🧭 MMPH · Cap.1 — Bridge Team Management

Mapa Mental PH (aula enxutíssima) · Swift & Bailey, Bridge Team Management · III.01-NV · Área III do edital · só o que cai, em esquemas · ✎ marque lacunas e oclusões para revisão ativa
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Tese centralA maioria dos incidentes no mar resulta de erro humano; em muitos casos a informação que teria evitado o incidente estava disponível, mas não foi apreciada ou não foi usada.
Acidentes acontecem porque não há sistema em operação para detectar — e assim prevenir — o erro que qualquer ser humano pode cometer. O bridge team management é esse sistema.
  • Mesmo com motor confiável e tecnologia moderna, a viagem ainda é um risco e o navio segue sujeito às intempéries.
  • Non-completion não vem só de ambiente hostil — vem sobretudo de falha humana.
  • Esta é a 2ª edição (~10 anos após a 1ª); ideias nascidas no Simulator Section do Maritime Operations Centre, Southampton Institute.
  • Traduz as recomendações da IMO em inglês marítimo simples (caps. 9 e 10): recomendação IMO na página esquerda, significado ao lado.
Norma-âncoraSTCW B-VIII Part 3.1 (§ 5.14): os membros do serviço de quarto devem estar sempre prontos a responder eficiente e eficazmente a mudanças de circunstâncias.

Com bom BTM + passage plan bem traçado, até o oficial mais inexperiente tem um fundo de conhecimento que respalda ações seguras.

Team Management NÃO é ato de gestão por uma pessoa — é a interação contínua em que cada membro aceita e cumpre o papel a que foi designado.
  • Realidade econômica: times mistos (mixed-ability) com equipamento desatualizado → dever de todo oficial é usar o melhor possível dos recursos humanos e materiais.

Dois tipos de fator a dominar

1 · TécnicoConhecimento e habilidades técnicas, incluindo preparar e conduzir a viagem (passage planning).
2 · HumanoMan-management / "people skills" — desenvolver os recursos humanos.
A base do bom funcionamento = boa comunicação + man management; devem ser desenvolvidos a bordo para vencer barreiras culturais e a hierarquia de posto.
MétodoO que éCuidado
TrainingInstruir na execução de tarefas/procedimentos a um padrão exigido.Serve a pessoal muito inexperiente ou conceito novo; "Sit next to Nelly" drena recursos humanos já escassos.
CoachingDesenvolver habilidades existentes via delegação e monitoração.Linha tênue entre delegar e abdicar da própria responsabilidade; delegar cedo demais mina a confiança.
O trainee precisa ser supervisionado e receber feedback suficiente — sua falta impede o trainee de saber como melhorar.
  • Função primária do time = sistema de checagem e cross-checking das decisões que afetam a viagem.
Well beingMembro eficiente é apto mental e fisicamente. O quarto parece passivo, mas muda drasticamente quando o risco surge — exige ação preventiva (não só reação).
MoraleTime desmoralizado não sustenta o padrão. Moral alta quando o membro: sabe seu papel, vê o resultado do próprio esforço, tem deficiências corrigidas com cuidado e recebe crédito quando é devido.
Incidentes raramente vêm de evento único: são o desfecho de uma série de incidentes não-graves — a error chain. A situational awareness (saber o que se passa no e ao redor do navio) permite reconhecer a cadeia e quebrar a cadeia a tempo.
Os sinais não significam que um incidente vai acontecer — indicam que a viagem não vai conforme o plano e que falta awareness; o navio está em risco desnecessário e é preciso agir.
Nº de sinaisO livro identifica sete indicações de que a error chain está se formando.
1 Ambiguity2 Distraction3 Inadequacy & confusion4 Communication breakdown5 Improper con/lookout6 Non-compliance c/ passage plan7 Procedural violation

4.1 Ambiguity

  • Dois sistemas independentes de posição discordam (ex.: RadarGPS) → algo está errado; ação imediata para achar qual é correto.
  • Sutil: eco-batímetro não bate com a profundidade da carta → o OOW consciente investiga, não aceita.
  • Dois membros discordam da ação, ou night orders/procedimentos não seguidos; júnior deve expor dúvidas sem represália.

4.2 Distraction

DefiniçãoAtenção total num evento excluindo os demais, ou foco numa irrelevância. Causas: sobrecarga, estresse/fadiga, emergência, ou evento inesperado não-ameaçador (ex.: chamada VHF).

Pode ser preciso alertar o oficial sênior (ex.: pilot com o con) da distração.

4.3 Inadequacy & confusion

NÃO confundir com a confusão normal do júnior sem experiência. A inadequação genuína surge mesmo em seniores em circunstância de desastre — deve ser notada e corrigida antes de virar perigo.

