🧭 MMPH · Cap.14 — Navegação Radar

Mapa Mental PH (aula enxutíssima) · Miguens, Navegação: A Ciência e a Arte — Vol.1 · III.02-NV · Área III do edital · só o que cai, em esquemas · ✎ marque lacunas e oclusões para revisão ativa
☀️
O que éO radar é o olho que enxerga no escuro e na cerração: mede distância à margem, confirma posição em porto sem amers e decide a evasão de alvo em rumo de colisão.
Funciona por eco: o tempo de ida-e-volta dá a distância; a direção da antena dá a marcação. A imagem nasce com o próprio navio no centro.

Ver/interpretar a imagem navegar por ela (posição, aterragem, paralela indexada, fundeio) evitar colisão (movimento relativo + ARPA)

EditalAnexo 2-A item 25 (Navegação radar 25.1–25.3) + item 30.1 (Navegação radar ARPA) · Anexo 2-B Cap. 14 (Miguens v.1) + IMO MSC.192(79).

Origem e classificação (§14.1.1)

SiglaRadar = Radio Detection And Ranging. Base: Equações de Maxwell (1871), confirmadas por Hertz (1888); Marconi (1922) descreveu a radiodetecção.
Salto práticoEm 1940 a Univ. de Birmingham criou a magnetron — gera pulsos de alta potência em 9 cm, permitindo radar pequeno a bordo.
Navios mercantes têm em geral apenas o Radar de Navegação (LDP + acompanhar navios p/ evitar abalroamento). É dele que trata o capítulo.

Princípio de funcionamento (§14.1.2a)

  • O de navegação é o Radar de Pulsos (há tb. onda contínua e Doppler).
  • Emite pulsos de RF muito curtos e mede o tempo até o eco. Distância = metade do intervalo × velocidade (percurso round-trip).
  • Antena parabólica gira no sentido horário, 360°; feixe estreito no horizontal, largo no vertical.
Fig. 14-1
Fig. 14-1 — Bandas de frequencia para uso em radar

Bandas do Radar de Navegação (IEEE)

BandaλEmprego
Banda S10 cmNavegação costeira e oceânica
Banda X3 cmAterragem e águas restritas (canais, portos, baías)
Fig. 14-2
Fig. 14-2 — Diagrama em bloco de um sistema radar basico

6 componentes do sistema (§14.1.2b)

ComponenteFunção
FonteFornece as voltagens AC/DC.
ModuladorDispara o transmissor; define a FRI (pulsos/segundo).
TransmissorGera RF em pulsos; a chave T/R (duplexer) alterna transmissão/recepção.
AntenaIrradia feixe direcional e recebe ecos.
ReceptorAmplifica os ecos → pulsos de vídeo.
Indicador (PPI)Produz a indicação visual dos alvos.
Fig. 14-3
Fig. 14-3 — Diagrama polar horizontal de irradiacao
Fig. 14-4
Fig. 14-4 — Largura do feixe
5 constantes descrevem qualquer radar: frequência da portadora · FRI · largura de pulso · rotação da antena · largura do feixe.

Frequência da portadora

λ = c / f maior frequência → menor λ → menor antena frequência mais baixa alcança mais longe (exige antena maior)

Banda S (10 cm)Banda X (3 cm)
Imagemmenos detalhadamais detalhada
Alcancemaiormenor
Chuva/nevemenos afetadamais afetada

Navios atuais têm 2 radares (um S, um X). Casos especiais (fluvial/aviação): 1,25 cm e 0,9 cm.

FRI (Frequência de Repetição de Impulsos)

DefineNº de pulsos/segundo (PRR). Governa o alcance máximo — o eco tem de voltar antes do próximo pulso.

Amáx = c·t / 2 c = 0,161829 mn/µs t = 999 µs → Amáx80,8 mn

Antena a 15 RPM + FRI 1.000 PPS → cerca de 11 pulsos por grau.

