🧭 MMPH · Cap.11 — O Transporte de Cargas a Granel

Mapa Mental PH (aula enxutíssima) · Stopford, Economia Marítima 3ed · VII.09-CG · só o que cai, em esquemas · ✎ marque lacunas e oclusões para revisão ativa
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"Deus deve ter sido proprietário de navios: pôs as matérias-primas longe de onde eram necessárias e cobriu ⅔ da terra com água." (Erling Naess)

Carga a granel = transporte de matérias-primas em grandes carregamentos completos de navio; objetivo: mover tão barato quanto possível. O granel moderno nasceu no carvão.
  • Raízes no tráfego de carvão do séc. XVIII (norte da Inglaterra→Londres); navio carvoeiro collier. Projetos novos = hélice, duplo-fundo p/ lastro, máquina a ré, porão a meio-navio livre p/ carga.
  • John Bowes (1852): pioneiro de êxito — casco de ferro, hélice, 600 t de carvão/viagem (× 280 t de um veleiro). Independente do vento + mais capacidade → vantagens compensam o maior custo de capital.
Frota (jul/2007)14.756 navios: 8.040 navios-tanque + 6.631 graneleiros sólidos + 85 combinados. 21 segmentos definidos por dimensão (dominante) + forma do casco.

Os 5 segmentos de navios-tanque

SegmentoTráfego típico
VLCCLongo curso (Oriente Médio)
SuezmaxMédia distância (África Ocidental→EUA)
AframaxPequeno curso (Mediterrâneo)
PanamaxCaribe
HandyDerivados do petróleo

Os 4 segmentos de graneleiros sólidos

Capesize Panamax Handymax Handy. + 5 especializados: escotilha larga (open hatch), mineraleiros, aparas de madeira, cimenteiros, autodescarregadores. + combinados/ore-oilers (triangulam sólido e líquido; frota encolhe há 20 anos).

Segmentos descrevem a demanda, não a limitam: navios migram entre adjacentes conforme o frete (VLCC pegou tráfego Suezmax; ULCC de 440 mil tpb levou óleo combustível em 2004).

Fig. 11-1
Fig. 11-1 — Frota a granel mostrando seus principais segmentos (jul. 2007). Diagrama de caixas dos segmentos da frota a granel, definidos por dimensao do navio e forma do casco: navios-tanques (8.040 — VLCC 501, Suezmax 359, Aframax 726, Panamax 329, Handy 1.496, pequenos 4.629, + especializados quimicos/gases) + navios combinados (85 — minerio-petroleo 3, granel-petroleo 82) + graneleiros acima de 5.000 tpb (6.631 — Capesize 738, Panamax 1.453, Handymax 1.547, Handy 2.893, + escotilha larga 481, mineraleiros 51, aparas de madeira 129, cimenteiros 77, autodescarregadores 152) + MPP e navios de linhas nao regulares de graneis secundarios. Fonte: Tabela 2.5.
Produto primário a granel = a substância (grão, minério); carga a granel = quando vai num graneleiro. "Carga a granel" descreve o modo de transporte, não o produto (mesmo produto em contêiner = carga geral).

4 características de adequação ao granel

#Característica
1Volume (suficiente p/ encher um navio)
2Manuseio/estiva (granular uniforme facilita)
3Valor (alto valor = partidas pequenas)
4Regularidade do fluxo (justifica investir em manuseio)
Agregado 20054,9 bt = ⅔ do comércio marítimo: 2,3 bt líquidos + 1,6 bt três granéis principais + 1 bt secundários. Maior partida média = minério (147.804 t); menor = arroz ensacado (7.893 t).
PrincípioEm que consiste
1. Manuseio eficienteEconomias de escala — navios maiores, custos unitários menores. Mas grande nem sempre é melhor (precisa de mais carga, perde flexibilidade)
2. Minimizar o manuseioCada manuseio gasta dinheiro; ênfase no terminal especializado
3. Integração dos modosPadronizar unidades (conteinerização) + projetar o sistema como um todo. Funciona melhor com fluxos regulares e 1 empresa
4. Otimização dos estoquesJust-in-time: muitas entregas pequenas — conflita com o Princípio 1. Dimensão da partida = trade-off

Sistema típico (Fig. 11.2): 1 viagem marítima + 2 percursos terrestres + 4 áreas de armazenagem + 17 operações de manuseio. Ponto de inversão a granel: ~1.000 t (abaixo, difícil arranjar granel).

