30 s = 1 min de atraso → tug ordenado a deter o giro. O navio saiu > 500 m fora da derrota, por duas vezes.
Lição: um tug tethered reage mais rápido → precisa de menos força que um passivo (untethered), que sofre atraso muito maior.

Velocidade e estabilidade

  • Escolta ~10 nós (até 12); free-sailing tem de ser maior — tugs atuais fazem 12,5 a 15 nós (over-speed para alcançar o navio, vencer o slipstream e reserva).
  • Força na linha atinge 1,5 a 2× o bollard pull a 10 nós em indirect → towing point o mais baixo possível (menor heeling).
  • GM mínimo recomendado ~3 m; GM excessivo também se evita (acelerações duras no mau tempo).
Regra de ouro do treinamento: "do not immerse the deck line" — não afundar a linha de convés. O heeling é o limite de segurança. Placard no passadiço em zonas verde (seguro), âmbar (cautela) e vermelho (ação imediata).

Direção de marcha e towing point extra

  • ASD tugs correm bow first (proa à frente) — mais rápido e seguro. Tractor tugs tethered correm stern first (popa à frente), com convés de ré mais baixo e velocidade menor (Fig. 9.20).
  • Voith Turbo Fin (VTF), tubo rotativo na ponta do skeg, promete +18 % de força de governo.
  • Um 2º towing point bem a ré estabiliza o tractor tug em linha — mas precisa ser liberável (abre hidráulico), senão a força de governo cai (Fig. 9.23).
Fig. 9-6Fig. 9-6Fig. 9-6
Fig. 9-6 — Photographs taken during escort trials in Prince William Sound, Alaska, August/September 1993. Three tug positions are shown: 1) pushing at the bow, 2) near the stern and 3) a tug operating as 'rudder tug'. They are twin screw tugs with three rudders. Tugs 1 and 3 have a BP of 68 tons and tug 2 of 50 tons. The tankers are the loaded *S/R Benicia*, 170,000 dwt and *Arco Independence*, 262,000 dwt, 80 per cent loaded. Photos: MARIN
Fig. 9-5
Fig. 9-5 — Direction of forces applied by assisting harbour tugs. Escorting harbour tugs assisting a tanker in different modes. Tanker had an engine failure and veers to starboard. Tugs are braking the sheer. Directions of longitudinal and transverse forces applied by the tugs are shown. 🔍 posições explicadas na legenda abaixo
Posições da figura, explicadas no texto (3)
  1. 1. The most significant difference with tug no 1 is not only that the rudder tug is in an effective position, but is able to apply steering forces to starboard as well as to port.
    Regarding tug no 1 it should be kept in mind that this tug might even have an opposite effect.
  2. 1 e 2. As explained in section 4.3.5, tug no 1 is not in a position to counteract the sheer effectively, but the position of tug no 2 is much more effective.
    If the ship veers to port instead of starboard, tugs nos 1 and 2 are ineffective in braking the sheer.
  3. 1 e 2 e 3. Although tug nos 2 and 3 are trying to stop the sheer, they will push the ship, together with the wind, into the direction of the dangerous area, while tug no 1 is pushing in a safer direction.
Fig. 9-7
Fig. 9-7 — Escorting an empty bulk carrier with harbour tugs *Seaspan Hawk* and *Seaspan Falcon* (both LOA 24.6m, beam 9.8m, BP 40 tons). Photos: Seaspan