Largura de pulso

  • Fixa o alcance mínimo: pulso de 1 µs → alcance mínimo 162 jardas (metade do comprimento de pulso; 324 jd/µs). Pulso curto ≈ 0,1 µs.
  • Pulso longo = mais energia/alcance; pulso curto = mais precisão e melhor discriminação em distância.
Discriminação em distância (menor separação radial de 2 alvos na mesma marcação) = metade do comprimento de pulso.

Rotação da antena

Girar mais devagar → mais pulsos atingem o alvo → imagem melhor. Ex.: 1.000 PPS, feixe 2°, 6 RPM (36°/s) → ~55 pulsos. Radares de navegação: em geral < 60 RPM.

Largura do feixe

  • Horizontal: 1° a 2° nos radares marítimos. Vertical: 15° a 30°.
  • Define a discriminação em marcação, cujo valor = a própria largura do feixe.
  • Linear (tangencial): dt = 35,3427·a·L (jd). Ex.: a=1,5°, L=10 mn → 530 jd; a 5 mn → 265 jd.
  • Medida entre os pontos de meia potência = 71% do máximo.

Horizonte radar (§14.1.3a)

Horizonte geográfico D = 1,93√H a refração normal encurva a onda p/ baixo horizonte radar excede o geográfico em 14%: Dr ≈ 2,21√H

Fig. 14-5
Fig. 14-5 — Horizonte radar, super-refracao e sub-refracao

Ex.: antena 50 m + alvo 100 m → alcance geográfico 32,95 MN; +14% → detecção radar 37,6 MN.

Fig. 14-6
Fig. 14-6 — Propagacao em duto de superficie
CondiçãoCamadasCurvaturaAlcance
Normalatmosfera padrãop/ baixo+14%
Super-refraçãoquente/seco sobre frio/úmidomais p/ baixoaumenta (trópicos)
Sub-refraçãofrio/úmido sobre quente/secop/ cimadiminui máx e mín (polos)
Fig. 14-8
Fig. 14-8 — Diagrama de cobertura vertical
Fig. 14-10
Fig. 14-10 — Apresentacao estabilizada
Não troque as camadas: super = quente/seco sobre frio/úmido (↑ alcance); sub = frio/úmido sobre quente/seco (↓ alcance).

Propagação em dutos (§14.1.3a)

Energia em ângulo ≤ 1° presa num duto de superfície. Perdas mínimas → alvos detectados a 1.400 milhas (Mar Arábico: até 1.500 milhas), muito além do horizonte radar.

Fig. 14-11
Fig. 14-11 — Apresentacao nao-estabilizada

Superfície do mar, difração e atenuação (§14.1.3b–e)

  • Mar: onda direta + refletida; em fase reforçam, defasadas se anulam → zonas de desvanecimento (lóbulos e nulos).
  • Difração (encurva no obstáculo): maior nas frequências baixas; radar usa freq. alta → pouca difração.
  • Atenuação (dispersão + absorção): maior nas frequências altas (menores λ).
Fig. 14-13
Fig. 14-13 — Controle de ganho
Fig. 14-14
Fig. 14-14 — Controle do ganho e discriminacao em distancia

PPI (§14.1.4)

PPIPlan Position Indicator: navio no centro; distância cresce do centro à borda; marcações 000° a 360° no sentido horário na periferia. Sempre movimento relativo.
Ao guinar…Estabilizada (giro)Não-estabilizada
Referência p/ cimanorte verdadeiro (000°)proa (000°)
Fica paradoa imagema linha-de-fé
Se movea linha-de-féa imagem
Estabilizada (norte p/ cima): imagem parada, linha-de-fé gira. Não-estabilizada (proa p/ cima): linha-de-fé parada, imagem gira.

Ferramentas: cursor de marcação (bearing cursor) + estrobo de distância (VRM / range strobe); imagens = "pip". Escalas fixas: 0,25; 0,5; 0,75; 1,5; 3,0; 6,0; 12; 24; 48 MN. Regra: escala mais curta possível.

