1. Visão Geral
O Capítulo 10 do Miguens aborda três fenômenos interligados que condicionam a segurança da navegação costeira e em águas restritas: as marés, as correntes de maré e as correntes oceânicas. A superfície dos mares não é estacionária — a atração gravitacional da Lua e do Sol movimenta a massa líquida verticalmente (maré) e horizontalmente (corrente de maré), enquanto o aquecimento solar desigual e os grandes sistemas de vento geram as correntes oceânicas de longo alcance. (Miguens, 10.1.1)
Em águas profundas, as variações do nível têm pouco impacto operacional. Mas em águas rasas, é justamente o conhecimento antecipado da altura da maré e da direção e velocidade das correntes que define quando e onde o navio pode navegar com segurança — passagem em locais de pouco fundo, escolha de horários, planejamento de atracação e desatracação. Esses dados são cobertura obrigatória para o Praticante de Prático (III.40, III.41 e III.42 do edital).
"O conhecimento antecipado da direção e velocidade desta corrente facilitará o planejamento não só da derrota, como também da atracação/desatracação e dos horários mais convenientes para as manobras." — Miguens, 10.1.1
Estrutura do Capítulo
| Seção | Tema | Tópico do Edital |
|---|---|---|
| 10.1.1–10.1.2 | Fenômeno da maré — causa e mecanismo | III.40 |
| 10.1.3–10.1.4 | Sizígia, quadratura e tipos de maré | III.40 |
| 10.1.5–10.1.6 | Elementos das marés e conceitos básicos | III.40 |
| 10.1.7 | Planos de referência (NR, MLWS, MHWS, NM) | III.40 |
| 10.1.8–10.1.9 | Previsão das marés — Tábuas DHN (DG6) | III.40 |
| 10.1.10–10.1.11 | Método do Estabelecimento do Porto | III.40 |
| 10.2 | Correntes de maré — cartas e SISCORAR | III.41 |
| 10.3 | Correntes oceânicas — circulação, giros, fenômenos | III.42 |
2. O Fenômeno das Marés
A maré é a oscilação vertical da superfície do mar causada primariamente pelas diferenças na atração gravitacional da Lua e, em menor extensão, do Sol sobre os diversos pontos da Terra. Apesar de sua massa ser muito inferior à do Sol, a Lua está muito mais próxima e exerce efeito ~2,25 vezes mais pronunciado — porque a maré depende da diferença de força gravitacional entre os pontos mais próximos e mais distantes da Terra, não da força absoluta. (Miguens, 10.1.2)
Mecanismo Terra–Lua e força trativa
A Terra e a Lua giram em torno de um baricentro (centro de massa comum) localizado cerca de 810 milhas (~1.500 km) abaixo da superfície terrestre — dentro do manto da Terra, não no espaço livre. Todos os pontos da Terra descrevem movimentos circulares com a mesma velocidade angular e, portanto, a mesma aceleração centrífuga; mas a força gravitacional lunar varia ponto a ponto (maior no lado voltado para a Lua, menor no oposto).
A resultante entre a força gravitacional variável e a aceleração centrífuga constante é a força trativa de maré — essencialmente horizontal — que empurra as águas em direção ao ponto sublunar e ao ponto diametralmente oposto. O resultado idealizado (Terra esférica, sem continentes) é a formação de um elipsoide com dois bulbos de preamar: um na direção da Lua e outro no lado oposto. (Miguens, 10.1.2)
Como a Terra completa uma rotação em relação à Lua em aproximadamente 24h 50min (dia lunar), em teoria cada ponto teria duas PM e duas BM por dia lunar. A inclinação do eixo terrestre faz com que PM e BM sucessivas não sejam de níveis iguais — base das desigualdades diurnas observadas em muitos portos.
Por que a Lua domina sobre o Sol
| Astro | Massa relativa | Distância média à Terra | Efeito de maré relativo |
|---|---|---|---|
| Lua | Muito inferior ao Sol | ~384 400 km | ~2,25× maior (referência) |
| Sol | Enormemente maior | ~149 600 000 km | ~0,44× (base = Lua) |
| Outros planetas | — | Muito distantes | Desprezível |
3. Conceitos Básicos (PM, BM, Amplitude, Altura)
O nível das águas segue um movimento rítmico periódico. Os principais conceitos que descrevem esse movimento são definidos em relação ao Nível de Redução (NR) — o zero das cartas náuticas. (Miguens, 10.1.5)
| Elemento | Definição | Fórmula / Detalhe |
|---|---|---|
| Preamar (PM) | Maior altura alcançada pelas águas numa oscilação | Ponto máximo da curva (h_PM) |
| Baixa-mar (BM) | Menor altura alcançada pelas águas numa oscilação | Ponto mínimo da curva (h_BM) |
| Amplitude da maré | Distância vertical entre PM e BM consecutivas | A = h_PM − h_BM |
| Nível Médio (NM) | Valor médio em torno do qual a maré oscila | NM = (h_PM + h_BM) / 2 |
| Enchente | Intervalo de tempo em que o nível do mar sobe | BM → PM (intervalo, não instante) |
| Vazante | Intervalo de tempo em que o nível do mar baixa | PM → BM (intervalo, não instante) |
| Estofo da maré | Período de estabilidade relativa do nível | Estofo de enchente (≈ PM) e estofo de vazante (≈ BM) |
| Altura da maré | Distância vertical entre o nível atual e o NR | Varia a cada instante; usada para calcular profundidade real |
| Ciclo da maré | Conjunto completo de condições de maré em um dia lunar | ~24h 50min (dia lunar); também: mês lunar (~29,5 dias); ciclo Metônico (~19 anos) |
A fórmula operacional fundamental — válida em qualquer instante — é:
Profundidade real = Sondagem (carta náutica) + Altura da maré no instante
A Idade da Lua é o intervalo em dias desde a última Lua Nova até a data considerada (0 a 29 dias). Determina se a maré é de sizígia, quadratura ou posição intermediária.
