🧭 MMPH · Cap. 5 — DSC, SART/EPIRB, MSI e alarmes falsos

Mapa Mental PH (aula enxutíssima) · Manual do Curso Especial de Radioperador Geral (DPC/EROG) · VI.02-CM · Área VI do edital · só o que cai, em esquemas · ✎ marque lacunas e oclusões para revisão ativa
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O que éA Chamada Seletiva Digital (DSC) é parte integrante do GMDSS. Serve para transmitir alertas de socorro a partir dos navios e para transmitir, a partir das estações costeiras, os recibos associados a esses alertas. Navios e costeiras também a usam para retransmitir alertas e para chamadas de urgência e segurança.
A ficha técnica em uma frase: sistema síncrono, que usa dez unidades de código de detecção de erro, com a informação da chamada apresentada como uma sequência de sete unidades de combinações binárias. É utilizado nas faixas de VHF, MF e HF.
A classe de emissão que a fonte dá é uma só. Em VHF, a classe de emissão do DSC é modulação em frequência. O item 3.6.1 anuncia "as classes de emissão" no plural, mas a lista não traz nenhuma para MF ou HF: não completar de cabeça.
O que toda chamada DSC carrega1) o endereço numérico da estação (ou estações) de destino — o MMSI; 2) a identificação da própria estação transmissora (também um MMSI); 3) uma mensagem com diversos campos que indicam o propósito da chamada. Os procedimentos operacionais detalhados estão no Anexo 13.
FaixaVelocidadeDuração de uma chamada DSC simples
MF e HF100 baudEntre 6,2 e 7,2 segundos, conforme o tipo de chamada
VHF1200 baudEntre 0,45 e 0,63 segundo, conforme o tipo de chamada
FaixaFrequência de socorro, urgência e segurança (SIMPLEX)
VHFCanal 70 (156,525 MHz)
MF2187,5 kHz
HF4207,5 · 6312 · 8414,5 · 12577 · 16804,5 kHz
Para a correspondência pública, o DSC usa o Canal 70 em VHF (SIMPLEX) e, em MF/HF, pares de frequências em radiotelefonia e radiotelex (DUPLEX).
Ao receber uma chamada DSC, a estação mostra ou imprime o endereço, a identificação do transmissor e o conteúdo, com alarme audível, visual, ou ambos, para certas categorias — socorro, urgência e segurança. As chamadas DSC costumam ser dessas três categorias ou "comerciais" (por exemplo, solicitar uma chamada telefônica); em VHF, costeiras devidamente equipadas podem estabelecer conexões automáticas às redes públicas. Cada chamada carrega ainda uma informação que não aparece na tela, para assegurar a integridade técnica do sistema, e as chamadas são apresentadas ou impressas em língua inglesa.
Para aumentar a probabilidade de recebimento, a chamada de socorro em DSC — ou sua retransmissão — é repetida várias vezes na forma de tentativa de chamada de socorro.
Tipo (em MF e HF)Quantas chamadasOnde
Frequência simplesCinco chamadas DSC de socorro seguidasEm uma frequência
MultifrequênciaAté seis chamadas DSC de socorro seguidasDispersas nas seis frequências de socorro em DSC — uma em MF e cinco em HF
Em VHF só existe um tipo. Em VHF só há tentativa em frequência simples, porque existe apenas uma frequência DSC em VHF (canal 70). Chamadas de socorro em VHF e em MF/HF podem ser transmitidas simultaneamente.
Quem recebe o alertaNavios e estações costeiras adequadamente equipados que estejam dentro do alcance de propagação da frequência usada. O alerta traz a identificação do navio em perigo (MMSI), inserida automaticamente ou pelo operador antes da transmissão.
Quando o tempo não permite inserir nenhuma informação, é incluída automaticamente a expressão "default". No painel de um MF/HF-DSC ao transmitir o alerta aparecem, em sequência: NATURE: UNDESIGNATED (natureza do perigo) · POS com hora · DSC FREQ : 2187.5 KHZ (frequência usada) · KEEP PRESSED FOR 3S (segundos a continuar pressionando o botão DISTRESS) · TIME TO GO : 38S (tempo até o alerta estar completamente transmitido).
