~10 mil navios = 25% da frota de longo curso; entre os mais caros de construir. Porter: ser ao mesmo tempo de baixo custo E diferenciado é difícil.
3 maneiras de customizar o navio
| # | Customização |
|---|---|
| 1 | Melhorar o manuseio (tanque químico sem contaminação; acesso ro-ro) |
| 2 | Melhorar a estiva (minimizar frete morto e avarias) |
| 3 | Integrar à operação terrestre do cliente (elo da cadeia) |
Exemplo dos produtos florestais (FPC)
FPC: porões em caixa + escotilhas que abrangem toda a boca → carrega 20% a mais e >450 t/h (× 250 do graneleiro), mas custa 25–50% mais capital. Lição: navio dedicado não garante transporte muito mais barato — vale mais por oferecer serviço melhor pelo mesmo custo.
| Tipo | Característica |
|---|---|
| Orgânicos (petroquímicos) | Contêm carbono (de petróleo/gás/carvão): olefinas (etileno) + aromáticos (BTX); base de plásticos/fibras |
| Inorgânicos | Sem carbono (ácidos, soda cáustica); muito densos + corrosivos → tanques de aço inox/borracha |
Como nasceu
- Surgiu nos EUA (costa do Golfo, anos 1920–30, perto dos campos de petróleo).
- Salto: Jacob Stolt-Nielsen (1955) — bombas de poço profundo (1 por tanque) permitiram transportar tantas cargas quantos tanques o navio tivesse → o parcel tanker (navio de várias cargas líquidas). Stolt e Odfjell são hoje as maiores.
| Gás | Ponto de ebulição |
|---|---|
| Butano | −0,5 °C |
| Amônia | −33,4 °C |
| Propano | −42,3 °C |
| Etileno | −103,9 °C |
| Metano (ref.) | −161,5 °C |
3 sistemas de liquefação (sistema ↔ dimensão)
| Sistema | Dimensão |
|---|---|
| Pressurizado | Pequenos (até ~1959; tanques esféricos salientes) |
| Semirrefrigerado | Médios (1º em 1959) |
| Totalmente refrigerado | Maiores (pressão ambiente) |
Japão = maior mercado de GLP (+14 mt em 2000). VLGC (>60 mil m³): só 106 navios mas 56% da capacidade, todos totalmente refrigerados.
3 condições p/ comércio de gás: fonte abundante e competitiva · rede de gasodutos · capital p/ liquefação. ⅔ das reservas: Oriente Médio (41%) + Rússia (27%).
- 1ª carga em 1959 (Methane Pioneer, convertido); 1ª liquefação em grande escala em Arzew (Argélia, 1964). Crise de 1973 adiou; só nos 1990 voltou a confiança (tráfego quadruplicou).
- Trem de GNL: comprime a −163 °C → gás a 1/630 do volume. Navio típico ~160 mil m³, 19 nós, ~115 mil t. Capital intensivo e inflexível. Malásia/Indonésia maiores exportadores; Japão maior importador.
| Regime | Carga |
|---|---|
| Congelada (até −26 °C) | Carne, peixe |
| Refrigerada | Laticínios (acima do congelamento) |
| Temperatura controlada | Fruta que amadurece no mar (banana 13 °C) |
3 grupos: fruta caidiça (~⅓), carne/laticínios (⅓), peixe. Concorrência do contêiner: Sea-Land introduziu o frigorífico em 1956; em 1999 a capacidade dos contêineres ultrapassou a frigorífica convencional → declínio da frota dedicada.
Ro-ro de longo curso
Pavimentos múltiplos + rampas. Tecnologia dos LST da Marinha dos EUA (anos 1940); 1ºs longo curso fim dos 1960 (Atlantic Container Line, 1967). Massa crítica dos contêineres limitou a nicho.
Navios para veículos (PCC/PCTC)
- Carros leves, avariam fácil, ocupam muito (~12 m³/t). Wallenius (1956); Oppama Maru (1965) = 1º exclusivo p/ carros (1.200, rampa à popa).
- Transporte industrial clássico (montadora faz 1 carro/40s); navio "ajusta" com armazenagem no porto. Japão/Coreia → EUA/Europa. 8 operadores = ~90% da capacidade (NYK, Mitsui OSK, K-Line, Wallenius).
Graneleiros de escotilha larga · pesadas
- Escotilha larga (abrange quase toda a boca): florestais; Bessegen (1962). Ganho: 400 t/h × 250 do convencional.
- Carga pesada = unidade grande demais p/ contêiner (>40×8×8,5 pés ou 26 t): reatores, estruturas offshore. 3 tipos: rebocador+barcaça · semissubmersível · gruas pesadas (até 1.800 t). + multipropósito.
Até os 1950 o navio era a única forma de atravessar o mar (levava 3× mais passageiros que o avião no Atlântico). As aéreas viraram o jogo → P&O e Cunard migraram p/ cruzeiros; na curta distância floresceram os ferries.
Ferries
Pessoas, bens e veículos em distâncias curtas; quase todos ro-ro (porta de popa vira rampa). Receita de bordo central (lojas, restaurantes; cabines nas longas).
Cruzeiros
- Concentração sem paralelo: top 3 (Carnival, Royal Caribbean, Star) = 77%; Carnival sozinha 46%. Carnival = 2ª maior companhia pública de navegação (atrás da Maersk).
- Navios mercantes mais caros (~US$ 280 mil/cama; 3 mil camas ≈ US$ 0,8 bi). Receita de bordo até 25% do total. 12–15 conveses.
- Frota de +10 mil navios especializados. 3 padrões de tráfego: competitivo (suprimento mais barato), deficitário (falta temporária), diferenciado (variedade ao consumidor).
- Quase todos enfrentam concorrência de outros modos — exceção: o GNL. Foco = diferenciar o serviço, reduzir custo por unidade.
- Poucas fronteiras bem delimitadas: navios migram entre serviços conforme a economia muda — contraste com o granel irregular do Cap.11.