O Estabelecimento Vulgar do Porto (HWF&C — High Water Full and Change) é a média dos intervalos de tempo entre a passagem da Lua Nova ou Cheia pelo meridiano superior local e a ocorrência da preamar de sizígia. É uma constante característica do porto — determinada por topografia, latitude e correntes locais — listada no quadro "Informações sobre a Maré" de cada carta náutica. (Miguens, 10.1.6)
4. Sizígia e Quadratura
A amplitude das marés varia ao longo do mês lunar conforme a posição relativa da Lua, do Sol e da Terra. As duas configurações extremas são a sizígia (alinhamento) e a quadratura (ângulo reto). (Miguens, 10.1.3)
| Configuração | Posição lunar | Força resultante | Tipo de maré | Amplitude |
|---|---|---|---|---|
| Sizígia | Lua Nova (id. 0) e Lua Cheia (id. 14) | Forças da Lua e do Sol se somam — alinhamento Sol–Terra–Lua | Águas vivas — PM acima da média; BM abaixo da média | Máxima |
| Quadratura | Quarto Crescente (id. 7) e Quarto Minguante (id. 21) | Forças da Lua e do Sol parcialmente se opõem — ângulo reto | Águas mortas — PM abaixo da média; BM acima da média | Mínima |
Importante: a maré de maior amplitude (águas vivas) não ocorre exatamente no dia da Lua Nova ou Lua Cheia, mas normalmente 1 a 2 dias depois — a chamada "idade da maré" — por causa da inércia da grande massa líquida. (Miguens, 10.1.3)
As sizígias equinociais (por volta de 21 de março e 23 de setembro), quando o Sol está no plano do Equador, produzem as maiores amplitudes do ano — o efeito solar gerativo de maré atinge seu máximo.
5. Tipos de Marés (Semidiurna, Diurna, Mista)
As marés não ocorrem à mesma hora todos os dias num mesmo local, pois o dia lunar tem ~24h 50min, enquanto o dia solar tem 24h — portanto os eventos de PM e BM se atrasam cerca de 50 min a cada dia. O padrão dominante varia geograficamente por efeito de massas terrestres, latitude, geometria de águas restritas, fricção, viscosidade e Efeito de Coriolis. (Miguens, 10.1.4)
| Tipo | Ciclos por dia lunar | Característica | Ocorrência / Exemplos |
|---|---|---|---|
| Semidiurna | 2 PM + 2 BM; ~6h entre PM e BM consecutivas | Pequenas variações de altura entre PM e BM sucessivas; curva aproximadamente senoidal | Brasil: de Vitória (ES) para o Norte; Recife, Salinópolis (PA) |
| Semidiurna com desigualdades diurnas | 2 PM + 2 BM diárias | Desigualdades notáveis de altura entre eventos consecutivos | Costa Sul do Brasil (RJ, SC, RS) |
| Mista | Variável — pode tornar-se diurna | Grandes diferenças de altura entre duas PM ou duas BM consecutivas; desigualdades diurnas e semidiurnas importantes | Alguns portos do Pacífico |
| Diurna | 1 PM + 1 BM por dia lunar | Níveis entre PM e BM sucessivas pouco variáveis | Golfo do México (costa norte), Mar de Java, Golfo de Tonkin |
6. Elementos das Marés
Além dos elementos já definidos na seção anterior, a previsão e o uso operacional das marés requer domínio de alguns conceitos derivados essenciais. (Miguens, 10.1.5)
Fórmula operacional e seus termos
C = D + E (profundidade real = sondagem + altura da maré) C = B + A (profundidade real = distância quilha-fundo + calado)
A sondagem (D) é a distância vertical do NR ao fundo, conforme cartografada na carta náutica. A altura da maré (E) é a distância do NR ao nível atual — pode ser positiva, nula ou mesmo negativa (maré abaixo do NR).
