🧭 MMPH · Cap.8 — Ondas, Vagas e Marulhos

Mapa Mental PH (aula enxutíssima) · Lobo & Soares, Meteorologia e Oceanografia · V.03-MO · Área V do edital · só o que cai, em esquemas · ✎ marque lacunas e oclusões para revisão ativa
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Origem

Como nasceA onda vem de uma única coisa: transferência de energia do vento para a água. O vento empurra mais a barlavento que a sotavento da crista → a onda cresce até o equilíbrio; o excesso arrebenta cristas = mar encarneirado (espuma branca).

Vocabulário DHN — vagas × marulho

TermoDefinição (DHN)
VagasOndas formadas dentro da zona de turbulência, pela ação direta dos ventos.
Marulho (swell)Vagas que se afastam da origem, onde já não se faz sentir o vento que as formou.

Elementos geométricos (Fig. VIII-2)

Crista = topoCavado = fundoL = crista a cristaH = crista ao cavadoT = período
  • Comprimento (L): distância horizontal entre 2 cristas (ou 2 cavados) consecutivos.
  • Altura (H): distância vertical entre crista e cavado consecutivos.
  • Período (T): tempo entre a passagem de 2 cristas por um mesmo ponto.
  • Frequência = inverso do período (1/T).
  • Declividade = razão H/L.
Fig. VIII-1
Fig. VIII-1 — Geração da onda — a interação da atmosfera com o oceano transfere energia do vento para a superfície por atrito; a transferência se intensifica à medida que a ondulação se desenvolve.

frequência = 1/T declividade = H/L arrebenta quando H/L > 1/7

Fig. VIII-2
Fig. VIII-2 — Características da onda — elementos geométricos: comprimento L (crista a crista), altura H (crista a cavado) e período T; o comprimento é um dos parâmetros principais.
Regra de ouro do capítulo: trabalha-se sempre com a direção de onde vem a onda — nunca para onde ela vai.
O comprimento é o parâmetro principal: dele dependem o volume da arrebentação e a distância em que o fundo começa a interferir.
As ondas têm sete critérios de classificação. Para navegar destacam-se a influência do fundo (águas profundas × rasas) e o tipo de mar (vagas × marulhos).
CritérioClasses / números
Influência do fundoProfundas: profundidade > L/2. Rasas: < L/2.
Tipo de marVagas: irregulares, perfis agudos, declividade 1/10 a 1/20. Marulhos: regulares e arredondados, declividade 1/30 a 1/100.
Altura dos marulhosPequeno H < 2 m; moderado 2 a 4 m; grande H > 4 m.
ComprimentoCurta L < 100 m; regular 100 a 200 m; larga L > 200 m.
DeclividadePequena < 1/100; moderada 1/100 a 1/25; grande 1/25 a 1/7; arrebentação > 1/7.

Escala de estados do mar (Beaufort — WMO)

AmplitudeVai da força 0 (calmaria, mar espelhado) à força 12 (furacão, mar branco de espuma).
O ponto a decorar é a força 7 — vento de 28 a 33 nós, vagas de ~4,8 m: o mar grosso, valor crítico do aviso de vento forte; a espuma dispõe-se em estrias indicando a direção do vento.
ForçaDesignaçãoVento (nós)Vagas
0Calmaria< 1espelhado
4Moderado11 a 16~1,5 m
6Muito fresco22 a 27~3,6 m
7Forte28 a 33~4,8 m (mar grosso)
8Muito forte34 a 405,5 a 7,5 m
12Furacão≥ 64mar branco

Movimento das partículas

  • Atrito do ar + gravidade → partículas descrevem movimento circular no plano vertical; o diâmetro do giro = altura da onda.
  • O que avança é só o movimento ondulatório — não há deslocamento de massa d'água (o flutuador sobe, desce, gira, mas fica no lugar).
Fig. VIII-3
Fig. VIII-3 — Ondulação do mar — a energia absorvida é aplicada como energia potencial; os movimentos circulares da camada superficial não deslocam massa d'água.
EnergiaDividida em 2 metades iguais: potencial (subida/descida do nível) + cinética (giro). Em águas profundas só a potencial viaja com a onda; a cinética mantém o giro e não é transladada → só metade da energia viaja até dissipar no litoral.

Regra P × L/2

P > L/2 águas profundas (fundo não interfere) P < L/2 = águas rasas, o fundo interfere

Fig. VIII-4
Fig. VIII-4 — Ondulação do mar — as partículas d'água superficiais permanecem praticamente na mesma posição após descreverem seus movimentos circulares.
Fig. VIII-5
Fig. VIII-5 — Flutuador — um flutuador à mercê das ondas não é deslocado da posição inicial; descreve apenas movimentos circulares pela passagem das cristas e cavados.
O fundo só começa a interferir a partir de P = L/2 (metade do comprimento de onda).

