🧭 MMPH · Cap. 1 — Introduction & General

Mapa Mental PH (aula enxutíssima) · IMO Standard Marine Communication Phrases (Res. A.918(22), 2001) · VI.01-CM · Área VI do edital · só o que cai, em esquemas · ✎ marque lacunas e oclusões para revisão ativa
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InstrumentoIMO Standard Marine Communication Phrases, Resolução A.918(22), adotada em 29/11/2001.
Três propósitos(1) tornar mais seguros a condução do navio e a segurança da navegação; (2) padronizar a língua usada na navegação no mar, nas aproximações de porto, em hidrovias e portos e a bordo de navios de tripulação multilíngue; (3) ajudar as instituições de ensino marítimo a atingir esses mesmos objetivos.
O rol do que o SMCP NÃO faz — quatro negativas, e cada uma cai: não suplanta nem contradiz o RIPEAM/COLREG 1972, nem regras locais especiais ou recomendações da IMO sobre ships' routeing; não supersede o International Code of Signals; não é manual técnico com instruções operacionais — é, nas palavras da própria fonte, uma coleção de frases individuais.
Uso do SMCP na comunicação externa do navio tem de ser em estrita conformidade com os procedimentos radiotelefônicos das ITU Radio Regulations. A mesma ressalva volta no fim do capítulo, no fecho das palavras ambíguas: "in all cases".
Conformidade normativa (texto citado): "The SMCP meets the requirements of the STCW Convention, 1978, as revised, and of the SOLAS Convention, 1974, as revised, regarding verbal communications" — e as frases cobrem os aspectos de segurança da comunicação previstos nessas Convenções.
Grau de exigênciaUsar o SMCP com a maior frequência possível, em preferência a outra redação de sentido semelhante; como requisito mínimo, aderir o mais próximo possível ao wording nas situações pertinentes.
Finalidade de fundoTornar-se uma linguagem de segurança aceitável, usando o inglês para o intercâmbio verbal entre indivíduos de todas as nações marítimas quando significados precisos e traduções estão em dúvida. Um CD/cassete acompanhante foi produzido para familiarizar o usuário com a pronúncia.
Os dois eixosPor onde se aplica: External Communication Phrases × On-board Communication Phrases. Por posição no STCW: PART A × PART B.
ParteEstatuto e cobertura
PART AFrases de comunicação externa. Tida como a substituição do Standard Marine Navigational Vocabulary, 1985, cujo uso e compreensão o STCW Code, 1995, Table A-II/I, exige. Enriquecida com frases essenciais de shiphandling e de segurança da navegação para uso a bordo, particularmente com o Prático no passadiço, como exige a Regulation 14(4), Chapter V, da SOLAS 1974, as revised.
PART BOutras frases padrão a bordo, relacionadas à segurança, suplementares à PART A; também consideradas úteis para a instrução de Maritime English.
A troca clássica: o vocabulário substituído é de 1985; quem o exige é o Código STCW de 1995; a Convenção STCW é de 1978 e a SOLAS de 1974 — ambas as revised. Quatro datas, quatro papéis distintos.
Posição no METO SMCP não pretende ser um currículo completo de Maritime English — vocabulário, gramática e competência discursiva vão muito além do que ele poderia cobrir. Ainda assim, a PART A é parte indispensável de qualquer currículo montado para atender ao STCW, e a PART B oferece um repertório rico de situações adequadas às exigências de comunicação da mesma Convenção, que o marítimo é implicitamente esperado cumprir.
Como se ensina: seletivamente, conforme a necessidade real de cada usuário — não exaustivamente; e apoiado em prática no ambiente marítimo, com métodos modernos de ensino de línguas.
PremissaO SMCP pressupõe conhecimento básico de inglês. Foi redigido de propósito como um Maritime English simplificado, cortando a variedade gramatical, lexical e idiomática a um mínimo tolerável e usando estruturas padronizadas.
Em emergências, sob pressão de tempo ou estresse psicológico, e nos avisos náuticos, isso toma a forma de block language: as function words the, a/an, is/are são usadas com parcimônia ou omitidas — prática comum no mar, com flexibilidade admitida ao usuário.
Os cinco traços adicionais1. evitar sinônimos; 2. evitar formas contraídas; 3. dar respostas plenamente redigidas às perguntas "yes/no" e respostas alternativas básicas às sentence questions; 4. uma frase para um evento; 5. estruturar as frases pelo princípio identical invariable plus variable.
MarcaO que indica
( ) bracketsa parte encerrada pode ser acrescentada onde for pertinente
/ oblique strokeos itens de cada lado da barra são alternativas
... dotsa informação pertinente deve ser preenchida onde os pontos ocorrem
( italic letters )indica o tipo de informação requerida
~ tildeestá pela parte invariável de uma frase padrão já dada, seguida de adendo variável
Das cinco, o til é a única que aponta para trás: ele repõe a parte invariável de uma frase padrão já enunciada ("an aforementioned standard phrase"), e o que vem depois dele é o adendo variável. A fonte o define nesses termos e não dá exemplo do til em uso nesta seção.
