🧭 MMPH · Cap.6 — Pilotage

Mapa Mental PH (aula enxutíssima) · ICS, Bridge Procedures Guide · III.03-NV · Área III do edital · só o que cai, em esquemas · ✎ marque lacunas e oclusões para revisão ativa
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O que é

Papel do pilotEmbarca para trazer conhecimento local especializado + ship-handling e tug-management nas fases mais críticas e perigosas da viagem.
Ideia-mestra = shared responsibility: praticagem segura repousa na coordenação entre Master, o resto do bridge team e o pilot.
A presença do prático não exime o Master nem o bridge team das suas duties e responsibilities pela condução segura do navio.

5 princípios (pôster — Fig. 6.1)

share navigation informationrespect each othercommunicate throughoutwork togetherstay alert

Quando o prático não é obrigatório

  • Oficial com PEC (pilotage exemption certificate) válido → pode dispensar o prático em pilotage waters.
  • Em certos casos, remote pilotage por prático shore-based.
  • Pessoal em terra e a bordo deve ser treinado em BRM (bridge resource management).

2.1 Passage plan

BaseO passage plan berth-to-berth já contém a informação para navegar em pilotage waters. Master aceita emendas após embarque + discussão; mudança acordada vai também ao OOW.
O planejamento pré-chegada não substitui um MPX completo com a informação mais atual quando o prático embarca.
Porto pode exigir antesConteúdo
Ship particularsquaisquer dados das checklists C1.1 e C1.2
Declarationscarga, sobressalentes, tripulação, passageiros, dangerous goods
Arrival intentionsarranjos de descarga e bunkering

2.2 Ship & bridge team — 3 preparativos antes do prático

Briefing do bridge team completar o pilot card (C1.2) montar comms com pilot, VTS e autoridades

2.3 O pilot

Master espera prático qualified, certified, experienced e rested/alert — e tem o direito de pedir substituição do prático se julgar necessário.
  • Via de mão dupla: o prático pode recusar conduzir a praticagem se achar que o navio ameaça a segurança/ambiente (e reporta o motivo à autoridade).
  • Prático reporta sem demora à autoridade: risco à navegação/poluição; acidente ou near miss; irregularidade em luzes, marcas e sinais.

2.4 Pilot card

RegraAtualizado com a condição atual do navio; registrar todo defect que afete a manobrabilidade ou a praticagem. Formato = IMO standard format (C1.2).

3.1 Boarding time

Navio pronto para embarcar o prático no horário acordado → garante tempo para exchange completo. Atraso come o tempo do MPX e de emendas de última hora.

3.2 Embarking

MasterGarante meio de embarque/desembarque rigged, checked and manned — posicionado e verificado. Embarque por helicóptero → consultar o ICS Guide to Helicopter/Ship Operations.
NormaSOLAS regulation V/23 (checklist C1.4) rege os pilot transfer arrangements + requisitos locais; equipamento rigged/checked/manned antes do prático embarcar.
  • Prático usa PPE adequado e coordena com o Master o posicionamento/manobra para boarding seguro.
  • O próprio prático pode conferir se o equipamento aparenta estar bem rigged and manned.
O MPX é o coração da praticagem: o quanto antes após embarcar, prático e Master trocam intenções, características do navio e fatores operacionais — usando a MPX checklist (C1.1).
O MPX cobreDetalhe
Pilot cardapresentação do pilot card padrão (C1.2)
Passage planplano + circunstâncias de desvio; mudanças de plano e de responsabilidades acordadas antes de iniciar
Local conditionstempo, profundidade, marés e correntes de maré
Trafficatualização do tráfego
Manoeuvring datadimensões + info via wheelhouse poster (C1.3); manoeuvring booklet na ponte
Limitationshandling incomum e limites de máquina, equip. de navegação ou tripulação
Berthing arrangementsuso, características e nº de tugs, mooring boats e amarração
Contingency planspossíveis abort points para falha/emergência
Working languageconfirmação formal do idioma de trabalho
Reportar ao prático todos os defects que possam afetar manobrabilidade/praticagem. Um debriefing pós-praticagem ajuda operações futuras.