Ao entrar em águas rasas

L diminui H aumenta declividade H/L cresce em H/L = 1/7arrebenta

Fig. VIII-6
Fig. VIII-6 — Ondas em águas profundas e rasas — o fundo começa a interferir quando a profundidade é a metade do comprimento da onda (P = L/2).
Fig. VIII-7
Fig. VIII-7 — Ondas em águas rasas — ao avançar, a onda diminui o comprimento, aumenta a altura e a declividade (H/L); ao atingir H/L = 1/7 ocorre a arrebentação.
Fig. VIII-8
Fig. VIII-8 — Comportamento das ondas em águas rasas — a energia potencial das ondas de águas profundas é transformada em energia cinética na arrebentação; a massa d'água passa a ter deslocamento horizontal.
Na arrebentação a energia potencial vira cinética: há deslocamento horizontal de massa d'água, dissipada na costa como calor. Quanto maior a altura, maior o impacto.

Por que as ondas longas preocupam mais

IdeiaQuanto maior L, mais afastada da costa fica a linha P = L/2 e mais tempo a onda tem para crescer.

L = 10 m só cresce em P = 5 m (junto à praia) → arrebenta pequena L = 100 m cresce já na isóbata de 50 m (L/2 = 50) → muito tempo p/ chegar alta

Fig. VIII-9
Fig. VIII-9 — Ondas de grande comprimento — começam a crescer a maior distância da costa (linha de interferência do fundo mais afastada), tendo mais tempo para se desenvolver.
Fig. VIII-10
Fig. VIII-10 — Ângulo de incidência das ondas — quando a frente da onda é inclinada em relação à costa, a extremidade junto ao litoral se atrasa e o eixo da crista roda até ficar paralelo ao litoral.
Fig. VIII-11
Fig. VIII-11 — Influência de alto-fundo sobre as ondas — ao passar sobre alto-fundo sem arrebentar, as ondas se encurtam e aumentam de altura, situação incômoda especialmente com mar de través.
Atenção redobrada com ondas longas vindas de águas profundas, sobretudo perpendiculares à costa — responsáveis por avarias sérias. Cuidado ainda com o ângulo de incidência (crista roda até ficar paralela à costa) e altos-fundos (a onda encurta e cresce sem arrebentar — pior com mar de través).
O que éRegião onde o vento sopra com intensidade e direção suficientes, por tempo bastante, para criar trens de onda. Dentro dela as ondas seguem a mesma direção do vento.
Na carta sinótica identifica-se pelo trecho de isóbaras retilíneas e paralelas = a pista (o vento se ajusta à orientação das isóbaras).

As três condições propícias

  • Intensidade e direção do vento — depende do gradiente de pressão (isóbaras estreitas = vento forte).
  • Pista — extensão da área na direção do vento; quanto mais longa, mais energia a mesma vaga absorve.
  • Persistência — tempo em que o vento se mantém em mesma direção e intensidade.
Fig. VIII-12
Fig. VIII-12 — Extensão da área geradora (pista) — na carta sinótica observam-se o espaçamento e a curvatura das isóbaras e a extensão do trecho em que são retilíneas e paralelas (pista).
DesenvolvimentoAntes do valor crítico de persistência → mar em desenvolvimento (regime transitório); ao igualar/superar → mar desenvolvido (regime estacionário/de equilíbrio).

Área estacionária × móvel

Deslocamento da pistaEfeito
Mesma direção das ondasReforça e acelera; pista curta que se desloca no rumo do vento > pista estacionária maior.
Oposta às ondasAbranda as ondas.
Perpendicular às ondasAbranda (amortece).
Fig. VIII-13
Fig. VIII-13 — Área geradora estacionária — seu contorno se caracteriza pela direção do vento (ou das isóbaras) na qual é máxima a transferência de energia para o oceano.
Fig. VIII-14
Fig. VIII-14 — Área geradora móvel — deve-se considerar a direção do deslocamento; movimento na direção das ondas reforça o processo, em direção oposta ou perpendicular o abranda.
Limite da áreaO que delimita a área geradora é a mudança acentuada da direção do vento. Ultrapassado o limite, as ondas seguem como marulhos, mantendo a direção em que foram geradas.
Frase-síntese: o vento faz curva, mas a onda não faz curva.
  • Vagas: direção coincide com a do vento que as gera.
  • Marulho: propaga-se sem o vento que o originou, por centenas de milhas, mantendo a direção da origem.
Fig. VIII-15
Fig. VIII-15 — Marulhos — ao se afastarem da área geradora, as ondas passam a se chamar marulhos e se propagam por grandes distâncias até sofrerem amortecimento (ex.: baía de Biscaia).
Fig. VIII-16
Fig. VIII-16 — Marulhos — registro fotográfico de marulhos propagando-se em forma regular e arredondada, longe da área geradora.
Fig. VIII-17
Fig. VIII-17 — Vagas e marulhos (mar cruzado) — ocorre quando uma área geradora de vagas está na trajetória de propagação de marulhos; interação de fases e amplitudes de diferentes direções (mar confuso).
Alerta ao navegante costeiro: a direção do marulho pode não concordar com o vento local na costa.
AntecipaçãoA área geradora dá a direção das vagas (= vento = eixo da pista) — mesma direção da futura propagação dos marulhos. Identificá-la na carta sinótica permite alterar o rumo a tempo.
Costa do BrasilO mar severo costeiro vem com marulhos de SE — quase perpendiculares ao litoral, que se orienta na direção NE (Sul, Sudeste, Leste, Nordeste). O navegante lê a Parte 3 do Meteoromarinha.