Observações de segurança operacional
- Ao aumentar a velocidade, a popa do navio afunda (squat) — exige maior profundidade mínima que a calculada para velocidade reduzida.
- Caturro e arfagem exigem margem adicional, especialmente em navios compridos e estreitos em mar de través para vante.
- A folga das espias numa atracação é função principalmente da amplitude da maré, mas também da corrente, do vento, do estado de carga e do tipo de cais.
7. Planos de Referência (NR, MLWS, MHWS, Z₀)
Os planos de referência definem os zeros a partir dos quais se medem alturas e profundidades. A compreensão correta é condição de segurança para o cálculo da profundidade real e para a interpretação das informações náuticas. (Miguens, 10.1.7)
| Sigla | Nome (PT) | Posição relativa | Uso principal |
|---|---|---|---|
| NR | Nível de Redução | Zero das cartas náuticas — base de tudo | Referência para sondagens e alturas de maré; = MLWS nas cartas brasileiras |
| MLWS | Baixa-mar média de sizígia | Igual ao NR — nível mais baixo típico | Adotado pela DHN como NR nas Cartas Náuticas brasileiras |
| MLWN | Baixa-mar média de quadratura | Acima do MLWS | Parâmetro do quadro "Informações sobre a Maré" |
| MLW | Baixa-mar média | Entre MLWS e MLWN | Referência estatística |
| NM / MSL | Nível Médio do Mar | Centro da curva de oscilação | Referência para altitudes de pontos em terra; observado em período >18,6 anos |
| MHW | Preamar média | Acima do NM | Referência estatística |
| MHWN | Preamar média de quadratura | Acima do MHW | Parâmetro do quadro "Informações sobre a Maré" |
| MHWS | Preamar média de sizígia | Topo — nível mais alto típico | Parâmetro do quadro "Informações sobre a Maré"; diferença MHWS–MLWS = amplitude máxima média |
"O Nível de Redução normalmente corresponde ao nível médio das baixa-mares de sizígia (MLWS) nas cartas náuticas brasileiras. É um nível abaixo do qual o mar não desce senão raramente." — Miguens, 10.1.7
8. Previsão das Marés e Tábuas (DHN)
A principal ferramenta de previsão de marés para a navegação brasileira é a publicação DG6 — Tábuas das Marés, editada anualmente pela Diretoria de Hidrografia e Navegação (DHN). Cobre 54 estações maregráficas: portos, terminais, barras, ilhas oceânicas e fundeadouros, do Norte para o Sul, além da Estação Antártica Comandante Ferraz (Baía do Almirantado, Antártida). (Miguens, 10.1.9)
Tábuas das Marés — Estrutura da Publicação
Cada página da Tábua contém: (1ª linha) nome do porto/local, estado/país e ano; (2ª linha) coordenadas geográficas e fuso horário; (3ª linha) sigla da instituição, número de componentes harmônicas usadas, cota do NM sobre o NR e número da Carta Náutica; (corpo) quatro colunas por mês com horas e alturas das PM e BM previstas para cada dia. As horas estão em formato HHMM, no fuso horário padrão do porto — durante o horário de verão, somar 1 hora.
Tabelas I e II — Altura em instante intermediário
Para calcular a altura da maré em horário diferente de uma PM ou BM, usa-se as Tabelas I e II das Tábuas — tabelas permanentes (valem para qualquer ano):
- Tabela I: entradas = duração da meia-maré (enchente ou vazante) + intervalo entre o instante e a PM/BM mais próxima. Saída = centésimo (fração da amplitude).
- Tabela II: entradas = centésimo (da Tabela I) + amplitude da maré. Saída = correção de altura a aplicar.
Na enchente: altura = h_BM + correção Na vazante: altura = h_PM − correção
Previsão para Portos Secundários
As Tábuas fornecem correções (aditivas ou subtrativas em hora e em altura) para portos secundários a partir de um porto de referência. O procedimento: aplicar as correções às PM e BM tabuladas do porto de referência para obter as PM e BM previstas no porto secundário de interesse.
9. Método do Estabelecimento do Porto
O Método Expedito de Previsão (Método do Estabelecimento do Porto) é usado quando não há dados tabulados de PM e BM para o local. Exige o quadro "Informações sobre a Maré" da carta náutica do local e a hora da passagem meridiana da Lua do Almanaque Náutico (publicação DN5). Válido somente onde a maré é semidiurna — no Brasil, de Vitória (ES) para o Norte. (Miguens, 10.1.10)
Suposições e dados fornecidos pelo quadro da carta
- HWF&C (Estabelecimento do Porto) — constante local.
- MHWS, MHWN, MLWN, MLWS — planos de referência do local.
- NM/MSL — cota do NM acima do NR.
Procedimento resumido (6 passos)
- Obter hora da passagem meridiana da Lua em Greenwich (Almanaque Náutico DN5).
- Aplicar correção de longitude → hora local da passagem meridiana.
