| 3 influências na escolha do navio | O que decide |
|---|---|
| Tipo de carga | Propriedades físicas/comerciais; a maioria aceita várias opções |
| Tipo de operação | Afretamento longo × mercado aberto × linhas regulares |
| Filosofia comercial | Flexibilidade × especialização |
Frota classificada (Fig. 14.1) em 4 níveis: 3 grupos (carga · offshore · não cargueiros) → 4 setores → 19 tipos (projeto do casco) → segmentação por dimensão. Frota mundial cresceu 2,7%/ano (porta-contêineres 9,4%; carga geral −5,3%).
Projeto = arte + ciência (Benford). Investidores preferem simplicidade e robustez à perfeição técnica.
| # | Pergunta | Chave |
|---|---|---|
| 1 | Como será operado? | Mais otimizado p/ uma carga/rota = menos flexível |
| 2 | Que carga? | Unidade de carga (natural × artificial); contêiner ISO = a artificial mais importante |
| 3 | Como estivar? | Fator de estiva (m³/t): minério 0,4 × aparas 2,5 |
| 4 | Como manusear? | Gruas, escotilhas, guias celulares, rampas, segregações |
| 5 | Quão grande? | Escala × partida × calado (mais fundo = menos portos) |
| 6 | Quão rápido? | Dimensão↔velocidade intercambiáveis; carga de valor alto paga rapidez |
| 7 | Quão flexível? | Índice LCM (mobilidade lateral de carga) |
Calado × acesso (Tab. 14.4) e LCM (Fig. 14.2)
| Calado | % portos | Navio | LCM | |
|---|---|---|---|---|
| 7,6–9,1 m (16 mil tpb) | 73% | Contêiner/tanque/graneleiro | 1 | |
| 11,7–13,4 m (61 mil) | 27% | Combinado | 2 | |
| 15,3–18,5 m (123 mil) | 19% | Escotilha larga | 4 | |
| Ro-ro | 6 | |||
| MPP de linha regular | 7 |
Porta-contêineres (Fig. 14.3)
- "Caixa de teto aberto"; escotilhas à largura dos porões + guias celulares; tampas reforçadas = base p/ empilhar no convés. ISO fixa peso máx. (24 t no de 20 pés, 30 t no de 40), mas média prática 10–15 t.
- Por dimensão: Feeder/Feedermax → Handy → Sub-Panamax → Panamax → Pós-Panamax → VLBC. Velocidade cresce com a dimensão (14 → 24,5 nós); equipamento de carga faz o inverso (comum nos menores, some nos pós-Panamax).
Outros tipos (Tab. 14.8)
| Tipo | Nota |
|---|---|
| Ro-ro | LCM=6; gira rápido sem equipamento, mas nunca venceu no longo curso (estiva ineficiente, falta integração modal) |
| MPP (lo-lo) | LCM~5; contêiner + carga geral + projeto pesada; gruas 35–40 t; frota cresce 2,6%/ano |
| Cargas pesadas | 3 formas: içar (gruas) · rolar (rampa) · flutuação (submergir o navio); até 500 t |
| Frigoríficos (reefers) | Fim do séc. XIX (NZ→RU); frota velha (23,9 anos), migra p/ contêiner frigorífico |
| Classe | Faixa (tpb) | Tráfego |
|---|---|---|
| Handy | 10–40 mil | Flexível; secundários (geralmente equipado) |
| Handymax | 40–60 mil | Handy maior, com equipamento |
| Panamax | 60–100 mil | Carvão, grão, bauxita; cabe no Panamá |
| Capesize | ≥100 mil | Minério/carvão; grande demais p/ o Panamá |
- Graneleiro convencional: convés único, duplo-fundo, escotilhas no convés, 13–16 nós. Porões autoespalhadores (tanques de asa) p/ o grão não escorregar. Escotilhas em 45–60% da boca (alargar = aço extra caro).
- Menores têm equipamento (portos mal aparelhados); maiores dependem de terminais. Especializados: escotilha larga (conbulker, LCM 4), aparas (~2,5 m³/t), mineraleiros (~0,5 m³/t), auto (4–13 pavimentos, 1 carro/3 tpb), cimenteiros (pneumático).
Petróleo bruto — segmentos
Maior frota de granel especializado (~37% da frota em tpb). 6 segmentos: Pequenos · Handy · Panamax · Aframax · Suezmax · VLCC (≥200 mil tpb). Handy <50 mil = derivados; maiores = bruto.
Derivados · Químicos · Combinados
- Derivados: menores; produtos claros (gasolina/nafta) × escuros (óleo combustível); bombas de poço profundo + tanques revestidos.
- Químicos: regulados por SOLAS Cap. VII + MARPOL Anexo II + IBC Code (construídos após 1/jul/1986). Lidam com 4 propriedades: inflamabilidade, toxicidade, corrosividade, reatividade → IMO tipo 1/2/3. Cada tanque com manuseio individual (30–40 segregados no longo curso); aço inox/epóxi.
- Combinados (OBO): granel sólido OU bruto, triangulam; "elegante na teoria, recompensas pequenas". Limpeza lenta + gestão 15% mais cara → frota caiu de 49 m.tpb (1970) a 8 m.tpb (2007).
Tecnologia básica
3 sistemas de confinamento: tanques autossustentáveis · membrana (moldado ao casco) · prismático (híbrido). Manter líquido por: pressão · isolamento · reliquefação do gás evaporado.
GLP — 4 grupos
| Grupo | Uso |
|---|---|
| Totalmente pressurizado | Pequenos (temperatura ambiente, ~18–20 bar) |
| Semirrefrigerado | Médios (~−50 °C) |
| Totalmente refrigerado | Longo curso (~−46 °C) |
| Etileno | Pequenos sofisticados (−104 °C) |
Pressão = econômica nos pequenos; refrigeração nos grandes.
GNL
| Sistema GNL (2003) | % |
|---|---|
| Moss (esférico autossustentável) | 51% |
| Gaz Transport (membrana Invar) | 37% |
| Technigaz (membrana inox) | 11% |
Só 7% da frota em arqueação, mas ~metade em número (70% abaixo de 500 ab). Do rebocador de 200 tab ao cruzeiro de 100.000 ab.
- Frota pesqueira: ~metade da tonelagem não cargueira (navios-fábrica); estagnou com o excesso de pesca.
- Offshore (suprimento/manutenção, manuseio de âncoras), rebocadores e dragas, pesquisa, quebra-gelos.
2 níveis: pesquisa de mercado (qual navio se afreta/revende melhor → especificação) + análise financeira (qual projeto é mais eficaz → medidas de mérito).
| Método | Como | Quando |
|---|---|---|
| NPV (VPL) | Desconta o fluxo de caixa; vence o maior NPV | Afretamento longo (receita previsível) |
| RFR (taxa de frete exigida) | Custo unitário; vence o menor custo/t — evita prever receitas | Mercado aberto / comparar projetos |
Variações: TIR (taxa que zera o NPV) e preço permissível (máximo pagável p/ obter o retorno exigido).
- Demanda de navios = derivada: não se determina só pelos fluxos de tráfego; o armador usa qualquer navio mais rentável (carga × operação × filosofia).
- Navios do mesmo tipo são substitutos no mercado; a dimensão é central. Flexível (MPP/ro-ro, LCM 6–7) × especializado (contêiner/tanque/gaseiro, LCM 1) — tendência decisiva p/ os especializados.
- Linha regular: porta-contêineres + MPP + ro-ro. Granel: graneleiro de uso geral domina; combinado perde participação.