🧭 MMPH · Cap. 4 — GMDSS — áreas, INMARSAT e COSPAS-SARSAT

Mapa Mental PH (aula enxutíssima) · Manual do Curso Especial de Radioperador Geral (DPC/EROG) · VI.02-CM · Área VI do edital · só o que cai, em esquemas · ✎ marque lacunas e oclusões para revisão ativa
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A siglaGMDSS = Sistema Marítimo Global de Socorro e Segurança. Substituiu o esquema antigo, baseado em escuta rádio contínua e operação navio a navio.
As duas datas que abrem e fecham a transição: as emendas de 1988 à SOLAS entraram em vigor em 1º de fevereiro de 1992, e o GMDSS foi totalmente implantado em 1º de fevereiro de 1999.
Linha do tempo enxuta1959 IMO criada · 1972 estudo das comunicações por satélite com apoio do CCIR (hoje ITU-R) · 1973 a IMO revisa a política de socorro para incorporar satélite e alertas automáticos · 1979 estabelecida a Organização INMARSAT, adotada a Convenção SAR 1979 e decidido, na 11ª Assembleia, criar o novo sistema · WARC Mob-83 e 87 adotam frequências, procedimentos e requisitos de operadores · 1988 Conferência GMDSS adota as emendas à SOLAS.
Por que o sistema antigo não servia. Definido no Capítulo IV da SOLAS/1974, seu alcance era o das comunicações em MFentre 50 e 300 a 400 milhas náuticas. Navio fora do alcance MF de uma estação costeira não seria escutado por ela.
Subsistema manual antigoFrequênciaA quem se aplicava
Telegráfico Morse500 kHzTodos os navios de passageiros e cargueiros de AB ≥ 1600 — exigia oficial rádio qualificado em Morse
Radiotelefônico2182 kHz e 156,8 MHzNavios de passageiros e cargueiros de AB ≥ 300
O que destravou tudo: satélite + chamada seletiva digital (DSC) permitiram transmitir e receber automaticamente um alerta a longa distância, sem depender do oficial Morse.
PrazoExigência
Navios construídos após 1º/2/1992Transponder radar e equipamentos VHF em radiotelefonia para embarcações de sobrevivência
Até 1º/8/1993Todos os navios: receptor NAVTEX e EPIRB satélite
Navios construídos antes de 1º/2/1992 — até 1º/2/1995Transponder radar e equipamentos VHF em radiotelefonia para embarcações de sobrevivência
Navios construídos após 1º/2/1995Cumprimento integral dos requisitos do GMDSS
Até 1º/2/1995Todos os navios: pelo menos um radar com operação na faixa de 9 GHz
Até 1º/2/1999Todos os navios: cumprimento integral dos requisitos do GMDSS
Emendas que acrescentaram requisitos1995 — painel de alerta e alarme na posição de manobra dos navios de passageiros, com comunicação com aeronaves SAR em 121,5 MHz e 123,1 MHz. 1998 — atualização automática da posição na transmissão do alerta e registro das identidades GMDSS pelos governos. 2004 — teste anual obrigatório das EPIRB satélite.
Antes do cronograma formal, as emendas de 1988 já recomendavam NAVTEX, EPIRB satélite e SES; alguns países europeus dispensaram o oficial rádio nos navios com NAVTEX. A EPIRB em VHF aeronáutico havia sido introduzida em 1983, e o GMDSS recomendou aceitar as novas EPIRB satélite como equivalentes.
Depois de 19992002 — cai a obrigatoriedade do receptor de escuta em radiotelefonia e da escuta permanente em 2182 kHz; SART na proporção de um transponder radar para cada quatro balsas em navios Ro-Ro; novo Capítulo XI introduz o SSAS. 2000 — AIS (faixa VHF) no Capítulo V. 2006 — LRIT. 2007AIS-SART como alternativa ao SART; "transponder radar" vira dispositivos de localização para busca e salvamento; uso a partir de janeiro de 2010.
O canal 16 não morreu. A data de término proposta em 1998 (1º de fevereiro de 2005) não foi adotada; em 2004 concluiu-se que a escuta deve continuar, para dar canal aos navios não SOLAS e canal passadiço a passadiço aos navios SOLAS.
Os equipamentos exigidos a bordo são determinados, em princípio, pela área marítima em que o navio opera. Em todas as áreas, exige-se disponibilidade contínua para alertas.
