🧭 MMPH · Cap.2 — Passage Appraisal

Mapa Mental PH (aula enxutíssima) · Swift & Bailey, Bridge Team Management · III.01-NV · Área III do edital · só o que cai, em esquemas · ✎ marque lacunas e oclusões para revisão ativa
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DefiniçãoO appraisal (avaliação) é a etapa do passage planning que examina os riscos da viagem. Onde há alternativas, pondera-se o risco contra a conveniência comercial (commercial expediency) e chega-se a um compromisso.
O appraisal é a parte mais importante do passage planning: é nele que toda a informação pertinente é reunida e se constrói a base firme (firm foundation) do plano.

Os 4 building blocks do livro

Appraisal Planning Organisation Monitoring

  • O appraisal é o primeiro bloco — a etapa de preparação sobre a qual tudo o mais se apoia.
  • Regra de disciplina: resistir à pressa de começar a planejar — o tempo gasto no appraisal se paga depois (pays dividends later).

Fonte: Swift & Bailey, Bridge Team Management, 2ª ed., The Nautical Institute (2004) — Cap. 2, Passage Appraisal.

A listaA decisão do master sobre a condução da viagem se baseia na avaliação da informação disponível, extraída de 23 fontes "including but not limited to" (incluindo, mas não se limitando a).
A lista é um checklist, não um mínimo obrigatório: nem todas as 23 fontes são necessárias em toda viagem. Cada omissão é decisão deliberada do planejador (pela experiência), não descuido. Os números de catálogo citados são só britânicos e americanos.

Fontes de maior rendimento (amostra)

#FonteReferência / o que dá
1Chart Catalogueanual; britânico NP 131 (Hydrographer of the Navy) / US CATP2V01U (DMA)
3Ocean Passages for the WorldNP 136; planejamento de derrotas oceânicas, correntes
10Ship's Routeingpublicado pela IMO: TSS, deep-water routes, areas to be avoided
17Draught of Shipcalado/trim p/ calcular under-keel clearance; e air draught (altura sobre a água) p/ vãos baixos
18Navigational Termstermos entendidos por todos; norma ISO 19018
Quem decideO master, em consulta com seus oficiais, faz a overall appraisal da viagem.
Numa rota trans-oceânica, a 1ª consideração é a distance entre portos e a disponibilidade de bunkers e stores. O great circle é a menor distância — mas outros fatores pesam contra a distância pura.
FatorComo é tratado
Meteorologiaweather routeing pode compensar: rota mais longa em distância pode ser mais curta em tempo e causar menos avaria
Ocean currentscorrentes favoráveis dão melhor velocidade e compensam rota mais longa
Weather systemsno Far East no verão, sea room contra tropical revolving storm; alta latitude → considerar ice
Load Line Rulessempre devem ser obedecidas, qualquer que seja a rota preferida
Areas to avoidmanter-se claro de áreas por motivo político ou de segurança
Owner / chartererUKC, distâncias off, estreitos preferidos/evitados, limites de latitude, velocidade exigida
O master tem a autoridade final e deve declarar quaisquer condições antes de o planejamento começar.

Appraisal costeiro

  • 1ª consideração: a distance a que as derrotas (tracks) devem ficar afastadas da costa e dos perigos.
  • Onde há IMO traffic separation / routeing schemes, esse routeing tem de ser seguido.
  • Estados impõem minimum distances-off; companhias/charterers podem somar as suas.
  • Em arquipélagos: definir quais estreitos/passagens usar e se há pilotage; às vezes é preferível desviar por fora do arquipélago.
DelegaçãoO master fixa a estratégia e delega o planejamento a um oficial — em geral o second mate, às vezes um navigating officer, ocasionalmente o próprio master. Seja quem for, é às exigências do master, que mantém a responsabilidade final pelo plano.

Berth to berth

A regra é planejar de berth to berth (de cais a cais), incluindo todas as eventualidades e contingênciasnunca apenas de pilot station to pilot station.
Motivo: a presença do pilot a bordo não exime o officer of the watch de seus deveres pela segurança do navio (IMO Resolution A.285(VIII), Annex A(v)) — por isso as águas de praticagem entram no plano.
Dever do bridge teamPoder verificar que as corrections estão atualizadas e que todos os navigational warnings relevantes foram anotados.
Uma carta com correções não é necessariamente uma carta atualizada — a presença de correções mostra o que foi aplicado, não se existem mais recentes. A prova de currency é o registro da própria equipe, não a face da carta.
Uma notebook entry (anotação em caderneta) permite verificar esse detalhe (ver Annex II).
O appraisal é a fundação de coleta de informação de todo passage plan: o master pondera risco × conveniência comercial, delega o planejamento e guarda a responsabilidade final.
PassoEssência
Gatherconsultar as fontes relevantes da lista de 23 ("including but not limited to") — só as que a viagem exige
Appraise oceandistância, bunkers/stores, great circle × weather routeing, correntes, weather systems, ice; sempre obedecer Load Line; respeitar owner/charterer e areas-to-avoid
Appraise coastaldistância off costa/perigos, IMO TSS/routeing obrigatório, distâncias mínimas de estado/companhia, estreitos e pilotage em arquipélago
Delegatemaster fixa estratégia e delega (em geral o second mate); master mantém a responsabilidade final
Plan berth to berthincluir todas as contingências; planejar berth to berth (IMO Res. A.285(VIII)), não pilot station to pilot station
Verify currencyconfirmar correções e warnings via notebook entry — carta corrigida ≠ carta atualizada