Para cada frequência DSC existe uma frequência associada em radiotelefonia e em radiotelex, exceto o canal 70, que só tem par em radiotelefonia.
FaixaDSCRadiotelefoniaRadiotelex / NBDP
VHFCanal 70Canal 16
MF2187,5 kHz2182 kHz2174,5 kHz
HF44207,5 kHz4125 kHz4177,5 kHz
HF66312 kHz6215 kHz6268 kHz
HF88414,5 kHz8291 kHz8376,5 kHz
HF1212577 kHz12290 kHz12520 kHz
HF1616804,5 kHz16420 kHz16695 kHz
A linha que se destaca por falta. O canal 70 é o único par DSC sem frequência associada em radiotelex/NBDP — todas as demais faixas (MF e HF4 a HF16) têm as três colunas preenchidas.
Ancoragem de MF, que reaparece em toda a matéria: 2187,5 = DSC · 2182 = radiotelefonia · 2174,5 = radiotelex. E, em VHF, 70 = DSC · 16 = radiotelefonia.
Quem dá o reciboO recibo de socorro é normalmente transmitido manualmente pela estação costeira, na mesma frequência em que recebeu a chamada de socorro. Quando se percebe que nenhuma costeira está provavelmente em condições de dar o recibo — conforme os fluxogramas dos Anexos 14 e 15 — uma estação de navio pode acusar o recebimento; nesse caso o recibo é feito por radiotelefonia, na frequência associada ao tráfego de socorro e segurança.
SituaçãoPrazo da fonte
Navio em perigo sem receber recibo — repetir a tentativa de chamada (se quiser, em frequências de socorro diferentes)Após retardamento entre 3,5 e 4,5 minutos do início da chamada inicial — tempo que permite que qualquer recibo seja efetuado
Estação costeira que recebe chamada de socorro DSC em MF ou HF — transmitir o reciboRetardamento mínimo de 1 minuto e máximo de 2,75 minutos após a recepção
Recibo de socorro em VHFTão rápido quanto possível
Retransmissão de navio para costeira apropriada, quando o navio recebeu a chamada em frequência de HFSe a estação costeira não a recebeu dentro de 5 minutos (ver Anexo 15)
Varredura automática do DSC MF/HF a bordo (entre uma frequência de MF e cinco de HF)Assegurar que todas as frequências selecionadas sejam varridas dentro de 2 segundos
Retransmissão: as duas situaçõesa) por estação costeira, para alertar os navios na área do incidente — endereçada a todos os navios, a um grupo selecionado ou a um navio específico; b) por estação de navio para uma costeira apropriada, no caso de HF acima. É transmitida como tentativa de chamada em frequência simples ou multifrequência.
A costeira não varre. É recomendável que as estações costeiras recebam mais de uma chamada de socorro DSC simultaneamente, em frequências diferentes — por isso receptores com varredura automática não devem ser usados nessas estações. A bordo, ao contrário, a varredura automática é o meio normal.
Silêncio que informa. Se um navio recebe uma retransmissão de socorro endereçada a uma área geográfica particular e o mostrador (ou a impressora) e o alarme não são ativados, isso pode indicar que as coordenadas geográficas inseridas no equipamento — manualmente ou por interface de navegação — posicionam o navio fora da área endereçada.
Do que se compõeUma unidade de controle DSC, com o equipamento rádio VHF ou MF/HF adequado, forma um sistema rádio completo para operação manual ou automática no serviço móvel marítimo. A unidade contém um MODEM, um codificador/decodificador que produz os sinais DSC e uma CPU que cria os diferentes formatos de chamada. Uma subunidade de interface permite o controle automático do canal do rádio VHF conectado, a impressora de mensagens e o arquivo de dados (por exemplo, dados do equipamento de navegação).
Todo equipamento DSC instalado a partir de julho de 2002 deve incluir automaticamente a posição do navio nas mensagens de socorro.
Botão DISTRESS no painel frontal → chamada de socorro iniciada → repetida automaticamente a intervalos de cerca de 4 minutos → até outra estação acusar o recebimento ou até ser interrompida manualmente.