- Somar HWF&C → hora da PM de sizígia. Intervalo PM–PM = 12h 25min; PM–BM = 6h 13min (1/4 do dia lunar de 24h 50min).
- Calcular altura da PM: interpolação linear entre MHWN e MHWS conforme distância em dias à sizígia (14 dias entre sizígia e sizígia; 7 dias entre sizígia e quadratura).
- Calcular hora da BM: PM ± 6h 13min.
- Calcular altura da BM: h_BM = 2×NM − h_PM (simetria PM/BM em relação ao NM).
Precisão típica: o exemplo de Suape (21/JUL/2021) mostrou diferença de ~1 hora nos horários e ~0,1 m nas alturas entre o Método Expedito e as Tábuas das Marés — razoável para fins de navegação, mas não substitui as Tábuas quando disponíveis.
10. Correntes de Maré: Gênese e Cartas
A corrente de maré e a maré vertical são efeitos de uma mesma causa — as forças astronômicas da Lua e do Sol. As forças geradoras produzem primeiro o movimento horizontal da massa líquida (corrente de maré) e depois o movimento vertical do nível (maré). Por isso, maré e corrente de maré devem ser estudadas em conjunto. (Miguens, 10.2.1)
Corrente axial alternativa (portos e canais)
Em entradas de porto e canais estreitos, onde as forças astronômicas diretas são desprezíveis, a corrente de maré resulta da diferença de nível entre o oceano e o interior do porto. O fluxo forma uma corrente axial alternativa que muda de sentido periodicamente:
- Velocidade máxima para dentro → aproximadamente na PM (quando o nível exterior supera o interior).
- Velocidade máxima para fora → aproximadamente na BM (quando o nível interior supera o exterior).
- Velocidade nula → quando a maré atinge o NM (diferença de nível = zero). Este é o instante de inversão da corrente — não coincide necessariamente com PM ou BM.
Corrente rotatória (oceano aberto)
No oceano aberto, as correntes de maré têm caráter rotatório — giram continuamente sem inversão brusca de sentido — por efeito do Efeito de Coriolis, que desvia as correntes para a direita no Hemisfério Norte e para a esquerda no Hemisfério Sul. (Miguens, 10.2.1)
Cartas de Correntes de Maré (DHN)
A DHN publica Cartas de Correntes de Maré — publicações específicas (não são cartas náuticas convencionais) para determinados portos. Cada publicação contém instruções de uso, exemplo resolvido e uma coletânea de pequenas cartas do porto com setas de direção e números de velocidade (em nós), referidas à hora da PM prevista. (Miguens, 10.2.2)
| Localidade coberta pelas Cartas de Correntes de Maré (DHN) |
|---|
| Rio Amazonas — da Barra Norte ao Porto de Santana |
| Rio Pará — de Salinópolis a Belém |
| Proximidades da Baía de São Marcos e Portos de São Luís e Itaqui |
| Portos de Itapessoca e de Luís Correia |
| Porto de Natal · Porto de Salvador · Porto de Madre de Deus · Porto de Vitória |
| Baía de Guanabara · Porto de Santos · Porto de Paranaguá |
Disponíveis em papel (EMGEPRON/BHMN) e em formato digital no sítio do Centro de Hidrografia da Marinha (CHM).
11. Utilização das Cartas de Correntes
A seleção da carta correta é feita pela diferença em horas entre o instante considerado e o da PM prevista mais próxima (não necessariamente a mais recente — pode ser uma PM futura se estiver mais próxima em módulo). Há uma carta para cada hora de referência ao longo do ciclo completo. (Miguens, 10.2.3)
Procedimento de consulta (4 passos)
- Obter a PM prevista mais próxima ao instante de interesse (via Tábuas das Marés ou SISCORAR).
- Calcular a diferença em horas: instante − PM mais próxima (resultado pode ser positivo ou negativo). Selecionar a carta correspondente.
- Na carta, localizar o ponto de interesse → ler rumo e velocidade da corrente.
- Aplicar fator de correção de velocidade se a situação não for de sizígia (usando o ábaco do início da publicação). As direções não recebem correção.
SISCORAR — Sistema de Previsão de Correntes por Modelagem Numérica
O SISCORAR (Sistema de Previsão de Correntes de Maré em Águas Rasas) foi desenvolvido pela REMO (cooperação CHM–Petrobras), lançado em 2018. A versão 2.0, lançada em 28 de setembro de 2020, incluiu as Baías de Guanabara e Sepetiba (RJ). Funciona totalmente off-line; fornece previsões horárias para qualquer data passada ou futura; exibe correntes como vetores ou linhas de fluxo. (Miguens, 10.2.4)
Limitação do SISCORAR: considera apenas a maré astronômica — exclui efeito do vento, marés meteorológicas e circulação por diferença de densidade. Em tempo adverso, as cartas (e o SISCORAR) devem ser interpretados com reservas.