ÁreaCobertura definida na fonteAlcance aproximado
A1Dentro da cobertura radiotelefônica de, no mínimo, uma estação costeira em VHF, com alerta permanente por DSC disponível, como definido pela administração nacionalCerca de 20 a 50 milhas náuticas da estação costeira
A2Excluindo A1: dentro da cobertura radiotelefônica de, no mínimo, uma estação em MF, com alerta permanente por DSC disponívelCerca de 50 a 250 milhas náuticas da estação costeira
A3Excluindo A1 e A2: dentro da cobertura de um satélite geoestacionário INMARSAT, com alerta permanente disponívelAproximadamente entre 70° N e 70° S
A4Área que fica fora das áreas A1, A2 e A3
As definições são excludentes por escrito. A2 já nasce "excluindo a área A1"; A3, "excluindo as áreas A1 e A2"; A4 é o resto. Trocar o par VHF/A1 por MF/A2, ou colar as milhas de A2 em A1, é a troca mais barata que a banca faz.
RegraDe acordo com a SOLAS, todo navio, quando no mar, deve ser capaz de cumprir estas nove funções.
#Função de comunicações
1Transmissão de alerta de socorro navio-terra por pelo menos dois métodos, separados e independentes, cada um usando serviços de radiocomunicações diferentes
2Recepção de alerta de socorro terra-navio
3Transmissão e recepção de alerta de socorro navio-navio
4Transmissão e recepção de comunicações coordenadas de busca e salvamento
5Transmissão e recepção de comunicações na cena de ação
6Transmissão e recepção de sinais para localização
7Transmissão e recepção de informações de segurança marítima
8Transmissão e recepção de radiocomunicações gerais de e para sistemas ou redes baseados em terra
9Transmissão e recepção de comunicações passadiço-passadiço
O 1 é o único que traz número: dois métodos separados e independentes, com serviços diferentes — e ele reaparece na regra de manutenção (§ 3.3): o navio não deixa o porto sem essa capacidade.
O conceito básico do sistema: alertar rapidamente as autoridades SAR em terra e as embarcações próximas, com mínimo atraso; prover comunicações de urgência e segurança; e divulgar MSI — navegação, avisos meteorológicos e previsões.
LetraFunçãoO que a fonte fixa
a)AlertaInformação rápida e bem-sucedida de um incidente a quem pode prover ou coordenar assistência (RCC ou navio nas imediações). Deve indicar identificação e posição e, quando praticável, a natureza do incidente. Projeta-se nas três direções — navio/terra, navio/navio e terra/navio —, e o alerta inicial vai primeiro na direção navio/terra
b)Comunicações coordenadas SARCoordenação de navios e aeronaves após o alerta, incluindo entre RCC e OSC; mensagens em ambas as direções, por radiotelefonia e radiotelegrafia de impressão direta
c)Comunicações na cena de açãoNas faixas VHF e MF designadas, entre o navio em perigo e as unidades no local
d)LocalizaçãoDeterminação precisa da posição do navio, embarcações de sobrevivência ou sobreviventes, por SART de 9 GHz ou AIS-SART
e)Divulgação de MSINBDP com correção de erro FEC em 518 kHz (Serviço Internacional NAVTEX); fora dele, por EGC via INMARSAT — o SafetyNET; também em NBDP em frequências de HF
f)Radiocomunicações geraisGerenciamento e operação do navio com impacto potencial na segurança: ordens ao comandante, reboque, reparos, substituição de cartas — inclusive em canais de correspondência pública
g)Passadiço a passadiçoSegurança internavios, conduzida preferencialmente de onde o navio é manobrado, normalmente em canais de VHF, em radiotelefonia
Os números da alínea c) e d). Aeronaves SAR na cena de ação usam normalmente 3023, 4125 e 5680 kHz, além de 2182 kHz e/ou 156,8 MHz (canal 16). O AIS-SART tem posição indicada por código de 9 dígitos iniciado sempre por 970, obtida pelo GPS do equipamento; a frequência de 121,5 MHz nas EPIRB satélite orienta as unidades SAR aéreas.
RCC × OSCRCC — unidade responsável por promover organização eficiente dos serviços SAR e coordenar as operações dentro de uma área de busca e salvamento estabelecida. OSC — a pessoa designada para coordenar as operações dentro de uma área específica.