Melhorias dos equipamentos fabricados a partir de 2005
Alarme sonoro com sons distintos para socorro e urgência
Sempre ativado se a posição do navio em perigo for superior a 70° ou não puder ser determinada
Não ativado se a posição do navio em perigo estiver a mais de 500 milhas náuticas do navio que recebe o alarme
Alarme sonoro que começa em tom baixo e aumenta o volume gradativamente
O que a fonte não diz. Ela não esclarece se "superior a 70°" se refere a latitude, longitude ou outra grandeza — o dado é reproduzido exatamente como consta no texto. Outros automatismos: alarme visual e acústico ao receber mensagem DSC, informação decodificada e mostrada no painel de LCD, podendo ficar em memória interna; e, ao receber mensagens que não sejam de socorro, urgência ou segurança, a unidade provê automaticamente o recibo da chamada. Em VHF, para mensagem individual a uma costeira, pode-se incluir o número telefônico do assinante em terra, usando sistemas VHF semiautomáticos de algumas costeiras; um registrador interno guarda identificações e números usados com frequência.
Brasil — estações DSCO que a fonte fixa
Opção do paísTer estações de HF-DSC, com sua área marítima classificada como área A-3
Quem instala e mantémEmbratel
Quem opera o sistemaMarinha do Brasil
As três estações de HF-DSCRio de Janeiro, Recife e Manaustelecomandadas, com console no Comando de Operações Navais (Salvamar Brasil), guarnecido 24 horas por dia
Onde estão os extratosAnexos 16, 17 e 18 — estações costeiras com escuta permanente em VHF/DSC, MF/DSC e HF/DSC, respectivamente. Os procedimentos operacionais do DSC vêm como guias para os navios nos fluxogramas dos Anexos 14 e 15.
O que éNBDP = Narrow-Band Direct Printing (impressão direta em banda estreita). Usado para o telex marítimo, também chamado telegrafia de impressão direta, para transmitir textos em MF ou HF.
Console (teclado e monitor) → modem (converte os sinais eletromagnéticos em digitais e vice-versa) → impressora → equipamentos rádio.
ModoNomeCaracterísticas
ARQAutomatic Request for Repeat (requisição automática de repetição)Comunicação entre duas estações, com interatividade; não pode ser usado em "broadcast"; permite correção em tempo real; transmissões de 3 em 3 letras
FECForward Error Correction (correção de erro sem via de retorno)Usado em "broadcast" para todas as estações; usado no tráfego de socorro e nas transmissões NAVTEX; cada letra é transmitida continuamente duas vezes por comunicação
SELFECSelective Forward Error Correction (correção de erro sem via de retorno seletiva)Transmissão de uma estação para outra específica; normalmente usado por estação costeira para transmitir a um navio no porto
O par que a banca inverte. ARQ = duas estações, interativo, 3 em 3 letras, sem broadcast · FEC = broadcast, socorro e NAVTEX, cada letra duas vezes. O SELFEC é o intermediário: tem a correção sem retorno do FEC, mas endereçada a uma estação.
O SART opera na faixa de 9 GHz e produz uma série de sinais de resposta ao ser interrogado por um radar embarcado em navio ou em aeronave, sem exigir modificação no radar. É um dos recursos do GMDSS para localizar navios em perigo ou suas embarcações de sobrevivência, e sua condução a bordo é obrigatória.
Onde ficaPode ser portátil — para uso a bordo ou transporte a qualquer embarcação de sobrevivência — ou posicionado no navio e em cada embarcação de sobrevivência.
Quem interrogaCondições da fonteAlcance de detecção
Radar de navio9 GHz, antena a 15 m de alturaPelo menos 5 milhas náuticas
Radar de aeronave9 GHz, 10 kW de potência de saída, 3.000 pés de altitudeCerca de 40 milhas náuticas
Resposta na tela do radar: 12 pontos padrões ("blip code"), para fora da posição do SART, ao longo da linha de marcação — a posição é indicada pelo primeiro ponto da série → na aproximação, os pontos se expandem em arcos concêntricos → a cerca de 1 milha, em círculos concêntricos, apresentação bem pronunciada na tela.
