O que é
Papel do pilotEmbarca para trazer conhecimento local especializado + ship-handling e tug-management nas fases mais críticas e perigosas da viagem.
Ideia-mestra = shared responsibility: praticagem segura repousa na coordenação entre Master, o resto do bridge team e o pilot.
A presença do prático não exime o Master nem o bridge team das suas duties e responsibilities pela condução segura do navio.
5 princípios (pôster — Fig. 6.1)
share navigation informationrespect each othercommunicate throughoutwork togetherstay alert
Quando o prático não é obrigatório
- Oficial com PEC (pilotage exemption certificate) válido → pode dispensar o prático em pilotage waters.
- Em certos casos, remote pilotage por prático shore-based.
- Pessoal em terra e a bordo deve ser treinado em BRM (bridge resource management).
2.1 Passage plan
BaseO passage plan berth-to-berth já contém a informação para navegar em pilotage waters. Master aceita emendas após embarque + discussão; mudança acordada vai também ao OOW.
O planejamento pré-chegada não substitui um MPX completo com a informação mais atual quando o prático embarca.
| Porto pode exigir antes | Conteúdo |
|---|---|
| Ship particulars | quaisquer dados das checklists C1.1 e C1.2 |
| Declarations | carga, sobressalentes, tripulação, passageiros, dangerous goods |
| Arrival intentions | arranjos de descarga e bunkering |
2.2 Ship & bridge team — 3 preparativos antes do prático
Briefing do bridge team › completar o pilot card (C1.2) › montar comms com pilot, VTS e autoridades
2.3 O pilot
Master espera prático qualified, certified, experienced e rested/alert — e tem o direito de pedir substituição do prático se julgar necessário.
- Via de mão dupla: o prático pode recusar conduzir a praticagem se achar que o navio ameaça a segurança/ambiente (e reporta o motivo à autoridade).
- Prático reporta sem demora à autoridade: risco à navegação/poluição; acidente ou near miss; irregularidade em luzes, marcas e sinais.
2.4 Pilot card
RegraAtualizado com a condição atual do navio; registrar todo defect que afete a manobrabilidade ou a praticagem. Formato = IMO standard format (C1.2).
3.1 Boarding time
Navio pronto para embarcar o prático no horário acordado → garante tempo para exchange completo. Atraso come o tempo do MPX e de emendas de última hora.
3.2 Embarking
MasterGarante meio de embarque/desembarque rigged, checked and manned — posicionado e verificado. Embarque por helicóptero → consultar o ICS Guide to Helicopter/Ship Operations.
NormaSOLAS regulation V/23 (checklist C1.4) rege os pilot transfer arrangements + requisitos locais; equipamento rigged/checked/manned antes do prático embarcar.
- Prático usa PPE adequado e coordena com o Master o posicionamento/manobra para boarding seguro.
- O próprio prático pode conferir se o equipamento aparenta estar bem rigged and manned.
O MPX é o coração da praticagem: o quanto antes após embarcar, prático e Master trocam intenções, características do navio e fatores operacionais — usando a MPX checklist (C1.1).
| O MPX cobre | Detalhe |
|---|---|
| Pilot card | apresentação do pilot card padrão (C1.2) |
| Passage plan | plano + circunstâncias de desvio; mudanças de plano e de responsabilidades acordadas antes de iniciar |
| Local conditions | tempo, profundidade, marés e correntes de maré |
| Traffic | atualização do tráfego |
| Manoeuvring data | dimensões + info via wheelhouse poster (C1.3); manoeuvring booklet na ponte |
| Limitations | handling incomum e limites de máquina, equip. de navegação ou tripulação |
| Berthing arrangements | uso, características e nº de tugs, mooring boats e amarração |
| Contingency plans | possíveis abort points para falha/emergência |
| Working language | confirmação formal do idioma de trabalho |
Reportar ao prático todos os defects que possam afetar manobrabilidade/praticagem. Um debriefing pós-praticagem ajuda operações futuras.
4.1 Extra pilots
Mais de 1 práticoTodos os práticos participam do MPX; role, responsabilidade e duty periods de cada um entendidos por todo o bridge team.
O Master tem a responsabilidade última pela segurança do navio e prevenção de poluição; o bridge team não é exonerado ao prático embarcar. O prático passa conhecimento local/advice em inglês ou idioma acordado.
Nenhuma ambiguidade sobre quem controla steering e propulsion: o time (incluindo o prático) deve saber sempre se é Master, pilot ou OOW; dúvida resolvida de imediato.
5.1 Bridge team — o time vigia a praticagem, não entrega o navio
- Operar equip. de navegação e dar assistência/advice ao prático.
- Monitor as ações do prático e dos demais membros.
- Monitorar progresso vs passage plan por track monitoring + position fixing após cada mudança de rumo.
- Monitorar UKC (under keel clearance).
- Cross-check: conferir ordens verbais do prático e se são executadas corretamente.
- Observar ROT, rudder-angle e RPM a cada ordem de leme/máquina.
- Buscar esclarecimento imediato na dúvida; avisar o Master se houver dúvida sobre a segurança.
5.2 Pilot — deveres para com o time
- Usar o idioma acordado e, se preciso, o IMO SMCP ao dirigir/comunicar-se com o time.
- Entender os papéis de cada membro e usar os dados de manobra do MPX.
- Responder a informação, advice e perguntas do time.
- Informar em tempo falhas/deficiências (ex.: indisponibilidade de tugs).
- Informar o progresso e qualquer desvio antecipado do passage plan.
- Informar qualquer handover entre práticos.
6.1 Mooring operations
ControlesMaster e prático discutem/acordam se e quando o prático opera direto os controles de main engine, helm e thrusters — o prático pode não conhecer o sistema de propulsão.
Havendo qualquer dúvida sobre propulsão/governo, quem controla é o Master ou OOW, não o prático. Operação direta pelo prático é exceção acordada — não o padrão.
Durante mooringPrático coordena bridge team, tugs, mooring boats e linesmen. Master/time garantem que as ordens chegam às mooring stations, são executadas, dão feedback e informam o prático de execução — ou de omissão/problema.
6.2 Tugs & mooring boats
- Nº de tugs, modo de operar (on a line ou alongside), capacidades e limites entram no MPX.
- Tamanho e potência dos tugs devem condizer com o tamanho do navio.
- Comms pilot↔tugs↔mooring boats monitoradas; prático informa as ordens dadas — sobretudo se não em inglês ou idioma de trabalho.
- Tugs/mooring boats não podem ser postos em risco (ao making fast ou letting go); time entende os efeitos de interaction entre navios, tugs e estruturas fixas.
Outbound passage plan
Após atracar, o outbound plan pode ser discutido com o prático (head-start das etapas de appraisal/planning), mas um MPX completo ainda ocorre antes da saída — é adiantamento, não atalho.
PECs — pilotage exemption certificates
- Onde a praticagem é compulsória, engaja-se prático salvo se um oficial a bordo tem PEC emitido pela pilotage authority para aquele porto/área específica.
- O PEC holder atua como o prático e assume as duties/responsibilities de prático.
- Ter PEC a bordo não impede o Master de pedir um prático se necessário.
Deep sea pilots
O que éServiço para navegação em águas confinadas e movimentadas. Em certas áreas, IMO Resolutions recomendam fortemente usar deep sea pilots.
Onde há recomendação de IMO Resolution, companhias e Masters devem ter rationale e justificativa para NÃO embarcá-los.