Fig. 11-2
Fig. 11-2 — Elementos do sistema de transporte a granel. Ilustracao de fluxo de um sistema tipico: exportador (mina/refinaria, fazenda/fabricante) -> transporte terrestre (caminhao/trem, por correias/por oleoduto) -> armazenagem (tanque/especializada) -> manuseio (grua/garra, grua de portico, carregador continuo) -> navio -> importador. O quadro central registra '0 sistema de transportes inclui 17 operacoes: 1 viagem maritima, 8 movimentos de/para armazenagem, 1 operacao de carregamento do navio, 1 descarga do navio, 2 viagens terrestres, 2 carregamentos terrestres, 2 descargas terrestres' + quatro objetivos (maior navio possivel, manuseio mais eficiente, compatibilizar sistemas, manter estoques no menor possivel). Fonte: Martin Stopford.

Os quatro participantes

ParticipantePapel
Proprietários da cargaCarga regular; querem o transporte mais barato (terminais + frota própria/afretada)
Negociantes de primáriosCompram/vendem em locais diferentes; foco no custo imediato (mercado aberto)
Proprietários de naviosInvestem nos navios; minimizam custo de capital/operacional
Operadores de granéisSem carga nem navios: assumem COA e afretam navios (negócio arriscado)
  • Maioria dos investimentos a granel é especulativa (não FCD rigoroso); fluxos regulares são modeláveis. Investidores operam carteira de tamanhos (4 graneleiros, 5 tanques).
  • Líquidos: terminais em águas profundas (offshore); carga bombeada do terminal, descarga pelas bombas do navio. Sólido homogêneo: terminal de função única, pilha como pulmão (empilhamento/recuperação), até 16 mil t/h.
Fig. 11-3
Fig. 11-3 — (a) Frota de navios-tanques (1974-2007); (b) frota de navios graneleiros (1974-2007). Graficos de area da evolucao dos segmentos de dimensao, eixo Y em milhoes de toneladas de porte bruto por dimensao: navios-tanques em cinco tamanhos (Handy, Panamax, Aframax, Suezmax, VLCC) e graneleiros em quatro (Handy, Handymax, Panamax, Capesize) — ao contrario dos tanques, a frota Handy de graneleiros decresceu. Fonte: Clarkson Research.
Fig. 11-4
Fig. 11-4 — Terminal de exportacao de petroleo bruto. Esquema de terminal ao largo (offshore): cais norte, berco de atracacao leste com navios de 65.000 e 135.000 tpb, ponte do cais principal, cais tipo finger para rebocadores, segundo berco com 135.000 e 300.000 tpb; cotas indicadas (191 m, 204 m, 264 m, 245 m, 360 m) e rosa-dos-ventos. Fonte: UNCTAD (1985).
Fig. 11-5
Fig. 11-5 — Terminal de exportacao de minerio de ferro. Esquema: area de recepcao de vagoes ferroviarios que descarregam o minerio; sistema de correias transportadoras leva o material a empilhamento em cordoes (leiras) que atua como estoque pulmao; empilhadora e recuperadora automatizadas; carregador radial de navio com lancas que passam de escotilha em escotilha. Fonte: UNCTAD (1985).

3 clientes: energia · químicos · agricultura. GNL leva gás natural às usinas; GLP leva butano/propano às petroquímicas; bruto vai às refinarias (saem GLP, combustíveis, lubrificantes); agrícolas (óleos vegetais = o maior).

Frota varia de tanque de bruto de 441.000 tpb a navio de betume de 2.000 tpb.

Fig. 11-6
Fig. 11-6 — Principais origens de demanda dos navios-tanques. Diagrama de fluxo em quatro colunas: (1) producao da materia-prima (GNL de campos de gas, GLP, enxofre/rocha fosfatica/sal, petroleo bruto, sementes oleaginosas), (2) transporte maritimo primario, (3) processamento industrial (usinas de energia, produtos quimicos organicos, produtos quimicos inorganicos, refinarias de petroleo, fabrica de processamento), (4) transporte maritimo secundario -> consumidores industriais e domesticos. Cobre eletricidade, amonia, olefinas/aromaticos, quimicos inorganicos, combustiveis liquidos e liquidos alimenticios. Fonte: Martin Stopford.