Ativação e bateriaO SART é ativado manualmente e, a partir daí, responde quando interrogado. Possui indicações visuais e/ou audíveis para confirmar a operação correta e alertar os sobreviventes quando interrogado por um radar. A bateria mantém a posição de STAND BY por 96 horas e a transmissão do transponder por 8 horas.
Outras características técnicas do SART
Facilmente ativado por qualquer pessoa
Equipado com recursos para evitar ativação inadvertida
Resistente à pressão da água até 10 m de profundidade, por pelo menos 5 minutos
Impermeável quando sujeito a choque térmico de 45 °C, sob condições específicas de imersão
Resistente à deterioração em exposição prolongada à luz solar
Cor amarela ou laranja em toda a superfície, para facilitar a localização
Temperatura ambiente: de –20 °C a +55 °C · Temperatura de armazenagem: de –30 °C a +65 °C
A cota de instalação. Para melhor desempenho, o suporte do SART deve ficar a pelo menos 1 m acima do nível do mar — e, para a embarcação de sobrevivência, a IMO recomenda instalá-lo a, no mínimo, 1 metro acima do nível do mar.
O diagrama polar vertical da antena e as características hidrodinâmicas permitem responder aos radares mesmo sob mar pesado; a transmissão é substancialmente unidirecional no plano horizontal. O sinal é facilmente reconhecido, permitindo detectar os sobreviventes mesmo em baixa visibilidade ou à noite.
Desde 1º de janeiro de 2010, o AIS-SART (Sistema de Identificação Automática – Transmissor de Busca e Salvamento) integra o GMDSS como alternativa ao SART.
Código de identificação — nove dígitosO que significa
Três primeirosSão 970
Dois seguintesCódigo do fabricante
Quatro últimosNúmero de série
O que esse código não é. Essa não é uma identidade única e não identifica o navio. O equipamento tem ainda GPS interno, que permite receber informações de posição.
Como transmiteUma vez ativado, transmite oito mensagens por minuto em dois canais distintos — 161,975 MHz (canal AIS 1) e 162,025 MHz (canal AIS 2) — quatro mensagens em cada. Basta receber uma delas para obter uma posição precisa; o envio de várias assegura que isso aconteça.
Meio de detecçãoDistânciaCondição
Navio8 a 9,5 milhas náuticasAntena de 17 a 19 m acima do nível do mar
Helicóptero32,5 a 40 milhas náuticasAltitude de 300 a 1.000 pés
Avião79 a 129 milhas náuticasAltitude de 5.000 a 20.000 pés
Ponto de confrontoSARTAIS-SART
Bateria96 horas em STAND BY + 8 horas de transmissão do transponder96 horas de operação
Temperatura de armazenagemAté +65 °CAté +70 °C
Item que só um temInicia a transmissão 1 minuto após a ativação
Temperatura ambiente e demais itensIguais nas duas listas: –20 °C a +55 °C; ativação fácil por qualquer pessoa; recursos contra ativação inadvertida; 10 m por pelo menos 5 minutos; choque térmico de 45 °C; resistência ao sol; cor amarela ou laranja
Qualquer equipamento capaz de receber AIS também recebe o AIS-SART; a identificação aparece com hora, posição, marcação e distância, e nas cartas eletrônicas é mostrada como uma cruz dentro de um pequeno círculo. Como o SART, pode ser portátil ou transportado a uma embarcação de sobrevivência, tem indicações visuais e/ou audíveis de operação correta, e o suporte da antena deve ficar a pelo menos 1 m acima do nível do mar.
Quem coordena o quêO WWNWS — Serviço Global de Aviso-Rádio Náutico em Todo o Mundo — foi estabelecido pela IMO e pela Organização Hidrográfica Internacional (OHI) para coordenar a transmissão de avisos aos navegantes dentro das áreas NAVAREA; os avisos de mau tempo e as previsões meteorológicas nas áreas METAREA são coordenados pela Organização Mundial de Meteorologia (WMO). No GMDSS, o WWNWS foi incluído nos sistemas de divulgação das MSI.