12. Correntes Oceânicas: Circulação Geral
As correntes oceânicas resultam do efeito combinado de dois processos: (1) processos termohalinos — variações de temperatura e salinidade que alteram a densidade e geram fluxos verticais e horizontais — e (2) a ação dos ventos sobre a superfície das águas em decorrência do aquecimento solar desigual da atmosfera. (Miguens, 10.3.1)
Circulação termohalina (profunda e vertical)
A circulação termohalina é causada por variações de densidade da água do mar (função de temperatura e salinidade). Água mais densa afunda, percorre o fundo dos oceanos em escala de séculos e retorna à superfície em outras regiões — o chamado Global Conveyor Belt (correia transportadora global). A densidade superficial aumenta principalmente por resfriamento (Atlântico Norte, no inverno) e por congelação (Oceano Austral — a formação de gelo libera sal, aumentando a salinidade residual). (Miguens, 10.3.2)
Circulação pelo vento (superficial e horizontal)
Os grandes sistemas de vento atmosférico arrastam as águas superficiais, gerando uma circulação eminentemente horizontal e superficial — de maior interesse para a navegação. O Transporte de Ekman desvia a corrente de superfície 90° à direita do vento no HN e 90° à esquerda no HS — por efeito do Coriolis. (Miguens, 10.3.3)
Giros oceânicos (Gyres)
O padrão básico de circulação superficial é um sistema quase fechado chamado Giro, centrado nas regiões subtropicais (~30°N e ~30°S). (Miguens, 10.3.4)
| Hemisfério / Oceano | Sentido do giro | Correntes de borda Oeste (rápidas) | Correntes de borda Leste (lentas) |
|---|---|---|---|
| Atlântico Norte, Pacífico Norte | Dextrogiro (horário) | Corrente do Golfo; Kuro Shio (25–60 mn/dia) | Corrente das Canárias; Corrente da Califórnia (~2–4 mn/dia) |
| Atlântico Sul, Pacífico Sul, Índico Sul | Sinistrogiro (anti-horário) | Corrente do Brasil; Corrente Leste da Austrália | Corrente de Benguela; Corrente do Peru |
13. Principais Correntes Oceânicas
Atlântico (Norte e Sul)
| Corrente | Hemisfério / Oceano | Sentido | Velocidade / Característica |
|---|---|---|---|
| Corrente do Golfo | Atlântico Norte | N → NE ao largo dos EUA; "rio dentro do mar" | 1,2–1,4 m/s (2,3–2,7 nós); borda Oeste — estreita e rápida |
| Corrente da Flórida | Atlântico Norte | N pelo Estreito da Flórida | >1,6 m/s (3 nós) no estreito |
| Corrente Norte Equatorial | Atlântico Norte | W (faixa dos alísios de NE) | ~0,7 nó; alimentada pela Corrente das Canárias |
| Corrente das Canárias | Atlântico Norte | S ao largo de África Ocidental | Fria e lenta; borda Leste do giro Norte |
| Contracorrente Equatorial | Equatorial | E (entre os giros Norte e Sul) | Alimenta a Corrente da Guiné na costa africana |
| Corrente Sul Equatorial | Atlântico Sul | W (alísios de SE, sobre e ao S do Equador) | Motor do giro Sul-Atlântico; bifurca-se ao atingir o Brasil |
| Corrente do Brasil | Atlântico Sul | S ao longo da costa brasileira até ~40°S | Quente e salina (origem equatorial/tropical); borda Oeste |
| Corrente de Benguela | Atlântico Sul | N ao longo da costa ocidental africana | Fria; afloramento de águas subsuperficiais (ressurgência); borda Leste |
| Corrente das Malvinas (Falklands) | Atlântico Sul | N ao largo da Argentina | Fria; proveniente da Corrente Circumpolar Antártica |
Oceano Austral, Índico e Pacífico
| Corrente | Oceano / Região | Sentido | Destaque |
|---|---|---|---|
| Corrente Circumpolar Antártica | Oceano Austral | Leste (ao redor do continente) | Maior transporte volumétrico superficial; conecta os três oceanos; sem barreiras terrestres |
| Corrente das Agulhas | Índico Sul | S ao longo da costa E africana → curva para L | Forte e quente — análoga ao Golfo no Atlântico |
| Corrente Monçônica | Índico Norte | Inverte sazonalmente com as monções | Único oceano com inversão sazonal completa da circulação superficial |
| Kuro Shio | Pacífico Norte | N próximo ao Japão | Análogo ao Golfo; ~0,85 m/s (1,6 nós); borda Oeste |
| Corrente do Peru (Humboldt) | Pacífico Sul | N ao largo da costa W da América do Sul | Fria; lenta; associada à ressurgência intensa (Peru/N Chile) |
14. Fenômenos Associados (Ressurgência, El Niño)
O Transporte de Ekman — desvio de 90° da corrente superficial em relação ao vento — explica dois fenômenos verticais de grande importância ecológica e climática: a ressurgência e a subsidência. (Miguens, 10.3.6)
Ressurgência (Upwelling)
Ocorre quando o vento sopra paralelamente à costa e o Transporte de Ekman dirige as águas superficiais para o largo. A água subsuperficial (100–200 m de profundidade) ascende lentamente junto à costa — fria, rica em sais nutrientes, favorecendo grande desenvolvimento de fitoplâncton e grandes populações de peixes. Localização clássica: costas ocidentais dos continentes (Benguela, Peru, Califórnia, Austrália Ocidental). (Miguens, 10.3.6)
Brasil — Cabo Frio (RJ): o vento NE sopra paralelamente à costa e, no HS, o Transporte de Ekman dirige as águas superficiais para o largo (sudeste). A água fria e rica em nutrientes ascende à superfície — ressurgência clássica do Cabo Frio, mais intensa no verão. É uma exceção ao padrão de costa ocidental — aqui ocorre numa costa oriental, por condição geográfica favorável.