Origens (1859–1886)

  • Bruto produzido pela 1ª vez em 1859 (Drake, Titusville, Pensilvânia); 1º carregamento 2 anos depois, em barris (brigue Elizabeth Watts→Londres).
  • 1º navio-tanque usando o próprio casco como recipiente: Glückauf (1886), 2.307 t (eliminou o duplo-fundo p/ evitar gases). Em 3 anos, metade do petróleo do RU já ia a granel.

Transporte planejado (1890–1970) — 3 linhas das petrolíferas

LinhaConteúdo
Economias de escalaCada geração maior: 17 mil tpb (1950) → 1º VLCC (1966) → 1º ULCC (1976)
Planejamento de transporteRede logística na eficiência máxima (a poucos centavos do ótimo)
SubcontrataçãoAfretamento por tempo 15–20 anos a independentes (gregos, noruegueses, HK)

Fim dos 1960: petrolíferas tinham 36% da frota, afretavam 52%, mercado aberto 12%. "Afretar de volta" (shikumisen) deixava independentes acumular frota com garantia de afretamento.

Mercado aberto (1975–2006) · geografia

  • Anos 1970: petrolíferas decidiram que transporte não era mais "nuclear" → frota independente migrou p/ mercado aberto (de ~20% nos 1970 a +70% nos 1990).
  • Oriente Médio = maior fonte: 60% das reservas, 47% das exportações (2004); mais distante → pesa muito nas t-milhas.
  • Multiplicador da demanda de navios: quando as exportações do OM crescem, a participação E a distância média aumentam — duplo efeito que intensifica a demanda de navios.

Calado profundo restringe rotas: Malaca (21 m, exclui ULCC), Suez. Fechamento de Suez na Guerra dos Seis Dias (1967) coincidiu com a construção dos VLCC; reaberto e aprofundado a 16,2 m em 1975 (até 150 mil tpb carregado).

Fig. 11-7
Fig. 11-7 — Comercio mundial de petroleo (1900-2006). Grafico de serie temporal do trafego de petroleo por via maritima (mt, eixo esquerdo) e do preco do petroleo em US$ por barril (eixo direito, linha tracejada): o trafego cresceu rapidamente ate 1973 e, apos a crise de 1973, tornou-se muito volatil, voltando a crescer quando o preco caiu em 1986. Fonte: Sun Oil, Fearnleys Review, CRSL.
Fig. 11-8
Fig. 11-8 — Importacoes de petroleo bruto (1962-2005). Grafico de area por regiao (Europa, America do Norte, Japao, Outros) com a linha de preco sobreposta: o trafego de petroleo bruto caiu apos o aumento do preco para US$ 37 por barril em 1979; pico de cerca de 1.530 mt em 1978, queda para ~960 mt em 1983, recuperacao para ~1.480 mt (1995) e ~1.820 mt (2005). Fonte: Fearnleys Review 2005 e edicoes anteriores.
Fig. 11-9
Fig. 11-9 — Principais exportadores de petroleo bruto. Mapa-mundi de fluxos com volumes por pais (Arabia Saudita 506 mt, Federacao Russa 458,7 mt, Ira 202 mt, Mexico 191 mt, Venezuela 153 mt, Noruega 149,9 mt, EAU 126 mt, Nigeria 122 mt, Kuwait 120 mt, Iraque 100 mt, etc.) e inset 'Producao petrolifera em 2004 mt' por regiao (Oriente Medio liderando, seguido de America do Norte, Europa, America do Sul, Africa, Pacifico Asiatico). Fonte: BP Annual Review.
Perfil~500 mt em 2005 (metade claros/limpos, metade escuros). Estratégia: levar o bruto às refinarias perto do mercado. Navios pequenos (6.000–60.000 tpb), tanques de epóxi.

3 fatores: localização das refinarias · equilíbrio de tráfegos (composto do barril não casa com o mercado) · tráfego deficitário (escassez local importa derivado, não bruto). Ásia = ⅔ das importações.

