Para que servem
Os 5 tipos (ordem crescente de instrumentação)
| # | Tipo | Instrumento | Referência |
|---|---|---|---|
| 1 | Alinhamento | Visual (marcos sobrepostos) | Dois marcos alinhados |
| 2 | Marcação de segurança | Compasso / radiogoniômetro | Farol + tangente ao perigo |
| 3 | Distância de perigo | Radar / trigonometria | Farol próximo aos perigos |
| 4 | Ângulo vertical | Sextante | Farol de altitude h conhecida |
| 5 | Ângulo horizontal | Sextante / difer. de marcações | Dois pontos notáveis |
Pré-requisito operacional antes de qualquer LDP: iluminar a carta (dois critérios: profundidades e distância ao perigo).
O que é
Os limites das áreas perigosas variam de navio para navio: dependem de calado, comprimento, boca e características de manobra (uma área perigosa para um Navio-Aeródromo pode não ser para um Navio-Patrulha).
Critério das profundidades
Prof. mínima segura › = calado + margem de segurança › ou calado + 15% do calado, o que for maior
A critério do Comandante, os limites de lazeira mínima podem ser redefinidos, sempre para incrementar a segurança.
ECDIS e critério da distância
- No ECDIS, as áreas não navegáveis (NON GO AREAS) são destacadas automaticamente em tempo real.
- Critério da distância: linha de perigo traçada à menor distância que o Comandante deseja passar dos perigos (ex.: 2 milhas náuticas de todos os riscos, Fig. 7-2).
Como funciona
Manter a proa (ou, em certas situações, a popa) sobre o alinhamento garante seguir sua direção ou a recíproca — aplicação típica: entrada em portos e canais estreitos.
Alinhamento × luz de setor
| Característica | Alinhamento | Luz de setor |
|---|---|---|
| Estruturas | Duas | Uma |
| Precisão | Maior | Menor |
| Indica limites navegáveis | Não | Sim |
| Tipo de aviso | Contínuo (sobre a linha ou não) | Binário (sim-não) |
Regra fundamental
Geometria: parte-se do ponto de referência (farol, torre, tanque) e traça-se uma tangente ao limite da área perigosa.
a. Perigo por um bordo (Fig. 7-4)
| Marcação ao Farol | Situação | Ação |
|---|---|---|
| > 010° | Águas seguras | Manter rumo |
| = 010° | Sobre a linha de perigo | Atenção máxima |
| < 010° | Em área perigosa | Corrigir rumo já |
Derrota A→B com R=000°, Farol Ponta Alta; marcação de segurança M=010°.
b. Perigo pelos dois bordos (Fig. 7-5)
| Marcação ao tanque | Risco | Correção |
|---|---|---|
| Aproxima-se de 095° | Norte (Molhe Sul) | B-E (boreste) |
| Aproxima-se de 078° | Sul (baixio 20 m) | B-B (bombordo) |
Luzes de setor
O anel de segurança (Fig. 7-7)
| Elemento | Perigo | Círculo |
|---|---|---|
| dB (raio menor) | B — mais próximo do farol | interno |
| dA (raio maior) | A — mais afastado do farol | externo |
Corredor seguro = anel entre os círculos › manter dB < dist. ao Farol C < dA
Distância ao farol obtida por radar (mais comum em navios modernos), por polares (marcação + distância) ou por trigonometria na carta; verificação contínua.
Fundamento e fórmula
d = h · cotg α › (equivale a) tg α = h / d › d = distância · h = altitude · α = ângulo medido com sextante
Passagem entre dois perigos (Fig. 7-9)
Medir dA, dB na carta › tg αA = h/dA e tg αB = h/dB › corredor seguro: αA < αobs < αB
| Ângulo observado | Risco | Correção |
|---|---|---|
| Aumentando → αB | B (mais próximo do farol) | B-B (bombordo) |
| Diminuindo → αA | A (mais afastado do farol) | B-E (boreste) |
Dos pontos salientes dos perigos, visar Farol C e Torre D › medir α (perigo A) e β (perigo B) › navegar mantendo o ângulo entre α e β
| Ângulo horizontal | Risco | Correção |
|---|---|---|
| Diminuindo → α | A | B-E (boreste) |
| Aumentando → β | B | B-B (bombordo) |