Subsidência (Downwelling)
A subsidência ocorre quando os movimentos de água induzidos pelo vento paralelo à costa são em direção à costa (Transporte de Ekman convergente) — produz submersão das águas superficiais. O resultado é inverso ao da ressurgência: águas superficiais quentes e pobres em nutrientes dominam a costa.
El Niño
O El Niño é a extensão anômala para sul da Contracorrente Equatorial no Pacífico, que avança anormalmente até ~12°S ao largo do Equador e Peru (tipicamente no inverno HN). Quando isso ocorre além do usual: precipitações aumentam até 100× o normal; grande mortandade de peixes pela supressão da ressurgência; distúrbios climáticos globais. É um fenômeno oceano-atmosférico acoplado — sua manifestação oceânica primária é de corrente. (Miguens, 10.3.5e)
Fontes de informação sobre correntes oceânicas
As principais fontes para o navegante são: (1) Cartas-Piloto — produzidas mensalmente pela DHN (Atlântico Sul Ocidental) e pela NGA/EUA (demais oceanos); apresentam direção (seta) e velocidade (nós) das correntes superficiais; (2) Cartas Náuticas — algumas indicam correntes ou informam em Notas de Precaução; (3) Roteiros DHN — seção "Marés e Correntes" com informações por trecho de costa — devem ser sempre consultados.
15. Pegadinhas Comuns
As pegadinhas abaixo correspondem aos erros mais frequentes em questões sobre marés e correntes nas provas de praticante — compiladas do Q-WA e das transcrições do Miguens. Leia cada item antes da prova.
- PM não é o instante de máxima corrente de entrada. A corrente axial alternativa é máxima durante a enchente, não no instante da PM. A inversão da corrente ocorre quando a maré atinge o NM — momento intermediário entre PM e BM. A DG6 alerta explicitamente: PM e BM tabuladas "nem sempre coincidem com os instantes em que a corrente inverte". (Ref: p. 10-27)
- Maré abaixo do NR é possível e vem registrada nas Tábuas. O NR = MLWS não é o nível mais baixo possível — é a média das BM de sizígia. Por definição, o mar desce abaixo dele com certa frequência. As Tábuas registram alturas negativas. Nesses casos a profundidade real é menor que a sondagem da carta — risco de encalhe. (Ref: p. 10-13)
- Sizígia = Lua Nova E Lua Cheia (não apenas Lua Nova). Sol–Terra–Lua alinhados com Lua no meio = Lua Nova. Sol–Terra–Lua alinhados com Terra no meio = Lua Cheia. Ambas são sizígia; ambas geram águas vivas. Quadratura = Quarto Crescente + Quarto Minguante (ângulo reto). (Ref: p. 10-6)
- Amplitude ≠ altura da maré. Amplitude = h_PM − h_BM — distância PM–BM, característica do ciclo. Altura da maré = distância nível atual–NR, varia a cada instante. São grandezas diferentes; confundi-las invalida o cálculo de profundidade real. (Ref: p. 10-10)
- NR ≠ NM: planos distintos, usos distintos. NM (MSL) → referência para altitudes em terra. NR (MLWS) → referência para sondagens e alturas de maré. No quadro "Informações sobre a Maré", o campo "NM/MSL" mostra numericamente a cota do NM acima do NR. (Ref: p. 10-13)
- Horário de verão: somar 1 hora às Tábuas. As horas nas Tábuas estão no fuso padrão do porto. Durante o horário de verão, somar 1 hora para obter a hora local vigente. Esquecer isso desloca todas as previsões em 1 hora. (Ref: p. 10-22)
- Tabelas I e II e Método Expedito: somente de Vitória (ES) para o Norte. Pressupõem curva senoidal — válida apenas onde a maré é semidiurna. Ao Sul do Brasil, a curva não é senoidal; o erro ultrapassa a margem de 10% da amplitude. (Ref: p. 10-17 e p. 10-21)
- A carta de correntes é selecionada pela PM mais PRÓXIMA, não pela mais recente. No exemplo de Guanabara (1200h), a PM mais próxima era a de 1454h (futura), gerando "3 horas antes da PM". Usar a PM anterior (0156h) daria resultado errado de +10h. (Ref: p. 10-24)
- Direções nas Cartas de Correntes NÃO recebem correção para fora da sizígia. O fator de correção do ábaco aplica-se SOMENTE às velocidades. As direções são válidas para qualquer amplitude. Aplicar o fator à direção é erro de procedimento. (Ref: p. 10-24)