O alerta é normalmente iniciado manualmente, e todos os alertas são certificados manualmente; a EPIRB, quando o navio naufraga, pode ser automaticamente ativada. Para não alertar toda uma extensa área, usa-se a "chamada em área", e os navios que recebem a retransmissão são requisitados a comunicar-se com o RCC participante.
Nas comunicações terrestres, a DSC forma a base para o alerta de socorro e as comunicações de segurança; a comunicação subsequente é conduzida por radiotelefonia, radioteleimpressão, ou ambas.
ServiçoFaixaFrequências e uso
a) Longa distânciaHFFaixas de 4, 6, 8, 12 e 16 MHz. Nas áreas cobertas pelo INMARSAT é alternativa ao satélite; fora delas, é o único meio de comunicação a longa distância
b) Média distânciaMF2187,5 kHz — alertas e chamadas de segurança por DSC · 2182 kHz — tráfego de socorro e segurança em radiotelefonia (inclusive SAR coordenada e cena de ação) · 2174,5 kHz — tráfego por radioteleimpressão
c) Curta distânciaVHF156,525 MHz (canal 70) — alertas e chamadas de segurança por DSC · 156,800 MHz (canal 16) — tráfego de socorro e segurança por radiotelefonia
O trio de MF é o ponto de troca. 2187,5 = DSC · 2182 = voz · 2174,5 = teleimpressão. E, em VHF, 70 é o canal do DSC, 16 o da voz — nunca o contrário.
Onde estão escritasAs frequências usadas nos sistemas de comunicações do GMDSS constam do Regulamento de Radiocomunicações da ITU.
SistemaSegmento espacialFaixaFunção no GMDSS
INMARSATSatélites geoestacionários1,5 e 1,6 GHz (banda L)Provê às SES alerta de socorro e comunicações ponto a ponto (correio eletrônico, fac-símile, dados, radiotelefonia); o SafetyNET é o meio principal de MSI fora da cobertura NAVTEX
COSPAS-SARSATSatélites em órbita polar + satélites geoestacionários406 MHzUsa EPIRBs satélite para prover um dos principais recursos de alerta e de determinação da identificação e da posição do navio em perigo ou seus sobreviventes
A troca clássica de banda. INMARSAT = 1,5/1,6 GHz, banda L, geoestacionário · COSPAS-SARSAT = 406 MHz, órbita polar (mais os geoestacionários). Um faz comunicação; o outro faz localização.
Os três métodosNo GMDSS o navio não precisa ter a bordo pessoal qualificado para manutenção. Escolhe-se entre: 1) duplicidade de equipamentos · 2) manutenção em terra · 3) manutenção a bordo.
A1 e A2 — basta um dos três métodos · A3 e A4 — combinação de pelo menos dois dos três.
ÁreaEquipamentos de duplicidade exigidos
A3 e A4 (regra geral)VHF/DSC e SES INMARSAT, ou estação radiotelefônica em MF/HF com DSC e NBDP
A3Escolha entre um transceptor de MF/HF DSC ou uma SES INMARSAT
A4 (operação regular)Duplicidade obrigatória com uma estação completa de MF/HF DSC
Independentemente da área, o navio não deve deixar o porto sem ser capaz de transmitir "alerta de socorro" por, pelo menos, dois sistemas de radiocomunicações distintos e independentes.
Manutenção em terra — o armador ou o navio deve ter contrato firmado com empresa de manutenção de equipamentos eletrônicos marítimos. Manutenção a bordo — a pessoa qualificada deve estar presente no navio, com todos os instrumentos de teste e sobressalentes disponíveis durante a navegação.
Convenção SAR1979, com emendas de 1988 e 2004. Os países aderentes devem estabelecer, individualmente ou em cooperação, seis elementos básicos.
#Elemento básico do serviço de busca e salvamento
1Embasamento legal
2Designação da autoridade responsável
3Organização dos recursos disponíveis
4Facilidades de comunicações
5Funções operacionais e de coordenação
6Processos para melhoria do serviço, incluindo planejamento, cooperação nacional e internacional e treinamento
O IAMSAR foi desenvolvido em conjunto por IMO e ICAO: Vol. I = organização e gerenciamento · Vol. II = coordenação da missão · Vol. III = facilidades móveis. Pela SOLAS, o navio é obrigado a ter a bordo o Volume III.