Fig. 11-10
Fig. 11-10 — Importacoes de derivados do petroleo (1963-2007). Grafico de serie por regiao (Estados Unidos, Europa, Japao, Outros) + pizza 'Importacoes de Outros 2005' (Outros paises asiaticos 41%, China 11%, Africa 11%, America Latina 11%, Coreia 9%, Canada 7%, Mexico 5%, Australia 5%): os Estados Unidos sao o principal importador de refinarias localizadas no Caribe; expansao das refinarias do Oriente Medio na decada de 1980; importacoes de 'Outros' quadruplicaram de ~75 mt (1984) para ~309 mt (2006). Fonte: BP, Statistical Review.
"Petróleo = energia da sociedade industrial; os principais granéis = os elementos básicos." Minério + carvão de coque = aço; carvão térmico = energia; grão = pão/ração. 2005: 1,58 bt = ¼ da carga marítima.
Produto2005%a.a. 65–05
Minério de ferro650 mt3,7%
Carvão690 mt6,3%
Grão242 mt3,1%

Minério de ferro

  • Maior tráfego de primários a granel; principal matéria-prima do aço. Indústria gravitou p/ siderúrgicas na costa. Protótipo do transporte integrado: Sparrow's Point (Bethlehem Steel, anos 1920).
  • Mineraleiro: 120 mil tpb (1960) → 170 mil (2007), até 300 mil. Maiores exportadores: Austrália (206 mt) + Brasil (205 mt) = ~70% (Sepetiba, Tubarão, Itaqui).
  • Baixo valor (~US$ 40/t), muito denso (fator de estiva 0,3 m³/t).

Carvão

  • 2 mercados: coque (aço) × térmico (energia). Térmico cresceu rápido (9%a.a. 1980–2005); coque só 2%. Térmico sumiu nos 1960 (petróleo barato), ressurgiu após 1979.
  • Austrália exporta +⅓ (225 mt), depois Indonésia (106) e China (85). Navios menores que os de minério (109 mil × 148 mil tpb) — risco de combustão espontânea.
  • Fig. 11-11
    Fig. 11-11 — Importacoes de minerio de ferro (1962-2005). Grafico de area por regiao (Europa, Japao, Estados Unidos, China, Outros paises asiaticos, Outros): aumento na decada de 1960 com a industrializacao de Europa e Japao, patamar de estabilizacao, novo aumento nas decadas de 1980-1990 com a entrada da Coreia do Sul e depois da China — explosao chinesa de 2002 a 2006 (ate ~720 mt). Fonte: Fearnleys Review.
    Fig. 11-12
    Fig. 11-12 — Principais exportadores e importadores de minerio de ferro (2005). Mapa-mundi de fluxos com calado maximo aproximado por porto: Ponta da Madeira (Brasil) 22,3 m, Tubarao 20 m, Boca Grande 30 m, Sepetiba 24 m, Baia de Saldanha (Africa do Sul) 21,5 m, Port Walcot (Australia) 20 m, Sept Isles 18 m. Inset de exportacoes por origem (Australia 206, Brasil 205, India 68, Canada 23, etc.). Fonte: Fearnleys.
    Fig. 11-13
    Fig. 11-13 — Importacoes de carvao (1962-2005). Grafico de area por regiao (Europa, Japao, America do Sul, Outros paises do Extremo Oriente, Outros) + inset 'Trafego de carvao por tipo (mt)' comparando carvao termico e carvao de coque: ate o final dos anos 1970 o mercado era principalmente de carvao de coque para a siderurgia; o carvao termico 'decolou' no inicio dos anos 1980 quando as usinas migraram do petroleo para o carvao; o carvao continua a ser a principal fonte de eletricidade da economia asiatica em expansao. Fonte: Fearnleys Review.
    Fig. 11-14
    Fig. 11-14 — Principais exportadores e portos de carvao (2005). Mapa-mundi de fluxos com calado maximo por porto: Newcastle 15,2 m, Hay Point 16,5 m, Gladstone 15 m, Porto Kembia 15,3 m (Australia 33%), Baia de Richards 17,7 m (Africa do Sul 14%), Tanjung Bara 17,2 m / Banjarmasin 17,7 m (Indonesia 8%), Qinhuangdao 15,5 m / Rizhao 16,2 m (China 85), Ilha Prince Rupert Ridley 20 m (Canada), Gdansk 15 m / Swinoujscie 12,8 m (Polonia 2%). Inset de exportacoes por pais (Australia 225, Indonesia 106, China 85, etc.). Fonte: Fearnleys Review 2005.