4.4 Communication breakdown

  • Backgrounds/regiões diferentes → resolve com prática do dia a dia.
  • Entender um pilot de outra cultura não se pratica — vem só com experiência e deve ser previsto no planejamento.
  • Estação de rádio em terra / outro navio → só com paciência e perseverança.

4.5 Improper con ou lookout

A chegada do master ao passadiço NÃO transfere o con automaticamente: até declaração em contrário, o con permanece com o OOW.
Forma mais clara de resolver = lançamento no diário (log-book) registrando que o master assumiu o con — procedimento recomendado no ICS Bridge Procedures Guide. Idem para o pilot.

4.6 Non-compliance com o passage plan

RegraDesvio injustificado de um passage plan claro deve ser reconhecido como quebra de awareness.

Ex.: OOW na faixa errada de um TSS pergunte "why am I doing this?" — está fora do track e violando as International Rules; provavelmente não sabe a posição do navio.

4.7 Procedural violation

Ocorre como a não-conformidade do plano. Pergunte "why are we doing it this way?" — se a resposta não vem fácil, redobrar o cuidado. Quem nota qualquer sinal deve agir: corrigir ou alertar o time.
FonteINTASAFCON III — Noruega, 1975. Acordou 2 fatores principais de colisões e groundings.

Causa 1 fraquezas na bridge organisation (e seus efeitos) Causa 2 falha em manter bom lookout

7 medidas que teriam evitado

MedidaPor que importa
Double watches em circunstância apropriadaSituação complexa não pode ter a mesma lotação do deep-sea.
Pessoal suficiente em circunstância especialChamado tarde demais, chega quando o navio já está na situação.
Instruções precisas para chamar o masterNa menor dúvida, chame-o — o master é chamado tarde demais.
Postar lookoutsOOW que faz o lookout sozinho pode negligenciar tarefas.
Guarnecer o leme (wheel)Leme não guarnecido força o OOW a monitorar o governo.
Drill de troca automático → manualHá incidentes por não saber qual governo está em uso ou como trocar.
Instruções de reduzir velocidade em visibilidade reduzidaOOW ocupado pode não notar a queda de visibilidade (à noite); night/standing orders previnem.
Cada grounding é uma falha em fazer algo que o plano de navegação e a bridge organisation deveriam garantir. São oito:
#FalhaConsequência
1Não pré-planejar um track"Conheço a área" / há pilot — mas sem track na carta não adianta.
2Não monitorar o progresso no trackFixing irregular deixa o OOW sem perceber o desvio.
3Não agir de imediato para retornar ao trackAtitude "há água segura suficiente" quando não há.
4Não cross-check as fixes por outro meioMétodo único em águas restritas → falsa sensação de segurança.
5Não usar visual fixing quando disponívelFix eletrônico é preciso mas não relaciona a posição aos perigos.
6Não usar o echo sounder em landfall/águas restritasO perigo mais próximo costuma estar na vertical, abaixo.
7Não identificar corretamente as luzesObservador vê a luz que procura, não a que olha.
8Não ter decisão importante checada por outro oficialHumanos erram; o erro não pode passar sem ser notado.

Muitas falhas ocorrem porque o OOW não avalia a complexidade do seu papel numa situação em deterioração — geralmente por não terem sido esclarecidas suas responsabilidades.

6 procedimentos de uma bridge organisation eficiente

Juntos, eliminam o erro de uma só pessoa e mantêm a posição continuamente conhecida. São seis:
#Procedimento
1Eliminar o risco de que o erro de um gere situação desastrosa.
2Enfatizar o bom lookout visual e as rotinas de collision avoidance.
3Usar todos os meios de posição — se um falha, outros já estão disponíveis.
4Passage planning + sistemas que permitam monitoração contínua e detecção de desvio em águas costeiras.
5Garantir que os erros instrumentais sejam conhecidos e aplicados.
6Aceitar o pilot como adição valiosa ao bridge team.

Papel individual

A segurança do navio nunca deve depender da decisão de uma só pessoa. Toda ordem/decisão é checada e sua execução monitorada.

O júnior/watchstander nunca hesita em questionar decisão que julgue não ser do melhor interesse do navio; briefing cuidadoso das responsabilidades ajuda a alcançar isso.

Toda viagem se divide em 2 grandes estágios que geram os 4 building blocks (caps. 2 a 5).
EstágioBuilding blockCapítulo
1 · PREPARATIONa. AppraisalCap. 2 — Passage Appraisal
b. PlanningCap. 3 — Passage Planning
2 · EXECUTIONc. OrganisationCap. 4 — Executing the plan
d. MonitoringCap. 5 — Monitoring Progress

Appraisal Planning Organisation Monitoring

Esqueleto de 4 partes = a espinha do BTM: appraisal reúne a informação, planning vira track na carta, organisation põe pessoas + procedimentos, monitoring confirma continuamente que o navio segue o plano e está seguro.