Towlines

ResistênciaBreaking strength mínima ≥ 2 a 3× a força máxima de braking/steering; fator de segurança OCIMF 2,0 para sintéticos (inclui HMPE).
ClasseRegra da towline
DNV GL o bollard pull quando BP > 100 t (1.000 kN); fator sobe abaixo (2,1× a 80 t)
Bureau Veritas2× a força máx. de towline (ou o brake-holding do winch) para > 100 t
Fig. 9-8
Fig. 9-8 — Terminology relating to direct and indirect towing methods.
Fig. 9-9
Fig. 9-9 — Østensjø Rederi's *Ajax*, VS escort tug, performing DNV full scale escort trials. Photo: Østensjø Rederi, Norway
Fig. 9-10
Fig. 9-10 — Dual escort trials at 8 knots; tugs, type RAstar85 (BP 85 tons) ready at either side to take action if needed. Photo: Port Hedland pilot Nathan Kelley
Fig. 9-11
Fig. 9-11 — Dual escort trials at Port Hedland at 8 knots speed and 80 tons towline force. The maximum force is ordered by the pilot because of the SWL of ship's bollards and fairlead. Photo: BHP Billiton, Port Hedland
MaterialHMPE (Spectra/Dyneema), leve, flutua (não enrola no hélice), comprimento usual 100 a 150 m (às vezes 60–80 m). Contra: stretch baixíssimo → linha curta gera picos de carga altos.
Winch de escolta em áreas de ondas: sistema ativo pay-out/haul-in a 110 % da towline nominal — não confiar no drum brake.

SWL dos fittings do navio escoltado

TankerChock e strong-point
> 20.000 e < 50.000 dwtmín. 100 t SWL
≥ 50.000 dwtmín. 200 t SWL
Fig. 9-12
Fig. 9-12 — Left: Maximum direct braking forces azimuth drive. Right: Approximation of steering forces of a 36 ton tractor tug.
Fig. 9-13
Fig. 9-13 — Definition sketch of forces on a tug and a ship. Sketch of a tractor tug assisting a tanker in the indirect mode. The propeller thrust keeps the transverse forces and longitudinal forces, resulting from the hydrodynamic force on the hull and skeg and from the towline force, in balance.
Fig. 9-14
Fig. 9-14 — Importance of proper locations of centre of pressure and towing point.
Fig. 9-15
Fig. 9-15 — ASD-tugs Hunter M and Lamar, type Z-tech 7500, dual escorting. Powered indirect 8 knots. Photo: Captain George Mowbray, USA

Fittings fracos → reduzir velocidade, usar dual escort, ou manter 2º tug de prontidão. OCIMF sugere usar a SOLAS emergency towing arrangement também na escolta.

Fig. 9-18
Fig. 9-18 — Indication of required tons steering pull at 10 knots for various tanker and gas carrier dimensions.
Fig. 9-19
Fig. 9-19 — Placard with safe heeling angle zones for the tug wheelhouse
Fig. 9-20
Fig. 9-20 — VS escort tug *Bess* with modified tractor tug design (LOA 36.2m, beam 12.2m, draft 5.2m, BP 57 tons). Courtesy: Voith GmbH

Active × passive e planejamento

Tethered (active) × untethered (passive): escolha por canal, dimensões, condições e tempo de amarrar — e visibilidade (alguns portos: limite de 1 milha). Em canal restrito, só um escort tethered evita encalhe/colisão.
  • Em passive, bom lugar: ~4 pontos na proa, ~2 cabos de distância, como vigia extra.
  • Regras federais dos EUA (Puget/Prince William Sound) exigem ao menos 2 tugs.
  • Notações de classe: DNV GL (FS, t, v); Bureau Veritas (Txmax, Vmax, Tymax); guia ASTM (2015).
Fig. 9-23
Fig. 9-23 — Towing pins on escort tug *Pax*. Photo: Karmøy Winch
Fig. 9-24
Fig. 9-24 — View of auto position escort winch on bow of ASD-tug. Photo: JohnRie Intertech, USA
Fig. 9-25
Fig. 9-25 — Strong point on a gas carrier. Photo: Gladstone pilots
Fig. 9-26
Fig. 9-26 — A specific VS escort tug, *Ajax*: LOA 41.6m, beam 15.9m, operational draft 6.8m, engine power 10,400bhp, BP 93 tons, steering force at 10 knots 155 tons, braking force at 10 knots 180 tons, free sailing speed 15 knots, towing winch 200 tons pull, 300 tons brake. See also additional towing point far aft on the tug.
Fig. 9-27
Fig. 9-27 — Ice breaking and escort ASD-tug *Ocean Tundra*, built 2013; LOA 36m, beam13m, BP ahead 110 tons, steering force at 10 knots 122 tons. Courtesy: Carl Pepin, Ocean Group, Canada
Frota em usoTugs ASD/reverse-tractor e VS, bollard pull entre ~40 e 140 t. A fronteira harbour tug × escort tug é difusa (harbour tugs com capacidade de escolta também escoltam) — ver Fig. 9.27.
Com escolta a ≥ 10 nós, o fator humano domina — "practice makes perfect". Treino cobre procedimentos, comunicações, comportamento do navio pós-falha e manejo de towline.
Como a falha pode nunca ocorrer, práticos e tug masters perdem alerta → DNV recomenda refresher em simulador full-mission e exercícios reais. Ice escorting exige treino específico.