#Livro de Registro de Radiocomunicações — o que se registra, com a hora
1Resumo das radiocomunicações de socorro, urgência e segurança
2Incidentes significativos relacionados ao serviço de radiocomunicações
3A posição do navio pelo menos uma vez por dia, quando apropriado
4Resumo das condições dos equipamentos, inclusive de suas fontes de energia
Responsabilidade do operador designado como principal responsável pelas radiocomunicações durante incidentes de socorro. Os registros ficam no local das radiocomunicações de socorro, disponíveis ao Comandante, a funcionários autorizados pela Administração e a qualquer oficial autorizado no exercício de fiscalização.
O que identificaNúmero de nove dígitos que identifica unicamente estações de navio, estações terrenas de navio, estações costeiras e chamadas em grupo de navios. Deve ser inserido nos recursos do GMDSS do navio SOLAS (EPIRB e DSC) — e os não-SOLAS com recursos GMDSS também devem inseri-lo.
Os três primeiros dígitos indicam a área geográfica do país responsável — o MID. O MID do Brasil é 710.
FormatoEstrutura de dígitosExemplo (Brasil)
NavioM1 I2 D3 X4 X5 X6 X7 X8 X9710325000
Estação costeira0 0 M3 I4 D5 X6 X7 X8 X9007100003
Grupo de navios0 M2 I3 D4 X5 X6 X7 X8 X9071050325
A contagem de zeros é o gabarito: navio = nenhum zero à frente · grupo = um zero · estação costeira = dois zeros. O MID desliza para a direita na mesma medida.
Navio SOLAS, para o GMDSSNavio de carga de AB ≥ 300 em viagens internacionais ou em mar aberto; e todo navio de passageiros transportando mais de doze passageiros, em viagens internacionais ou em mar aberto.
Os MMSI constam das publicações da ITU: Lista de Estações de Navio e Lista de Estações Costeiras e das estações que efetuam serviços especiais.
OrigemIdeia nascida na IMO em 1966; em 1976 uma conferência adota, por unanimidade, a Convenção e o Acordo de Operação da Organização Internacional de Satélites Marítimos. Em 1994 o nome muda para Organização Internacional de Satélites Móveis, mantida a sigla. Intergovernamental em 1979, quase totalmente privatizada em 1999, reestruturação concluída em 2001 — a residual, hoje IMSO, com 87 países.
O sistema abrange três componentes: o segmento espacial (INMARSAT), as CES — estações terrenas costeiras, providas pelos signatários — e as SES, estações terrenas de navio. O centro vital é o NCC, no Reino Unido, que opera 24 horas por dia; os PSA comissionam SES a pedido do armador.
Segmento espacialQuatro satélites geoestacionários a cerca de 36.000 km acima do equador, cobrindo quatro regiões oceânicas: AOR-E (Atlântico Leste), AOR-W (Atlântico Oeste), IOR (Índico) e POR (Pacífico), com satélites reservas prontos para entrar em operação.
CES — antena e frequênciasValor da fonte
Diâmetro da antena parabólicaCerca de 11 a 14 m
Transmissão ao satélite6 GHz
Recepção4 GHz
Banda L — transmissão da rede de controle de sinais1,6 GHz
Banda L — recepção da rede de controle de sinais1,5 GHz
Os dois pares que se invertem. Na parabólica, 6 sobe e 4 desce; na banda L, 1,6 sobe e 1,5 desce. Em ambos, a transmissão usa o número maior.
NCSUma CES em cada região oceânica é designada NCS para cada serviço de comunicações (telefonia, telex etc.): designa os canais em demanda para as CES e SES da região e monitora os sinais transmitidos por elas.
Quais servem ao GMDSSAs exigências para as SES no GMDSS podem ser supridas por INMARSAT B, INMARSAT C e INMARSAT Fleet F77.