- Transporte de Ekman: a corrente vai 90° do vento, não na direção do vento. Vento NE ao largo da costa brasileira gera corrente que vai para o largo (SE, 90° à esquerda no HS) — não para o Sul. Esse desvio explica a ressurgência do Cabo Frio. (Ref: p. 10-31)
- Corrente Circumpolar Antártica: direção Leste (não Oeste). Impulsionada pelos fortes ventos de Oeste nessas latitudes, circula para Leste ao redor do continente. Junto à própria costa da Antártida há uma corrente local para Oeste (ventos polares de Leste) — os dois sentidos coexistem em latitudes próximas. (Ref: p. 10-35)
- Corrente do Brasil é QUENTE e salina (não fria). É ramo da Sul Equatorial, de origem tropical. A corrente fria que afeta a costa sul-americana é a Corrente das Malvinas (lado argentino). A fria do lado africano é a Benguela. (Ref: p. 10-34)
- El Niño é fenômeno de CORRENTE oceânica (não só de vento). A manifestação oceânica primária é a extensão anômala da Contracorrente Equatorial para sul até ~12°S. A componente atmosférica (ventos e precipitações) é consequência do acoplamento oceano-atmosfera. (Ref: p. 10-38)
- HWF&C é constante do porto — não varia com a data ou a fase lunar. É determinado por longas séries de observações e condicionado pela topografia local. O que varia com a fase lunar é a hora da passagem meridiana da Lua, não o HWF&C. (Ref: p. 10-12)
16. Síntese Esquemática
Quadro condensado dos três fenômenos do Cap. 10 — para revisão rápida antes da prova:
╔══════════════════════════════════════════════════════════════════════════════╗ ║ CAPÍTULO 10 — SÍNTESE ESQUEMÁTICA ║ ╠══════════════════════════════════════════════════════════════════════════════╣ ║ MARÉS (III.40) ║ ║ ├─ Causa: força trativa (resultante Lua/Sol × aceleração centrípeta) ║ ║ ├─ Ciclo: ~24h 50min (dia lunar) → 2 PM + 2 BM (semidiurna) ║ ║ ├─ Sizígia (LN+LC) → águas vivas (amp. máx.) │ Quadratura → águas mortas ║ ║ ├─ Tipos: Semidiurna (N/NE Brasil) │ Mista │ Diurna (Golfo do México) ║ ║ │ ║ ║ ├─ Planos de referência (do mais baixo ao mais alto): ║ ║ │ MLWS = NR → MLWN → MLW → NM/MSL → MHW → MHWN → MHWS ║ ║ │ NR = zero das cartas (sondagens + alturas de maré) ║ ║ │ NM = zero das altitudes (topografia) ║ ║ │ ║ ║ ├─ Previsão — DG6 Tábuas DHN: 54 portos, anual ║ ║ │ • Altura intermediária: Tabela I (centésimo) + Tabela II (correção) ║ ║ │ • Válidas SOMENTE de Vitória (ES) para o Norte ║ ║ │ • Horário de verão: somar 1 hora às Tábuas ║ ║ │ ║ ║ └─ Método Expedito (sem Tábuas): Passagem Lua + HWF&C → PM; BM = 2×NM−PM ║ ║ Intervalos: PM–PM = 12h25min │ PM–BM = 6h13min ║ ╠══════════════════════════════════════════════════════════════════════════════╣ ║ CORRENTES DE MARÉ (III.41) ║ ║ ├─ Mesma causa das marés — movimento horizontal → vertical ║ ║ ├─ Porto/canal: axial alternativa (inverte no NM, não na PM/BM) ║ ║ ├─ Oceano aberto: rotatória (Coriolis) ║ ║ ├─ Fontes: Cartas DHN (11 locais) │ SISCORAR 2.0 (2020) │ Cartas náuticas ║ ║ │ Seleção: PM mais próxima (em módulo); velocidade corrigida; dir. = OK ║ ║ └─ Limitação SISCORAR: somente maré astronômica (sem vento/densidade) ║ ╠══════════════════════════════════════════════════════════════════════════════╣ ║ CORRENTES OCEÂNICAS (III.42) ║ ║ ├─ Causas: termohalina (profunda) + vento (superficial — naut. relevante) ║ ║ ├─ Transporte de Ekman: 90° dir. do vento (HN) │ 90° esq. (HS) ║ ║ ├─ Giros: dextrogiro (HN) │ sinistrogiro (HS) │ borda Oeste = mais rápida ║ ║ ├─ Atlântico: Golfo (quente, N) │ Brasil (quente, S) │ Benguela (fria, N) ║ ║ ├─ Austral: Circumpolar → Leste (conecta 3 oceanos) ║ ║ ├─ Índico: única inversão sazonal (monções) ║ ║ ├─ Ressurgência: costas ocidentais; Cabo Frio (RJ) = exceção oriental ║ ║ ├─ El Niño: extensão anômala da Contracorrente Equatorial → S até ~12°S ║ ║ └─ Fontes: Cartas-Piloto (DHN/NGA) │ Cartas náuticas │ Roteiros DHN ║ ╚══════════════════════════════════════════════════════════════════════════════╝