Sistema de "choice pilot": limita a escolta a poucos práticos para que a experiência se acumule mais rápido.

Requisitos de um bom escort tug (9.6.5)

manobrabilidade ótimafree-sailing over-speedbom seakeepingestabilidade estática e dinâmicaconvés seguro p/ towlinealta força steering/brakingbollard pull p/ conter a velocidade zerotowing point seguro (+ extra se preciso)towline com alto fator de segurança, leve e flutuantefendering all-roundrádio confiávelaberturas com portas estanques (fechadas na escolta)

EUA — OPA 90 e 33 CFR 168

Base legalOPA 90 obriga 2 escort vessels para tankers single-hull > 5.000 GT em Prince William Sound e Puget Sound; regras pela USCG (33 CFR 168). O ato de 2010 estendeu a double-hull > 5.000 t (ainda 2 tugs).
Capacidade (33 CFR 168)Requisito
Towrebocar a 4 nós em calmaria e segurar contra vento de proa de 45 nós
Hold coursemanter rumo contra leme travado a 35°, a 6 nós
Turngirar o tanker 90° (leme livre, 6 nós) no mesmo advance/transfer que ele faria sozinho

VERP (Prince William Sound): 2 escoltas dentro de ¼ nm; velocidade máx. controlável (6 nós no Valdez Narrows a 12 no Central Sound); trânsito proibido com vento > 40 nós no Narrows. Frota Edison Chouest (2018): ASD 4517 (LOA 42,7 m, BP 136 t, towline 197 t) + ASD 3212 (BP 66 t) — Figs. 9.29 e 9.28.

Fig. 9-28
Fig. 9-28 — Tug *Erlington* – one of the four ASD-tugs 3212, LOA 31m, beam 12.8m, BP 66 tons. Photo: Edison Chouest Offshore, Alaska
Fig. 9-29
Fig. 9-29 — Tug *Commander* – one of the five ASD-tugs 4517, LOA 42.7m, beam 16.5m, BP 136 tons. Photo: Edison Chouest Offshore, Alaska

Europa e Estreitos Turcos

  • Regras locais, sem regra fixa de bollard pull; em geral 1 escort tug, 2 se o navio não atende às recomendações OCIMF de fittings.
  • Sture: escolta para crude/LPG > 20.000 grt (1 tug até 180.000 dwt, 2 acima). Southampton: oil tankers > 60.000 dwt. Sullom Voe: 2 tugs, ≤ 8 nós.
  • Estreitos Turcos: escolta recomendada, não obrigatória — LNG por tugs ≥ 60 t cada, totalizando 150 t BP; LPG > 200 m LOA por tugs ≥ 90 t.
Fig. 9-30
Fig. 9-30 — View of the afterpart of tug *Commander* – one of the five ASD-tugs 4517, LOA 42.7m, beam 16.5m, BP 136 tons.
Fig. 9-30
Fig. 9-30 — Can the escort tug prevent a grounding?
O escort tug nem sempre evita o encalhe (Fig. 9.30): com a velocidade caindo, o drift cresce e vento + corrente podem vencer a força de governo — pior em pouco underkeel clearance, onde a corrente pesa mais.
Erro humano é a causa imediata de pelo menos 80 % dos sinistros (estudo Shell, 1993) → treinamento e redundância (Endeavour-class, Stena V-Max) reduzem o risco de fundo. Escort tugs compensam falhas, mas não evitam todo acidente — sobretudo com um único tug.