Mar cruzado (mar confuso)

Quando ocorreUma área geradora de vagas está na trajetória de propagação de marulhos → interação de fases e amplitudes de direções diferentes.
É o mar confuso: não se identifica o ângulo de ataque nem um rumo seguro. Após cruzar, os marulhos seguem com as mesmas características — prova de que a onda transporta só impulso de energia.

Da interferência do fundo à linha de arrebentação

  • A energia potencial é conservada;
  • a velocidade na superfície é conservada, mas a velocidade no fundo se reduz;
  • a altura aumenta, o comprimento diminui, a declividade cresce.
Na linha de arrebentação a declividade atinge 1/7: a crista fica mais rápida que a onda, adianta-se, não se sustenta e arrebenta. A potencial vira cinética e surge a corrente de retorno (paralela à praia, busca faixa de convergência).

Ressaca

DefiniçãoArrebentação violenta no litoral, por ondas de grande comprimento com direção quase perpendicular à costa. Chega com altura superior a 2,5 m e grande volume de água.

Condições propícias (costa do Brasil)

  • ondas de grande comprimento; altura na arrebentação > 2,5 m;
  • direção perpendicular à costa — ondas de SE são bom indício;
  • propagação de marulhos do mar para a costa; após frente fria as direções ficam favoráveis;
  • frente fria estacionária nas áreas Charlie e Delta da Metárea V (vento e vagas rondam para SE);
  • pistas longas com isóbaras retilíneas bem estreitas.
Fig. VIII-18
Fig. VIII-18 — Arrebentação — ao atingir a declividade crítica (H/L = 1/7) a crista não se sustenta e arrebenta; a energia potencial vira cinética e a massa d'água ganha forte correnteza.
Fig. VIII-19
Fig. VIII-19 — Ressaca — arrebentação violenta no litoral, causada por ondas de grande comprimento quase perpendiculares à costa, que chegam com altura superior a 2,5 m e grande volume de água.
Na Metárea V é normal a ressaca ligada à frente fria estacionária: o vento frio muda de SW para S/SE (HS); a situação mais favorável é com vento de SE, perpendicular ao litoral (áreas C e D).
FonteSite da DHN: cartas de previsão de alturas significativas de ondas, a cada 3 horas até 96 horas.

Sequência divulgada 00 h · 24 h · 48 h · 72 h · 84 h · 96 h

Fig. VIII-20
Fig. VIII-20 — Carta de previsão de ondas — previsão para 0000 HMG (20/NOV/2017); altura significativa de ondas a cada 3 h até 96 h, com sistema frontal na Argentina/Sul do Brasil.
O grande mérito da carta de ondas é informar o parâmetro direção das ondas em todo o litoral.
PrazoLeitura típica (exemplo do livro)
00 hSistema frontal na Argentina/Sul; desloca-se para NE/E; ondas altas de direções diferentes.
24 hSistema muito desenvolvido: ondas superiores a 10 m no mar aberto da Argentina; constância no N/NE/Leste.
48 hN/NE/Leste com constância pela célula de Hadley; ondas de SE no NE, de NE no Norte (ao norte da ZCIT).
72 hSW/Sul com variação (frente fria); na célula de Hadley ondas ≤ 2,5 m; SE/Sul podem ter mar costeiro severo.
96 hChegada de outro sistema frontal pelo sul da Argentina — reforça observar a sequência diariamente.
Fig. VIII-21
Fig. VIII-21 — Carta de ondas 24 horas — sistema muito desenvolvido com ondas superiores a 10 m no mar aberto da Argentina; constância de direção nas regiões Norte/Nordeste/Leste.
Fig. VIII-23
Fig. VIII-23 — Carta de ondas 72 horas — variação de direção dos ventos e das ondas no Sudoeste/Sul (sistema frontal); constância e ondas ≤ 2,5 m na região da célula de Hadley.
Saber o estado do mar não basta. O ponto-chave é a relação entre o comprimento do navio e o comprimento da onda. Mar severo afeta cada embarcação de forma diferente — às vezes navios maiores sofrem mais.