Não confundir as três que parecem iguais: ( ) = acréscimo opcional; ... = lacuna a preencher; ( itálico ) = rótulo do dado pedido, não o dado.
ProcedimentoQuando for necessário indicar que o SMCP será usado, uma destas duas mensagens pode ser enviada: "Please use Standard Marine Communication Phrases." / "I will use Standard Marine Communication Phrases."
Soletração: quando a soletração é necessária, só a tabela abaixo deve ser usadanenhum outro alfabeto fonético é admitido.
LetraCódigoLetraCódigo
AAlfaNNovember
BBravoOOscar
CCharliePPapa
DDeltaQQuebec
EEchoRRomeo
FFoxtrotSSierra
GGolfTTango
HHotelUUniform
IIndiaVVictor
JJulietWWhisky
KKiloXX-ray
LLimaYYankee
MMikeZZulu
Alguns dígitos e números têm pronúncia modificada em relação ao inglês geral — e é a coluna da direita que a banca troca.
NúmeroSpellingPronúncia
0zeroZEERO
1oneWUN
2twoTOO
3threeTREE
4fourFOWER
5fiveFIFE
6sixSIX
7sevenSEVEN
8eightAIT
9nineNINER
1000thousandTOUSAND
Os dois que não mudam de som: SIX e SEVEN saem iguais ao inglês comum; TREE, FOWER, FIFE, AIT, NINER e TOUSAND são os que se afastam.
Onde valemNa comunicação shore-to-ship e ship-to-shore, ou em radiocomunicação em geral, os oito Message Markers podem ser usados. A fonte os enumera de (i) a (viii) — oito é a lista inteira.
#Marker
(i)INSTRUCTION
(ii)ADVICE
(iii)WARNING
(iv)INFORMATION
(v)QUESTION
(vi)ANSWER
(vii)REQUEST
(viii)INTENTION
Para como os marcadores se aplicam, a fonte remete à Part AI/6, "Vessel Traffic Service (VTS) Standard Phrases" — parte fora do recorte deste capítulo e aqui não reproduzida.
O capítulo põe os marcadores para trabalhar mais adiante: um ADVICE é respondido com "I will/can..." ou "I will not/cannot..."; e WARNING, QUESTION, ANSWER, INTENTION e ADVICE reaparecem, cada um, substituindo uma frase ambígua com may/might/should/could.
Rol fechado. Contagem e ordem são o alvo clássico da banca, ao lado das tabelas de letras e de números — os três blocos deste capítulo com valores literais. (Nota editorial do recorte do edital, não texto do SMCP.)
Onde estãoA fonte dispõe as respostas nos parágrafos 4.1 a 4.6.
SituaçãoResposta padrão
Resposta a pergunta, afirmativa"Yes, ..." seguido da frase apropriada por inteiro
Resposta a pergunta, negativa"No, ..." seguido da frase apropriada por inteiro
Informação pedida não disponível de imediato"Stand by" seguido do intervalo de tempo dentro do qual estará disponível
Informação pedida não pode ser obtida"No information."
INSTRUCTION ou ADVICE dado e aceito"I will/can ..." seguido da instrução ou conselho por inteiro
INSTRUCTION ou ADVICE dado e recusado"I will not/cannot ..." seguido da instrução ou conselho por inteiro
Exemplo da fonte: "ADVICE. Do not overtake the vessel North of you." → "I will not overtake the vessel North of me." Repare que o you vira me: a resposta repete a frase inteira, ajustada ao ponto de vista.
Quem dá INSTRUCTIONNeste contexto, pode vir de uma estação VTS, de um navio de guerra ou de outro pessoal plenamente autorizado.
Respostas a ordens e respostas a perguntas de especial importância, tanto na comunicação externa quanto na de bordo, são dadas na redação das próprias frases pertinentes — não por esta regra geral.
SinalAnuncia
MAYDAYmensagem de socorro (distress)
PAN-PANmensagem de urgência
SÉCURITÉmensagem de segurança
Qualidade do sinalA pergunta padrão é "How do you read (me)?", respondida numa escala de cinco pontos.
RespostaForçaSignificado
"I read you bad/one"onebarely perceptible
"I read you poor/two"twoweak
"I read you fair/three"threefairly good
"I read you good/four"fourgood
"I read you excellent/five"fivevery good
O par que se confunde: fair/three é fairly good, e good/four é good — a palavra da escala e a palavra do significado não coincidem nos degraus do meio.
Canal VHF: duas situações, cinco frasesPermanecer é aconselhável: "Stand by on VHF Channel ... / frequency ...". Permanecer é aceito: "Standing by on VHF Channel ... / frequency ...". Mudar é aconselhável: "Advise (you) change to VHF Channel ... / frequency ..." ou "Advise (you) try VHF Channel ... / frequency ...". A mudança é aceita: "Changing to VHF Channel ... / frequency ...".