SESNúmeros da fonteO que faz
INMARSAT BAntena de 0,85 a 1,2 m; lançado em 1993; retirado de operação em 31 de dezembro de 2014; dados de 9,6 a 64 kbpsPrimeiro serviço marítimo digital, substituiu o analógico INMARSAT A. Duas partes: ADE (acima do convés — antena estabilizada, amplificador de potência e de baixo ruído em banda L, duplicador, cobertura de proteção) e BDE (abaixo do convés). Provê voz, telex, fax e dados
INMARSAT C600 bits/segundoTerminais leves, comunicação nas duas direções, sem capacidade de radiotelefonia; antena onidirecional e baixa potência; opera mesmo com o navio bastante adernado; serve de reserva e como equipamento em embarcações de sobrevivência. Traz gerador de alerta de socorro embutido. As novas mini C têm menor consumo mantendo todos os serviços
Fleet 77Dados de até 128 kbps; ADE de 0,85 a 1,32 m; quatro níveis de prioridadeServiço marítimo mais avançado: voz, fac-símile de alta velocidade e dados. Prioridades socorro, urgência, segurança e rotina, nas duas direções — contra dois níveis nos primeiros serviços INMARSAT
Fleet 77 desliga os dados. Os serviços de dados são prioridade de rotina e são desligados se uma chamada de voz ou de prioridade mais alta for iniciada.
Classe SES INMARSAT CCapacidade
Classe 1Troca de mensagens navio-terra e terra-navio e transmissão de "alerta de socorro"; sem capacidade de receber mensagens pelo EGC
Classe 2Dois modos selecionáveis pelo operador: como a Classe 1 e também EGC quando não engajada em tráfego INMARSAT C; ou pronta para recebimento exclusivo de EGC
Classe 3Dois receptores independentes: um para o tráfego INMARSAT C, outro para mensagens EGC
O receptor EGC é componente exclusivo do equipamento, para recepção contínua de MSI do SafetyNET e de mensagens comerciais do FleetNET; é exigido no GMDSS para navios que naveguem fora da cobertura do NAVTEX internacional. E somente as SES INMARSAT C podem receber as radiodifusões SafetyNET de MSI.
Navio/terraQualquer SES inicia mensagem de "solicitação" com prioridade de socorro, reconhecida automaticamente pela CES, com designação instantânea de canal; se todos estiverem ocupados, um é pré-adquirido e alocado. Processamento inteiramente automático, sem intervenção humana — mas o pessoal da CES é notificado por alarmes áudio e visual desarmados apenas manualmente. O botão de socorro transmite a mensagem prioritária com conexão automática, direta e assegurada, eliminando a necessidade de discar o número do RCC.
Terra/navio — modoAlcance
a) Chamadas para todos os naviosTodos os navios da região oceânica interessada; pouco eficiente pelas largas zonas dos geoestacionários, mas justificável em circunstâncias excepcionais
b) Chamadas em área geográficaNavios numa área definida; cada região é subdividida em NAVAREAS, cada uma com código de acesso de dois dígitos
c) Chamadas em grupo para navios selecionadosPor CES em modo operador-assistido, para grupo predeterminado — por exemplo, unidades SAR
Os sete serviços do INMARSAT1 Telefonia · 2 Telegrafia de impressão direta · 3 Comunicações de dados · 4 Correio eletrônico · 5 Transmissão de fac-símile · 6 Televisão de baixa varredura · 7 Coleta automática de informações dos navios.
Não são cobradas as transmissões de: tráfego de socorro navio-terra e terra-navio; avisos urgentes de perigo de navegação e meteorológicos navio-terra; e assistência médica para pessoas em perigo grave ou iminente.
IMN — nove dígitosEstruturaDetalhe
INMARSAT B, C e ME1 M2 I3 D4 X5 X6 X7 X8 X9E1 = dígito do equipamento: B = 3 · C = 4 · M = 6. M2 I3 D4 = MID, dígito do país. X5–X9 = identificação do navio
Fleet 77T1 T2 X3 X4 X5 X6 X7 X8 X9Dígito duplo T: 60 = dados em 56, 64 ou 128 kbps · 76 = voz, fax e dados em 9,6 kbps. X3–X9 = dígitos aleatórios, definidos pelo consórcio e distribuídos em pacotes aos PSA
Os exemplos brasileiros denunciam o dígito inicial: INMARSAT C a bordo de navio brasileiro — 471012000 (o 4 é o C, o 710 é o Brasil); Fleet 77 para voz768951012 (o 76 é voz/fax/dados a 9,6 kbps). Trocar 60 por 76 muda o serviço, não o país.
OrigemMemorando de Entendimento de 1979 entre agências da antiga União Soviética, Estados Unidos, Canadá e França; declarado operacional em 1985; em 1988 os quatro Estados disponibilizaram o segmento espacial e assinaram o acordo do Programa Internacional COSPAS-SARSAT, aberto a todos os Estados.