As MSI abrangem os avisos-rádio náuticos, os avisos e previsões meteorológicas, as mensagens de alerta SAR e outras mensagens de segurança da navegação; seus requisitos constam do capítulo IV da Convenção SOLAS. São 21 NAVAREAS/METAREAS, e a NAVAREA V/METAREA V cobre a costa brasileira.
Guia de operação para comandantesAs ações que os comandantes devem tomar em situações de perigo, ou ao observar outro navio em perigo, estão nos fluxogramas dos Anexos 19 e 20, respectivamente. Recomenda-se colocá-los no passadiço, em um pôster A4.
Tipo de avisoO que cobreLíngua
NAVAREARotas oceânicas: avarias ou alterações em auxílios à navegação, navios afundados ou perigos naturais recém-descobertos, áreas com SAR ou combate à poluição em curso, cabos submarinos e atividades subaquáticas, objetos à deriva, interdição de áreas. Coordenador no Brasil: DHN; órgão elaborador: CHM (Anexo 21 = lista de coordenadores)Em inglês, podendo também sair em uma ou mais línguas oficiais da ONU, a critério do coordenador
CosteirosNavegação de cabotagem dentro de uma região — principalmente para quem vem do mar acessar um canal balizado ou área de espera de prático. Devem trazer, no mínimo, os mesmos tipos de informação exigidos para os NAVAREAEm inglês, podendo usar também a língua nacional
LocaisAlterações dentro de portos, canais de acesso e vias navegáveis onde normalmente só se navega com auxílio de práticos locais; detalhes das águas interiores, inclusive limites do porto em língua nacional
Onde o NAVTEX entra e onde o SafetyNET substitui. Nos avisos Costeiros: onde há NAVTEX, este deve prover os avisos de toda a área de radiodifusão aprovada pela IMO; onde não há NAVTEX, é desejável incluir os avisos relevantes até cerca de 250 milhas da costa via INMARSAT SafetyNET Internacional.
TipoFormação do número (Brasil)
NAVAREANumeração sequencial anual de 4 algarismos (0001 a 6999) + 2 algarismos do ano de entrada em vigor
CosteiroLetra da região costeira + numeração sequencial anual de 4 algarismos (0001 a 6999) + 2 algarismos do ano
LocalLetra da região + numeração sequencial anual de 4 algarismos (a partir de 7001) + 2 algarismos do ano
As letras e os exemplos. I Bacia Amazônica · N Costa Norte · E Costa Leste · S Costa Sul. Assim: S 7021/11 = Local, Costa Sul, nº 7021, de 2011 · E 0027/11 = Costeiro, Costa Leste, nº 0027, de 2011 · 0123/11 = NAVAREA, nº 0123, de 2011 (sem letra). Regra geral: os avisos devem referir-se normalmente a uma só área, ser difundidos enquanto estiverem em vigor (ou até a informação ficar disponível por outros meios) e só podem ser cancelados pelo coordenador que os originou.
O NAVTEX Internacional é um serviço de impressão direta que divulga MSI em inglês, atingindo as águas costeiras até cerca de 400 milhas náuticas da costa (o alcance de cada estação está em publicações da IMO). É radiodifusão em frequência única518 kHz — com a interferência mútua evitada pela limitação de potência do transmissor (a necessária para cobrir a área designada) e pela coordenação de horários pré-estabelecidos; a recepção usa um receptor exclusivo.
Três frequências, dois serviços. 518 kHz = NAVTEX Internacional · 490 kHz e 4209,5 kHz = NAVTEX nacional, que transmite na língua local. O 490 ficou disponível com o fim do uso da frequência de 500 kHz para socorro e segurança, após o GMDSS entrar em vigor em 1999. E no Brasil não existem estações NAVTEX.
EquipamentoUm dispositivo de rejeição seletiva no receptor deixa o marítimo escolher só as informações de seu interesse. Os equipamentos NAVTEX instalados a partir de 2005 são obrigados a ter dois receptores, e o receptor NAVTEX pode não ter impressora de papel. Extratos das listas de estações: Anexos 22, 23 e 24 — internacional em 518 kHz, nacional em 490 kHz e nacional em 4209,5 kHz, respectivamente.