4.1 Extra pilots

Mais de 1 práticoTodos os práticos participam do MPX; role, responsabilidade e duty periods de cada um entendidos por todo o bridge team.
O Master tem a responsabilidade última pela segurança do navio e prevenção de poluição; o bridge team não é exonerado ao prático embarcar. O prático passa conhecimento local/advice em inglês ou idioma acordado.
Nenhuma ambiguidade sobre quem controla steering e propulsion: o time (incluindo o prático) deve saber sempre se é Master, pilot ou OOW; dúvida resolvida de imediato.

5.1 Bridge team — o time vigia a praticagem, não entrega o navio

  • Operar equip. de navegação e dar assistência/advice ao prático.
  • Monitor as ações do prático e dos demais membros.
  • Monitorar progresso vs passage plan por track monitoring + position fixing após cada mudança de rumo.
  • Monitorar UKC (under keel clearance).
  • Cross-check: conferir ordens verbais do prático e se são executadas corretamente.
  • Observar ROT, rudder-angle e RPM a cada ordem de leme/máquina.
  • Buscar esclarecimento imediato na dúvida; avisar o Master se houver dúvida sobre a segurança.

5.2 Pilot — deveres para com o time

  • Usar o idioma acordado e, se preciso, o IMO SMCP ao dirigir/comunicar-se com o time.
  • Entender os papéis de cada membro e usar os dados de manobra do MPX.
  • Responder a informação, advice e perguntas do time.
  • Informar em tempo falhas/deficiências (ex.: indisponibilidade de tugs).
  • Informar o progresso e qualquer desvio antecipado do passage plan.
  • Informar qualquer handover entre práticos.
Fig. 6-1
Fig. 6-1 — Figure 6.2: Example of bridge team/pilot co-operation

6.1 Mooring operations

ControlesMaster e prático discutem/acordam se e quando o prático opera direto os controles de main engine, helm e thrusters — o prático pode não conhecer o sistema de propulsão.
Havendo qualquer dúvida sobre propulsão/governo, quem controla é o Master ou OOW, não o prático. Operação direta pelo prático é exceção acordada — não o padrão.
Durante mooringPrático coordena bridge team, tugs, mooring boats e linesmen. Master/time garantem que as ordens chegam às mooring stations, são executadas, dão feedback e informam o prático de execução — ou de omissão/problema.

6.2 Tugs & mooring boats

  • Nº de tugs, modo de operar (on a line ou alongside), capacidades e limites entram no MPX.
  • Tamanho e potência dos tugs devem condizer com o tamanho do navio.
  • Comms pilot↔tugs↔mooring boats monitoradas; prático informa as ordens dadas — sobretudo se não em inglês ou idioma de trabalho.
  • Tugs/mooring boats não podem ser postos em risco (ao making fast ou letting go); time entende os efeitos de interaction entre navios, tugs e estruturas fixas.

Outbound passage plan

Após atracar, o outbound plan pode ser discutido com o prático (head-start das etapas de appraisal/planning), mas um MPX completo ainda ocorre antes da saída — é adiantamento, não atalho.

PECs — pilotage exemption certificates

  • Onde a praticagem é compulsória, engaja-se prático salvo se um oficial a bordo tem PEC emitido pela pilotage authority para aquele porto/área específica.
  • O PEC holder atua como o prático e assume as duties/responsibilities de prático.
  • Ter PEC a bordo não impede o Master de pedir um prático se necessário.

Deep sea pilots

O que éServiço para navegação em águas confinadas e movimentadas. Em certas áreas, IMO Resolutions recomendam fortemente usar deep sea pilots.
Onde há recomendação de IMO Resolution, companhias e Masters devem ter rationale e justificativa para NÃO embarcá-los.