Controles operacionais (§14.1.5)

  • Ganho: deixar a tela levemente salpicada (leve nódoa de fundo) = receptor mais sensível.
  • Ganho excessivo funde 2 alvos num só "pip"; reduzir separa — melhora a discriminação em distância.
ControleCombateAtua emCuidado
STC (Anti-Clutter Sea)retorno do marecos próximos (até 4–5 MN; nulo > 8 MN)nunca apagar todo o clutter nem deixar fixo
FTC (Anti-Clutter Rain)chuva/granizo/nevetodo o PPIreduz a sensibilidade geral
Sintonia: refazer até ~30 min após ligar (válvula Klystron; quase todos têm AFC). A linha-de-fé pode mascarar ecos pela proa → reduzi-la ao mínimo periodicamente.

Fatores de erro (§14.2.1)

DiscriminaçãoEm marcação = largura do feixe (alvos surgem mais largos → falsa linha de costa). Em distância = metade do comprimento de pulso (reboque vira 1 imagem só).

Setores de sombra: alvo grande oculta menor atrás; obstáculos do navio (mastros/chaminés) geram arcos cegos.

Fig. 14-16
Fig. 14-16 — Falsa linha de costa por falta de discriminacao em marcacao
Eco falsoMarcaçãoDistância
Múltiplo (duplo/triplo)a mesma do alvo realmúltipla da correta (2×, 3×)
Indiretoda superfície refletora do naviomesma do eco verdadeiro
Entre 2 naviosdo alvo verdadeiromaior que a real (mais fraco)
Lateral (lóbulos 2ários)em arco ao redorraio = distância ao alvo
Fig. 14-17
Fig. 14-17 — Rebocador e rebocado formam uma so imagem no radar

Alvos terrestres (§14.2.2)

Regra geral: quanto mais vertical a superfície, mais forte o eco. Côncava focaliza de volta; convexa espalha. Penhasco/ponte = eco forte; praia baixa/restinga = eco fraco.

Cidades (paredes em ângulo reto = triedro) aparecem fortes e cedo — a 25 milhas ou mais, muitas vezes antes da própria linha de costa.

Fig. 14-18
Fig. 14-18 — Setor de sombra radar
Fig. 14-19
Fig. 14-19 — Diagrama de irradiacao horizontal da antena

Alvos no mar (§14.2.3)

  • Aço = ótimo refletor; eco mais forte de través (ângulo do alvo 090° ou 270°). Madeira/fibra respondem mal → refletor radar.
Fig. 14-21
Fig. 14-21 — Eco falso (eco indireto)
EmbarcaçãoDetecção normal
Traineiras6 a 9 milhas
Navio pequeno (até 1.000 t)6 a 10 milhas
Navio 10.000 t10 a 16 milhas
Navio 50.000 t16 a 20 milhas
Fig. 14-22
Fig. 14-22 — Eco falso por reflexao de energia de um alvo para outro
Fig. 14-24
Fig. 14-24 — Distorcoes na linha de costa radar pela largura do feixe e do pulso
Boias não servem para posição precisa: podem ter garrado por corrente/ressaca/abalroamento — usar com cautela.

Meteoros (§14.2.4)

Regra de ouro: em qualquer precipitação, nuvem, nevoeiro ou smog, o radar de 10 cm (banda S) é menos afetado que o de 3 cm (banda X) — menores λ são mais atenuados.
  • Neve: às vezes detectada com 3 cm, mas não com 10 cm; mascara e deforma alvos.
  • Cegueira radar: chuva + mar agitado → reduzir velocidade e navegar como em cerração.
TermoVisibilidadeEfeito
Neblina> 1 kmreduz alcance
Nevoeiro≤ 1 km (0,54 MN)não aparece; reduz alcance
Nevoeiro pesado≤ 100 malcance a 60% do normal

Gelo: grandes icebergs a 15–20 milhas (mar calmo); bergy bits ≤ 3 milhas; growlers/ice floes (até 2 m) = alvo péssimo → exigem vigilância visual.