CampoConteúdo
a) ZCZCPartida do grupo de mensagem, caracterizando a radioteleimpressão
b) Código técnico B1 B2 B3B4B1 identifica, de A a Z, a estação transmissora (alocado pela IMO) e pode ser selecionado ou rejeitado pelo receptor · B2 indica o assunto e permite rejeitar classes de mensagem · B3 e B4 são o número de série do grupo de assunto (01 a 99, reiniciando em 01 ao chegar a 99, exceto números de mensagens em vigor), alocado pelo coordenador NAVTEX pertinente
c) Hora de origem (opcional)Grupo data, hora UTC, mês e ano
d) Série de identificaçãoNúmero consecutivo do tipo de aviso (NAVAREA ou Costeiro) na estação transmissora. Exemplo: NAVAREA VI 0274
e) Texto da mensagemPode conter abreviaturas e sinais de códigos internacionais de uso geral
f) NNNNCaracteriza o fim do grupo de mensagem
Duas travas no campo d) e no B3B4. Avisos Locais não são transmitidos por NAVTEX. E B3B4 = 00 tem uso estritamente controlado, porque as mensagens que o usam devem sempre ser impressas: só para mensagens importantes, como uma mensagem inicial de socorro, e nunca para mensagens de rotina ou de serviço.
B2AssuntoB2Assunto
A*Avisos-rádio náuticosHMensagens LORAN
B*Avisos meteorológicosIReserva
CInformação de geloJMensagens GNSS
D*Informação de busca e salvamento, avisos de ataque pirata, tsunamis e outros fenômenos naturaisKMensagens de outros auxílios à navegação
EPrevisões meteorológicasL*Avisos-rádio náuticos em complemento à letra A
FMensagens de serviço de prático e VTSV, W, X, YServiços especiais (alocados pelo coordenador NAVTEX)
GAISZNenhuma mensagem em mãos da estação transmissora
O asterisco é o ponto cobrável do rol: A, B, D e L são as mensagens que não podem ser rejeitadas pelo receptor NAVTEX.
PrioridadeOrdem de radiodifusão
VitalRadiodifusão imediata
ImportanteNo próximo tempo disponível, quando a frequência não estiver em uso
RotinaNo próximo horário da tabela de transmissão
As mensagens VITAL e IMPORTANTE precisam ser repetidas, no mínimo, na próxima transmissão programada — a de rotina, não. Exemplo de mensagem da fonte: ZCZC PA 27 / 281410 UTC JAN 10 / NAVAREA VI 0358 / NEAR COAST OF MAR DEL PLATA / LIGHT STRUCTURE 53° 30' S 062° 50' W / UNLIT / NNNN.
EGC — chamada em grupo concentradoDesenvolvido pelo INMARSAT para um serviço automatizado e global, capaz de endereçar mensagens a um grupo predeterminado de navios ou a todos os navios, em áreas geográficas fixas ou variáveis. Atende à radiodifusão de avisos NAVAREA, Costeiros ou Locais, avisos e previsões meteorológicas e alertas de socorro terra-navio, em qualquer região sob cobertura do satélite (Anexo 25).
Onde o SafetyNET cobre o vazio do NAVTEX: além das áreas oceânicas, pode prover serviço automatizado em águas costeiras sem NAVTEX, ou onde a densidade de navegação seja baixa demais para justificá-lo. A característica útil é direcionar a chamada a uma área determinada — fixa (uma NAVAREA ou área de previsão) ou definida de forma única — evitando alertar todos os navios da cobertura do satélite, como num aviso local de tempestade ou num alerta de socorro terra-navio. As mensagens são transmitidas à região oceânica apropriada via uma CES, conforme a categoria: socorro, urgência, segurança ou rotina.
ERMRJ — Estação Rádio da Marinha no Rio de Janeiro, indicativo internacional PWZ 33Horário (UTC)
RD (MET) — meteorológico0230, 0600, 1845
RD (NAV) — náutico0400, 1430, 2130
Como a ERMRJ transmiteNos tipos NAVAREA, Costeiros e Locais, em português e inglês, nas frequências de HF 4266,0 kHz (a pedido do navegante), 6448,0, 8580,0, 12709,0 e 16974,0 kHz. Os Avisos Locais só saem em português; as transmissões acontecem apenas nos horários programados, em uma relação única com o texto de todos os avisos; às quartas-feiras é transmitido um boletim semanal com todos os avisos em vigor. O Anexo 26 traz o extrato das estações que transmitem MSI em HF NBDP.