Os seis movimentos do navio (6 graus de liberdade — Lewis, 1989)

EixoLinear (translação)Angular (rotação)
xSurge — avanço/recuo longitudinalRoll — balanço
ySway — abatimento lateralPitch — caturro (trim)
zHeave — arfagemYaw — cabeceio (guinada)
Pegadinha: a tabela impressa em Lobo/Soares troca as glosas (Surge "afastamento lateral" / Sway "avanço"). O correto (Lewis) é Surge = eixo longitudinal (avanço/recuo); Sway = eixo transversal (abatimento lateral).

Manobrar contra o sincronismo

PerigoO sincronismo: quando o período da onda se aproxima do período natural do navio → ressonância e balanço muito grande. Rompe-se alterando rumo e velocidade — com antecedência.
  • Atravessado ao mar → balanço sincroniza → alterar rumo e velocidade;
  • aproado com navio = comprimento da onda (proa/popa em 2 cristas) → alterar o rumo;
  • aproado com navio = metade do comprimento (popa na crista, proa no cavado) → mudar rumo ou aumentar velocidade;
  • melhor: navegar um pouco acima ou abaixo da velocidade das vagas (movimento relativo evita ressonância).

Ciclones e o eixo dos cavados

  • Nunca enfrentar o mar de proa; mar do través para ré > da proa ao través;
  • evitar o eixo dos cavados — balanço violento; escapar guinando a favor do vento com velocidade p/ dar bom leme;
  • 3 vitais: estabilidade, flutuação, energia elétrica; manter CG baixo, navio lastrado, tanques cheios ou vazios (sem superfície livre);
  • mau tempo: navio derrabado (trim pela popa) → reserva de flutuabilidade na proa e hélices n'água;
  • visibilidade < 1 milha → sinais do RIPEAM, parar máquinas ao ouvir cerração para vante do través; navegar pela mão direita dos canais.
Estudo da marinha americana: custos de avaria crescem de 1 para 100 e para 2.000 vezes com vagas de 3 m, 6 m e 10 m.
O que sãoMaremotos = trens de ondas gerados por atividade sísmica submarina (terremoto, erupção, deslizamento). Grande velocidade, grande período, enorme comprimento e alto poder de destruição na costa.
O que devasta não é a altura, mas a correnteza da massa d'água, que avança quilômetros continente adentro.
ParâmetroValor
Nº de ondas / período3 a 10 ondas; período 10 a 45 min cada; em geral a 2ª é a maior.
Profundidade média 4.000 mpropaga-se a ~400 milhas/hora; L de 100 a 300 km.
Amplitude em águas profundaspoucos centímetros, quase imperceptível; cresce a metros perto da costa.
  • embarcação em alto-mar não é afetada;
  • embarcação em águas rasas ou atracada é arrastada para dentro da costa;
  • ao saber de tsunami: afastar-se do litoral imediatamente.
Sinal típico: a chegada se manifesta primeiro por um recuo do mar que deixa o fundo à mostra e atrai curiosos — aumentando o número de vítimas.
AlarmeSistema internacional do Pacífico, sede em Honolulu (Havaí). Casuística: Arica/Chile (1868, 14 m), Sumatra (2004, magnitude 9,1, +220 mil mortes), Palu (2018, magnitude 7,5).
Fig. VIII-25
Fig. VIII-25 — Tsunamis — trens de ondas gerados por atividade sísmica submarina, com grande velocidade de propagação, grande período e enorme comprimento de onda; alto poder de destruição na costa.
Toda a leitura parte de uma informação específica: para o porto e proximidades, a direção de onde vêm as ondas, a altura e o comprimento.
  • A onda não faz curva — a vaga mantém a direção ao longo da área geradora (obrigatoriamente retilínea); os marulhos seguem nessa mesma direção;
  • pista mais longa = mais energia; isóbaras mais estreitas = vento mais forte;
  • desenvolvimento das vagas ∝ intensidade do vento × pista × persistência;
  • a energia das ondas é potencial; não transportam massa — só na arrebentação a potencial vira cinética e a água se desloca;
  • o fundo interfere a P = L/2; ondas longas e correntes de retorno são as que mais preocupam na costa;
  • na Metárea V, a ressaca aparece no Sul/Sudeste após a frente fria (ondas e ventos do quadrante sul: SW, S, SE), sendo SE bom indício;
  • o Meteoromarinha dá só as siglas cardinais — é essencial visualizar as direções; ondas de SW propagam-se paralelas à costa.
Atenção do prático em águas rasas: calcular o squat máximo de proa e conhecer os fatores da Folga Dinâmica Abaixo da Quilha (FAQ) — squat + efeito das ondas, sobretudo em mar severo. Lição clássica: encalhe do petroleiro Capella Voyager (Whangarei, Nova Zelândia, 2003).