O sistema é designado para localizar balizas de socorro que transmitem em 406 MHz, servindo organizações SAR no mar, no ar ou em terra. Todo navio sujeito à SOLAS/1974 deve conduzir obrigatoriamente uma EPIRB satélite de flutuação livre em 406 MHz.
TipoSignificadoCampo de uso
ELTTransmissor localizador de emergênciaAéreo
EPIRBBaliza radioindicadora de posição em emergênciaMarítimo
PLBBaliza localizadora de pessoasTerrestre
A cadeia, na ordemBaliza → satélite retransmite → LUT (terminal local do usuário) determina a posição → MCC (centro de controle da missão) → RCC nacional, outro MCC ou autoridade SAR apropriada.
LEOSARGEOSAR
ÓrbitaPolar de baixa altitudeGeoestacionária
Quantos o consórcio mantémQuatro (dois COSPAS, dois SARSAT)Cinco — GOES (EUA), INSAT (Índia) e MSG (EUMETSAT)
AltitudeCOSPAS ~1000 km · SARSAT ~850 km
Como localizaEfeito Doppler — movimento relativo entre satélite e balizaNão calcula a posição por si; só quando ela vem codificada na mensagem (GPS-EPIRB)
CoberturaFaixa de ~6000 km de largura; atravessa o céu em ~15 minutos; órbita completa em ~100 minutos a 7 km/sGlobal exceto nas regiões polares; alerta quase imediato com a identidade da baliza
FraquezaEspera pela passagem do satéliteMais suscetível a obstruções, por não haver movimento relativo contínuo
Os números do tempo, com os quatro LEOSAR. Tempo médio para um satélite avistar a baliza: 45 minutos — podendo estender-se por outros 45 até a retransmissão a um LUT. Em meia rotação da Terra (12 horas), qualquer local é coberto.
A ambiguidade do Doppler. A localização provê duas posições: a verdadeira e sua imagem espelhada em relação ao acompanhamento terrestre do satélite. Resolve-se por cálculos que levam em conta a rotação da Terra; com estabilidade de frequência suficiente, como a das balizas de 406 MHz, a solução verdadeira sai numa única passagem. Melhorias futuras preveem satélites em órbita terrestre média — GPS (EUA), GLONASS (Rússia) e GALILEO (Europa).
Modo de cobertura LEOSARComo funciona
Tempo realO satélite mede a mudança Doppler e recolhe os dados digitais da baliza, e a informação rotulada no tempo é transferida a qualquer LUT no campo de visão — cada LUT cobrindo raio de ~3000 km. Os dados também ficam armazenados na memória do satélite
Cobertura globalO sistema em 406 MHz armazena os dados a bordo dos LEOSAR para futura transmissão e recepção pelas LEOLUT: a EPIRB pode ser localizada por todas as LUT em operação, obtendo-se cobertura mundial
Opera em duas frequências: 121,5 e 406 MHz — a de 121,5 MHz serve para orientar as unidades SAR equipadas para recebê-la, inclusive aeronaves que a sobrevoem (homing). Não confundir: quem localiza pelo satélite é a de 406.
#Característica técnica
1Podem ser ativadas manual ou automaticamente
2Transmitem pulsos em RF com duração aproximada de 0,5 seg. a cada 50 seg.
3Potência de transmissão: 5 Watt
4À prova d'água até cerca de 10 m de profundidade
5Vida da bateria: cerca de 48 horas (em função da classe); cerca de 100 horas a +20 °C
6Suportam vento até 100 nós
7Luz estroboscópica branca que emite 52 lampejos/minuto
Duas profundidades diferentes, e a banca as troca. À prova d'água até 10 m · dispositivo hidrostático de liberação automática até 4 m. Uma é resistência; a outra é acionamento.
O baixo ciclo de emissão (0,5 s a cada 50 s) é o que permite ao sistema processar simultaneamente 90 balizas no campo de visão do satélite, com baixo consumo de energia. A mensagem codificada informa o país de origem e a identificação do navio ou aeronave; com o protocolo de localização marítima (GPS), a posição sai como se fosse pelos próprios equipamentos de navegação do navio.