Os dois prazos de saída do ar. Avisos NAVAREA e Costeiros em vigor após seis semanas da transmissão inicial deixam de sair pela ERMRJ, são divulgados apenas uma vez nos folhetos "Avisos aos Navegantes" e passam a constar só na internet. Avisos Locais costumam sair em só duas transmissões consecutivas — depois, mesmo em vigor, só na internet — exceto os que tratam de grande risco à navegação (novos perigos, alterações críticas de balizamento), que seguem o mesmo critério dos NAVAREA e Costeiros.
RENECO que a fonte fixa
Quantas estações45 estações em VHF6 delas também em HF — perto do litoral e dos rios Amazonas e Pará
Quem operaRemotamente a partir do COSMM, da Embratel, em Guaratiba (RJ); estações não guarnecidas, todas telecomandadas
O que transmiteEm colaboração com a Marinha do Brasil, alguns Avisos-Rádio Náuticos Costeiros e Locais, em português, por radiotelefonia (voz): interdição de área marítima, acidentes marítimos, perigos iminentes, alterações relevantes de auxílios à navegação
HorárioNão há horário pré-estabelecido — as transmissões seguem a ocorrência de eventos, pela(s) estação(ões) mais próxima(s) do evento, conforme avaliação no COSMM
FrequênciasVHF (emissão F3E): chamada no canal 16 (156,8 MHz), tráfego no canal designado pela estação · HF (emissão J3E): chamada em 4125,0 kHz, tráfego em frequência designada
Todos os navios sujeitos à SOLAS 1974, com as emendas de 1988, devem dotar equipamentos rádio do GMDSS conforme a área marítima em que estão certificados. Princípio básico da dotação: garantir a capacidade de transmitir um alerta de socorro navio-terra por, pelo menos, dois métodos distintos e independentes.
Área marítimaEquipamento rádio exigido
A-1DSC em VHF
A-2DSC em VHF e MF
A-3DSC em VHF, MF e equipamento de comunicações por satélite ou equipamento DSC em HF
A-4DSC em VHF, MF e HF
O que não depende da área: todos os navios devem dotar EPIRB satélite, dispositivos de localização SAR (SART/AIS-SART), equipamentos portáteis de VHF e equipamentos de recepção de MSI — independentemente da área marítima. A dotação por área está no Anexo 28, e o extrato da situação das instalações do GMDSS em terra, no Anexo 27.
Escuta contínua — todo navio, no marCondição
a) No canal 70 DSC VHFSempre
b) Em 2187,5 kHz DSCSe tiver instalação MF
c) Em 2187,5 kHz e 8414,5 kHz DSC, mais pelo menos uma das frequências 4207,5, 6312, 12577 ou 16804,5 kHz DSCSe tiver instalação MF/HF; a apropriada à hora do dia e à posição geográfica — serviço que pode ser mantido por receptor de varredura
d) Para avisos de socorro por satélite, terra-bordoSe dotado de estação terrena de navio (SES)
As duas escutas que se somam às quatro. Todo navio, no mar, deve também manter escuta das transmissões de MSI na frequência apropriada à área em que navega, e — quando exequível — escuta contínua no canal 16 VHF, no local de onde o navio é normalmente manobrado.
Navios não sujeitos à SOLAS 1974 são orientados a seguir as diretrizes de participação no GMDSS: dotar VHF com DSC, manter escuta nos canais 16 e 70 e, quando em alto-mar, ter — se possível — EPIRB satélite e demais equipamentos rádio apropriados à área de operação, além de capacidade de receber MSI. Navios pesqueiros também são estimulados a dotar os equipamentos do GMDSS.