Fig. 14-27
Fig. 14-27 — Boias luminosas com refletores-radar

Auxílios à navegação radar (§14.2.5)

Passivoreflete a energia: refletor-radar (diedro / triedro trirretângulo). IMO recomenda p/ embarcações < 100 t.
Ativotransmite um sinal de RF: RACON, RAMARK, RTE.
RACONRAMARK
SentidoRadar BeaconRadar Marker
Disparoexcitado pelo pulso do radartransmite sozinho
No PPIsinal Morse da posição do equip., radial p/ foralinha radial a partir do centro
Fornecemarcação + distânciasó a marcação
Fig. 14-28
Fig. 14-28 — Sinal codificado de RACON O
Fig. 14-29
Fig. 14-29 — Sinal RAMARK pontilhado e tracejado
RACON é excitado e dá marcação e distância (Morse, da posição do equip.); RAMARK transmite sozinho e dá marcação (linha radial do centro). RTE = amplifica o eco sem codificação.
Hierarquia sagrada: a distância radar é mais precisa que a marcação radar → em águas restritas, posicionar-se por distâncias.

Distância radar (§14.3.1a)

  • Precisão ~100 jardas até o horizonte radar.
  • Calibragem satisfatória se a diferença carta × radar for < 1,5% do alcance da escala usada.
Fig. 14-30
Fig. 14-30 — Medicao de distancia radar

Marcação radar (§14.3.1b)

Erro dominante = largura do feixe: difere da real por ~metade da abertura angular. Precisão só de 2° a 3°. Reduzir o ganho aproxima a marcação da verdadeira.

Fig. 14-31
Fig. 14-31 — Distorcao na marcacao pela largura do feixe
Fig. 14-32
Fig. 14-32 — Posicao por distancia a tres objetos isolados
Fig. 14-33
Fig. 14-33 — Posicao por distancia a tres objetos, dois em direcoes opostas

Métodos de posição — ordem de preferência (§14.3.2)

OrdemMétodoPrecisão
distâncias radar + marcações visuaismelhor
cruzamento de distâncias radar
distância e marcação do mesmo ponto (LDP a 90°)
cruzamento de marcações radarúltimo recurso
Fig. 14-34
Fig. 14-34 — Posicao por marcacoes radar
Fig. 14-35
Fig. 14-35 — Posicao por marcacao e distancia de um mesmo ponto

Usar pelo menos 3 LDP. A interseção de 3+ distâncias normalmente dá a posição mais precisa; pedras/ilhotas isoladas = melhores pontos.

Fig. 14-36
Fig. 14-36 — Correcoes para as distorcoes da largura do feixe
Fig. 14-37
Fig. 14-37 — Posicao por marcacoes tangentes com distancia minima
Fig. 14-38
Fig. 14-38 — Aterragem com o radar
Fig. 14-39
Fig. 14-39 — Distancias radar como LDP de seguranca

Aterragem e LDP de segurança (§14.3.3–4)

Na aterragem as terras do interior dão os primeiros ecos → distâncias indicadas maiores que a real. Combinar sempre com ecobatímetro.
Na LDP de distância de segurança: NÃO reduzir o ganho — é preciso captar os primeiros ecos da linha de costa, não de terras altas do interior.

Fundeio de precisão (§14.3.5)

ElementoDefinição
Círculo de segurançaraio = filame + comprimento do navio; nenhum perigo dentro.
Círculo de "largar o ferro"raio = distância horizontal antena–escovém; é o "zero".
Círculos de distânciaa cada 100 jd até 1.000 jd; depois 1.200, 1.500 e 2.000 jd.
Fig. 14-40
Fig. 14-40 — Circulo de seguranca
O ferro é largado com o navio parado, quando a antena está sobre o círculo de "largar o ferro" (ex.: 75 jardas antena–escovém do ponto de fundeio).