Grão

  • Negócio diferente: agrícola, sazonal e irregular; depende da tonelagem de uso geral. 2005: 236 mt (½ trigo humano, ½ ração).
  • EUA maior exportador (46%), depois Austrália (10%), Argentina; Extremo Oriente maior mercado (29%).
  • Lei de Engel: renda sobe → dieta migra de cereais p/ produtos animais (elasticidade-renda maior); como carne exige muita ração (~6:1; porco 8,4:1, frango 3,4:1), renda crescente multiplica a demanda de cereais. Difícil meter navios grandes no grão.
Fig. 11-15
Fig. 11-15 — Importacoes de grao (1965-2005). Grafico de area por regiao (Europa Ocidental, Leste Europeu, Japao, Africa, Americas, Outros) + pizza 'Outras cargas 2006' (Outros paises do Extremo Oriente 66%, Oceano Indico 26%, Oriente Proximo 7%, Outros 1%): dominio de Europa e Japao nos anos 1960 (mais de dois tercos), crescimento posterior das Americas, Africa e Extremo Oriente; tendencia puxada pelo consumo de carne com renda maior; apos uma decada de quase estagnacao, o trafego de grao comecou a crescer rapidamente em 2005 e 2006. Fonte: Fearnleys Review.
Fig. 11-16
Fig. 11-16 — Principais exportadores e portos de grao (2005). Mapa-mundi de fluxos: Estados Unidos o maior exportador (108 mt, portos do Golfo/Costa Leste — Hampton Roads, Charleston, Mobile, Portos do Mississipi — e Grandes Lagos/Sao Lourenco — Thunder Bay, Duluth, Baie Comeau, Porto Cartier, Montreal); UE (Amsterda, Roterda, Antuerpia, Gent, Rouen); America do Sul (Argentina — Rosario, Parana, Buenos Aires, Bahia Blanca; Brasil — Santos, Paranagua, Porto Alegre, Rio Grande); Australia (Geraldton, Freemantle, Bunbury, Albany, Newcastle, Sydney, Portland). Inset 'Exportacoes de grao 2004 mt' por pais (Estados Unidos 107,6; America do Sul 53; Australia 24,6; Outros 17,6; UE 17,5; Canada 15,7). Fonte: CRSL, Dry Bulk Trade Outlook 2005.
6 gruposAgroalimentares · açúcar · fertilizantes · metais/minerais · siderúrgicos · florestais. Navios pequenos; contêineres disputam muitas. Total 2005: ~1 bt.
  • Agroalimentares (158 mt): mercadoria principal = soja (EUA 75 mt, Brasil 50 mt; China importa ⅓). Açúcar (46 mt): só 16% da colheita comercializada; Brasil maior exportador.
  • Fertilizantes (77 mt): nitrogênio, fosfato, potassa, enxofre (carga difícil — corrosiva, gás venenoso). 70% vai a países em desenvolvimento → navios de 10–18 mil tpb.
  • Fig. 11-17
    Fig. 11-17 — Processos de producao dos fertilizantes manufaturados. Diagrama de fluxo em tres colunas: (1) Nutrientes basicos — Nitrogenio do ar (N), Rocha fosfatica (P), Potassa (K), Enxofre (S); (2) Intermediarios — amonia, acido nitrico, acido fosforico, acido sulfurico; (3) Produtos finais — ureia, nitrato de amonio (N), nitrato de amonio com calcio (N), sulfato de amonio (N&S), fosfatos de amonio (NP), superfosfatos SSP & TSP (P), fertilizantes compostos (NPK, NK, PK). Fonte: Associacao Europeia dos Produtores de Fertilizantes. [Rotulos do original em ingles.]
  • Metais/minerais (310 mt): bauxita/alumina (5,4 t bauxita → 2 t alumina → 1 t alumínio), sucata (disparou p/ China). Siderúrgicos (217 mt) = maior secundário, atravessa granel e linhas. Florestais (169 mt): graneleiros de escotilha larga (anos 1960).
  • Sistema de transporte de primários a granel = uma das grandes inovações do comércio dos últimos 50 anos (sistemas integrados aumentaram partidas e seguraram custos).
  • Frota: navios-tanque × graneleiros (+ especializados, multipropósito, combinados). 4 características decidem a adequação; 4 princípios guiam o sistema (alguns em conflito).
  • 3 classes: líquida (bruto = navios muito grandes; derivados = menores, <60 mil tpb), sólidos principais (minério/carvão/grão, cada um com seu modelo), secundários (espaço à inovação, entre linhas e granel).