EquipamentoPor que parece GMDSSO que faz
AISNão é sistema de comunicações do GMDSS, mas usa comunicações rádio em VHF, uma conexão aos equipamentos de navegação do navio e o MMSIProvê automaticamente identidade, tipo, posição, rumo, velocidade e outras informações de segurança a estações em terra e a outros navios, e recebe o mesmo de quem também o possua. É nele que aparecem as informações do AIS-SART
SSASNão é do GMDSS, mas pode ser associado a um equipamento GMDSS a bordoTransmite, a órgãos em terra, um alerta de proteção indicando às autoridades competentes que a segurança do navio está ameaçada ou foi comprometida
O SSAS é o oposto do alerta de socorro. O alerta do GMDSS é projetado para ser recebido por todas as estações possíveis; o SSAS é projetado para alertar só as autoridades competentes em terra: não soa alarme no navio nem alerta outros navios. Consiste em, no mínimo, dois pontos de ativação, um deles no passadiço. O recebimento do alerta deve ser notificado ao órgão responsável pela proteção, ao Estado costeiro em cuja jurisdição o navio esteja operando ou ao governo responsável pela região SAR em que o navio se encontre.
Por que o alarme falso é grave: a chance de um alarme falso coincidir com uma situação real de socorro em curso é muito grande, e pode atrasar o atendimento a operações reais de busca e salvamento. Além da transmissão inadvertida em DSC, INMARSAT ou EPIRB de 406 MHz, o reconhecimento de um alerta nas frequências DSC pode gerar um grande número de chamadas DSC desnecessárias — por isso os procedimentos dos Anexos 14 e 15.
As 14 instruções da IMO para evitar alarmes falsos giram em torno de: pessoal certificado apto a transmitir alarmes corretamente; o responsável pelas comunicações instruir todos os tripulantes e supervisionar todos os testes; instruções sobre os equipamentos de emergência em caso de abandono; testes que não causem alarmes falsos; identificação codificada da EPIRB informada às autoridades SAR assim que instalada e identificações EPIRB, INMARSAT e DSC atualizadas de imediato em caso de mudança de proprietário, nome ou bandeira; EPIRB instalada em lugar apropriado nos navios novos, conforme instruções do fabricante e por pessoal qualificado; EPIRB não ativada quando o resgate já foi confirmado por outro meio; RCC informado para cancelar o alarme falso transmitido; EPIRB usada recuperada e desativada depois do uso; EPIRB danificada, sem uso por longo período ou de navio desativado, desativada pela remoção da bateria (devolvida ao fabricante, se possível) ou destruída; e, se devolvida, embalada em chapa de estanho para evitar transmissão durante o transporte.
MeioProcedimento de cancelamento
VHF (DSC)a) reiniciar o equipamento de imediato, se detectado durante a transmissão; b) sintonizar o canal 16; c) chamada geral "All Stations" com nome, indicativo, MMSI, cancelando o alarme falso
MF (DSC)Igual, mas sintonizando radiotelefonia em 2182 kHz
HF (DSC)Igual ao MF, mas cancelando em todas as faixas em que o alerta foi transmitido: sintonizar, em radiotelefonia, consecutivamente, as frequências associadas em 4, 6, 8, 12 e 16 MHz
INMARSATNotificar o RCC apropriado, transmitindo mensagem com prioridade de socorro pela mesma Estação Terrena Costeira por onde foi transmitido o alarme falso
EPIRBSe ativada acidentalmente, deixá-la ativada e contatar a Estação Costeira mais próxima, uma Estação Terrena Costeira apropriada ou o RCC; só desligar a EPIRB depois que o RCC tomar conhecimento da ativação
O texto do cancelamento. "All Stations, All Stations, All Stations. / This is NOME DA EMBARCAÇÃO, INDICATIVO DE CHAMADA, MMSI, POSIÇÃO. / Cancel my distress alert of DATA, HORA UTC. / NOME DO COMANDANTE, INDICATIVO DE CHAMADA, MMSI, DATA E HORA UTC." No exemplo de HF, a terceira linha traz "Cancel my DSC distress alert of DATA, HORA UTC"; no de INMARSAT, identifica-se pelo IMN e a linha é "Cancel my INMARSAT distress alert of DATA, HORA UTC", seguida só do NOME DO COMANDANTE. O Anexo 29 traz o fluxograma para suspeita de alarme falso ou alarme falso realmente transmitido.