Navegação paralela indexada (§14.3.6)

ConceitoRetas paralelas ao rumo no fundo na carta e na tela → mostram em tempo real o afastamento da derrota e a aproximação de perigos.
A reta é traçada paralela ao rumo no fundonunca à proa nem à proa esperada.
Símbolo na cartaRepresenta
Linha contínuaretas paralelas indexadas principais
Linha tracejadaretas de segurança
Linha pontilhadacurvas de guinada
Fig. 14-41
Fig. 14-41 — Derrota de aproximacao para o fundeio de precisao
Fig. 14-42
Fig. 14-42 — Reta paralela indexada
Fig. 14-44
Fig. 14-44 — Tracado da derrota e das retas paralelas indexadas
  • Radar: pulso curto + faixa estreita; escala < 6 milhas; boa linearidade da repetidora é pré-requisito.
  • Erro de distância: soma das 2 distâncias radar − distância na carta = dobro do erro.
Fig. 14-45
Fig. 14-45 — Retas de seguranca
Fig. 14-47
Fig. 14-47 — Planejamento da guinada na navegacao paralela indexada

Movimento relativo (§14.4.1)

2 elementosDMR = Direção do Movimento Relativo · VMR = Velocidade do Movimento Relativo. A imagem radar é sempre movimento relativo.

Ex.: R rumo 000° a 15 nós, M rumo 026° a 22 nósDMR = 063°, VMR = 11 nós.

A plotagem relativa não é o movimento verdadeiro do alvo; rumo/velocidade reais exigem o triângulo de velocidades.

Método do movimento relativo (§14.4.2)

  • Diagrama das posições relativas: R fixo no centro; M = navio manobrador (M1, M2…). Extrai DMR, distância relativa, VMR e o PMA.
  • PMA (Ponto de Maior Aproximação) = perpendicular de R à DMR; é o elemento mais importante p/ a segurança.
Fig. 14-50
Fig. 14-50 — Movimento relativo entre dois navios
VetorRepresenta
t → rmovimento verdadeiro de R (000°, 15)
t → mmovimento verdadeiro de M (026°, 22)
r → mmovimento relativo: direção = DMR, grandeza = VMR
O vetor do movimento relativo é sempre tomado de r para m — atenção p/ não ler a recíproca.

Rosa de Manobra (§14.4.3)

  • Folha de plotagem da DHN; círculo externo 000° a 360°; 5 escalas (1:1 a 5:1) — usar sempre a maior possível.
  • Regra dos Três Minutos: velocidade (nós) = distância (jardas) em 3 min ÷ 100.
  • Regra dos Seis Minutos: velocidade (nós) = distância (milhas) em 6 min × 10.
Fig. 14-54
Fig. 14-54 — Plotagem relativa na rosa de manobra
Marcação constante + distância diminuindo = rumo de colisão — admitir risco.

Resolução de problemas (§14.4.4)

5 grandezas-chaveDMR · VMR · PMA (marcação, distância e hora) + rumo e velocidade verdadeiros do alvo.
  • Reduzir/parar máquinas → o movimento relativo dos contatos gira para vante (tende a cruzar a proa com segurança).
  • Alvo parado (boia/fundeado): movimento relativo com rumo oposto ao do navio e velocidade igual — reconhecível sem completar o diagrama.

Plotagem em tempo real (§14.4.5)

Plota sobre o próprio PPI (plotador de reflexão) em tráfego denso. Depende de apresentação estabilizada pela giro; leitura aproximada, não substitui o cálculo formal.

Fig. 14-67
Fig. 14-67 — Acompanhamento de contatos

ARPA (§14.4.6)

ARPAAutomatic Radar Plotting Aids (item 30.1 do edital). Contato a 17 milhas → solução em ~2 min; examina ~200 ecos, mostra até 40 vetores; calcula CPA/TCPA com alarme.
O ARPA não dispensa o navegante: sujeito a falhas e indicações falsas; não substitui a vigilância visual.

Movimento verdadeiro (§14.5)

Mov. relativoMov. verdadeiro
Entradassó os ecosecos + giro + odômetro
Alvo em colisãofácil (marcação constante)difícil, salvo proa/popa
Alvo paradotem mov. aparente (confunde)aparece sem movimento
Fig. 14-68
Fig. 14-68 — Acompanhamento de contatos (manobra)
Vantagem do movimento verdadeiro: elimina o movimento aparente de alvos parados → ideal p/ canais estreitos (reconhecer boias/balizas).

Regra de ouro (§14.6)

Em baixa visibilidade, ao detectar por radar outro navio em rumo de colisão, manobrar sempre com ampla antecedência — não há garantia de que o outro navio também o esteja enxergando.