| Parâmetro | Sizígia | Quadratura |
|---|---|---|
| Fase lunar | Lua Nova (id. 0) + Lua Cheia (id. 14) | Quarto Crescente (id. 7) + Quarto Minguante (id. 21) |
| Configuração | Sol–Terra–Lua alinhados | Sol e Lua em ângulo reto em relação à Terra |
| Forças geradoras | Se somam | Parcialmente se opõem |
| Tipo de maré | Águas vivas | Águas mortas |
| Amplitude | Máxima (PM acima da média; BM abaixo) | Mínima (PM abaixo da média; BM acima) |
| Planos característicos | MHWS (PM) e MLWS = NR (BM) | MHWN (PM) e MLWN (BM) |
17. Encerramento
O Capítulo 10 do Miguens entrega ao Praticante de Prático a base quantitativa para operar com segurança em qualquer regime de maré da costa brasileira — desde o semidiurno de grande amplitude de Salinópolis até as marés mistas do sul com desigualdades diurnas. O domínio do ciclo de marés, dos planos de referência, das Tábuas DHN e do Método Expedito é condição sine qua non para calcular profundidades reais, selecionar horários de passagem em barras rasas e dimensionar folgas de espias na atracação.
As correntes de maré — frequentemente ignoradas por candidatos que focam apenas no nível vertical — são igualmente críticas: a diferença entre uma atracação suave e uma colisão de passadiço pode ser a percepção correta de que a inversão da corrente não coincide com o instante da PM. O SISCORAR 2.0 é a ferramenta de última geração para prever essas correntes; as Cartas de Correntes DHN permanecem o padrão de referência para 11 portos brasileiros.
As correntes oceânicas completam o quadro: o navegante que cruzar o Atlântico Sul ou operar próximo ao Cabo Frio precisa compreender os giros sinistrogiros, a Corrente do Brasil quente que desce pela costa brasileira, o fenômeno de ressurgência do Cabo Frio e os efeitos do El Niño no Pacífico Sul. As Cartas-Piloto (DHN e NGA) e os Roteiros são as fontes operacionais primárias — devem ser consultados em qualquer planejamento de derrota oceânica.
"O navegante deve manter-se sempre atento à possibilidade de diferenças entre a previsão e a maré observada (...). Em caso de diferenças significativas, deve comunicar à Diretoria de Hidrografia e Navegação (DHN), informando as diferenças de hora e altura, bem como as condições meteorológicas reinantes." — Miguens, 10.1.11b
☐ Sei distinguir NR (MLWS) de NM (MSL) e uso de cada um.
☐ Sei aplicar as Tabelas I e II e conhece seus limites geográficos.
☐ Sei usar o Método Expedito (6 passos) e conheço suas limitações.
☐ Sei selecionar a Carta de Correntes pela PM mais próxima (em módulo).
☐ Sei que a inversão da corrente ocorre no NM, não na PM ou BM.
☐ Sei que o giro do Atlântico Sul é sinistrogiro; Corrente do Brasil é quente.
☐ Sei que a ressurgência do Cabo Frio é causada pelo vento NE + Transporte de Ekman.
☐ Sei que El Niño é extensão anômala da Contracorrente Equatorial para sul.
18. Pontos-chave (paginados, 9 por tela · 45 itens)
Marque cada item conforme entender. O progresso é salvo automaticamente no navegador. Use os botões abaixo para avançar entre páginas.
19. Quizzes (paginados, 10 por tela)
Clique em uma alternativa para receber feedback imediato. Verde = correta; vermelho = errada. Use os botões abaixo para avançar entre páginas.
20. Flashcards (paginados, 9 por tela · 49 cards par-a-par)
Clique no card para virar. Use os botões abaixo para avançar entre páginas.
21. Glossário estruturado (0 termos · 0 grupos)
Termos agrupados por tema. Clique no cabeçalho para expandir/colapsar cada grupo.
22. Mapa conceitual
Mapa mental interativo — comece pela raiz e clique em cada nó para expandir os ramos até as definições objetivas nas folhas.
23. Demais figuras do capítulo
Figuras complementares — ver figuras inline nas sections temáticas para as principais.