ClassificaçãoCategoria / ClasseDefinição
Modo de ativaçãoCategoria IAtivada automaticamente em contato com a água, podendo ser ativada manualmente, no suporte ou fora dele
Categoria IIAtivada manualmente quando retirada do suporte; em alguns modelos, também automaticamente em contato com a água
Temperatura de operaçãoClasse IClimas frios extremos — mínimo de 48 horas a -40 °C
Classe IIClimas mais temperados — mínimo de 48 horas a -20 °C
Categoria é ativação; Classe é temperatura. Ambas usam algarismos romanos I e II — é aí que se erra. E o fiel da EPIRB é para os sobreviventes a prenderem a balsa, embarcação de sobrevivência ou pessoa na água: não deve ser usado para prendê-la ao navio, pois assim ela não será automaticamente liberada. A bordo, a EPIRB de flutuação livre fica nos conveses abertos próximos ao passadiço.
A bordo do satéliteDois subsistemas básicos: receptor/processador de 406 MHz com unidade de memória, e transmissor de conexão de descida em 1544,5 MHz. O pacote de sinal é transmitido a 2400 bits/segundo no modo tempo real, e armazenado no mesmo formato e velocidade para o modo cobertura global.
LUTConstelaçãoO que a fonte fixa
LEOLUTLEOSARCanal SARP (406 MHz) — dados parcialmente processados pelo satélite (identificação, hora de transmissão, frequência recebida por pulso) e, graças à memória interna, cobertura global (ainda não contínua). Canal SARR (406 MHz) — retransmite imediatamente, sem memória, só modo tempo real, exigindo que baliza e LEOLUT sejam vistos simultaneamente; todo o processamento fica no próprio LEOLUT
GEOLUTGEOSARRecebe e processa os sinais das balizas de 406 MHz retransmitidos pelos geoestacionários. Não determina a localização por processamento Doppler — o satélite está parado em relação à baliza; a grande cobertura contínua permite alerta quase instantâneo em grandes áreas
A lista que a fonte não termina. "Um GEOLUT consiste nos seguintes componentes: antena e subsistema de radiofrequência; subsistema de referência de tempo; e — a enumeração é interrompida pela quebra de página. O(s) componente(s) restante(s) não constam do trecho disponível: não complete de cabeça.
Instalação no BrasilQuantosOnde
LEOLUTtrêsManaus, Recife e Brasília — Comando da Aeronáutica, nos CINDACTA
GEOLUTdoisRecife e Brasília, nos CINDACTA
MCCum — o BRMCCBrasília, Comando da Aeronáutica, no CINDACTA I
O que o MCC fazInstalado em cada país, operando com pelo menos um LUT: coletar, armazenar e classificar os dados dos LUT e de outros MCC, prover troca de dados no sistema e encaminhá-los aos RCC. Os dados são de dois tipos: a) informação de alerta — derivada das EPIRB (posição e dados de identificação); b) informação do sistema — dados tabulados para determinar posição das balizas, estado dos subsistemas e coordenação das mensagens.
Parâmetro de desempenhoValorDefinição na fonte
Probabilidade de detecção da EPIRB98%O LUT detectar, na primeira aquisição pelo satélite, pelo menos uma mensagem com o código protegido correto
Probabilidade de localização da EPIRB98%Detectar e decodificar pelo menos quatro pulsos de mensagens individuais durante uma única passagem
Precisão da localização (LEOSAR)90% dentro de 2,3 milhas náuticas (cerca de 5 km)Diferença entre a localização calculada por Doppler e a posição real. No GEOSAR, com GPS-EPIRB, chega a cerca de 0,05 milhas náuticas (cerca de 100 m)
Probabilidade de resolução de ambiguidade95%Selecionar a localização "real" em vez da "imagem espelhada"
Capacidade90EPIRB na mesma visão do satélite processadas simultaneamente
Tempo de notificaçãoDe uma a duas horasDa ativação até a recepção de mensagem válida por um RCC: 1 hora em altas latitudes a cerca de 2 horas no equador — média de 44 minutos na passagem do primeiro satélite e 43 minutos para processamento e transmissão
Os dois 98% não são a mesma coisa: detecção = uma mensagem na primeira aquisição · localização = quatro pulsos numa única passagem. E não confundir 95% (ambiguidade) com os 98%, nem os 45 minutos da espera do satélite com os 44 e 43 minutos do tempo de notificação.
Registro da baliza. A informação é crucial para o sucesso da missão SAR e deve estar sempre disponível às autoridades. Cada baliza é unicamente identificada, com registro baseado nos seus 15 caracteres hexadecimais, podendo incluir o MMSI do navio, o indicativo de chamada ou o número de série.