O jogo é de forma verbal: infinitivo/imperativo = aconselhar; -ing ("Standing by", "Changing to") = aceitar.
CorreçõesSinaliza-se o erro com a própria palavra e corrige-se por inteiro: "Mistake ..." seguido de "Correction ..." mais a parte corrigida da mensagem. Exemplo: "My present speed is 14 knots — mistake. Correction, my present speed is 12, one-two, knots."
Prontidão"I am / I am not ready to receive your message."
Se alguma parte da mensagem é importante o bastante para ser resguardada, diz-se "Repeat ..." seguido da parte correspondente: "My draft is 12.6 repeat one-two decimal 6 metres." · "Do not overtake — repeat — do not overtake."
Repeat ≠ Say again. Repeat é do emissor, para resguardar o que é importante; "Say again (please)." é o pedido fixo de quem não ouviu direito.
NúmerosFalam-se em dígitos separados: "One-five-zero" para 150; e "two decimal five" (ou "two point five") para 2.5.
Attention! A exceção que a fonte destaca: os ângulos de leme, nas wheel orders, rompem a regra dígito a dígito — diz-se "Fifteen" para 15, "Twenty" para 20, e assim por diante.
PosiçõesLatitude e longitude em graus e minutos (com decimais de minuto se necessário), Norte ou Sul do Equador e Leste ou Oeste de Greenwich: "WARNING. Dangerous wreck in position 15 degrees 34 minutes North 061 degrees 29 minutes West."
Posição referida a um ponto notável: o ponto tem de ser um objeto bem definido e cartografado, a marcação vai na notação de 360 graus a partir do norte verdadeiro, e é a da posição FROM o ponto: "Your position bearing 137 degrees from Big Head lighthouse distance 2.4 nautical miles."
MarcaçõesFora das relativas, a marcação de um ponto ou de um navio é sempre na notação de 360 graus a partir do norte — verdadeiro, salvo declaração em contrário — e pode ser dada FROM o ponto ou FROM o navio: "Pilot boat is bearing 215 degrees from you."
Mas o navio que reporta a própria posição deve sempre citar a marcação FROM the mark — a mesma regra das posições.
Marcações relativasEm graus relativos à proa do navio, quase sempre em relação ao bordo de bombordo ou de boreste da proa: "Buoy 030 degrees on your port bow."
A exceção dentro da exceção: as marcações relativas de D/F rompem o padrão — são mais comumente expressas na notação de 360 graus.
RumosSempre na notação de 360 graus a partir do norte — verdadeiro, salvo declaração em contrário — e pode-se declarar se o rumo é TO ou FROM um ponto.
GrandezaComo se exprime
DistânciaDe preferência em milhas náuticas ou cabos (décimos de milha); em outro caso, em quilômetros ou metros. A unidade é sempre declarada.
VelocidadeEm nós. Sem outra notação, significa velocidade através da água; "ground speed" significa velocidade sobre o fundo.
HoraNa notação de 24 horas, UTC; se a hora local for usada em portos, isso deve ser claramente declarado.
Número nu não é distância válida no SMCP — a unidade viaja com o valor, seja ela a preferida ou a de recurso.
A pegadinha da velocidade: o silêncio não é neutro. Sem qualificação, a velocidade é através da água; para dizer sobre o fundo, a frase tem de trazer "ground speed".
Nomes geográficosUsar os nomes que constam da carta ou do Roteiro (Sailing Directions) em uso. Se não forem compreendidos, dar latitude e longitude.
Por que existe a seçãoPalavras inglesas com mais de um sentido conforme o contexto. Os mal-entendidos daí são frequentes — em especial nas comunicações VTS — e causaram acidentes.
PalavraNão digaDiga
May (perguntando)"May I enter the fairway?""QUESTION. Do I have permission to enter the fairway?"
May (concedendo)"You may enter the fairway.""ANSWER. You have permission to enter the fairway."
Might"I might enter the fairway.""INTENTION. I will enter the fairway."
Should"You should anchor in anchorage B 3.""ADVICE. Anchor in anchorage B 3."
Could"You could be running into danger.""WARNING. You are running into danger."
O mecanismo é sempre o mesmo: o Message Marker assume a função que o condicional exercia, e o verbo vai para a forma diretamightwill; should → imperativo; could beare.
A palavra 'Can''Can' descreve possibilidade ou capacidade. Dentro do SMCP o contexto em geral basta para dizer qual das duas; em contexto ambíguo pedindo permissão, o remédio é o mesmo do "May": diga "QUESTION. Do I have permission to use the shallow draft fairway at this time?" e não "Can I use the shallow draft fairway at this time?".
Fecho do capítulo: em todos os casos, os procedimentos radiotelefônicos das ITU Radio Regulations têm de ser observados — a mesma amarra que abre a Introduction.