| Construção naval | Demolição (reciclagem) | |
|---|---|---|
| Posição | Navio nasce | Navio morre |
| Natureza | Engenharia pesada, capital + conhecimento | Mão de obra intensiva; na praia, ferramentas manuais |
| Onde | Países industrializados (Japão, Coreia, China) | Países de baixo custo (subcontinente indiano) |
Nova unidade: cgt (arqueação bruta compensada) = ab ponderada pelo conteúdo de trabalho de cada tipo de navio.
Realinhamento dramático: participação europeia caiu de 66% → 10%; asiática subiu de 2% → 84%. Japão + Coreia = +⅔ dos navios; China emergindo rápido.
| Bloco | 1960 | 2005 |
|---|---|---|
| Extremo Oriente | 22% | 85% |
| Europa Ocidental | 66% | 10% |
- Reino Unido: nos 1890 fazia +80% dos navios e tinha metade da frota; domínio até 1950 → quase nada em 2005. Ligação comércio↔transporte↔construção.
- EUA: nunca proeminentes comercialmente, mas construção em massa nas guerras (Liberty 10.902 tpb + T2 16.563 tpb; soldadura no lugar de rebitagem). Precisavam de subsídio de 30–50%.
- Japão: programa coordenado desde a ocupação (1947); 89% da frota sob bandeira estrangeira em 2005. 2005: 16,1 m.t. brutas (× 15,4 da Coreia). Coreia: orientada à exportação, poucos estaleiros muito grandes (Hyundai, Samsung, Daewoo = os 3 maiores). China: 784 mil ab (1995) → 11 m.ab (2007), ampliando estaleiros existentes.
No último século12 ciclos; média 9,6 anos pico a pico (dispersão de 5 a +25). Queda média pico-baixa 52%; máxima 83% (1930–33).
| Período | Caráter |
|---|---|
| 1886–1919 | Crescimento cíclico (aço/vapor substitui a vela) |
| 1920–1940 | Excesso pós-guerra + Grande Depressão (queda 83%; emprego britânico 300→60 mil) |
| 1945–1973 | Crescimento excepcional ("mercado de vendedores") |
| 1973–1987 | Crise do petróleo + entrada da Coreia (produção −73%) |
| 1987–2007 | Retomada com Ásia/China (62 m.ab em 2007) |
Efeito multiplicador: frota 1.000 m.tpb, comércio cresce 5% → 50 m.tpb + 20 de substituição = 70. Se o tráfego não cresce → só 20. Uma variação de 5% no comércio = 70% na demanda de construção. Reforçado por: navios chegam na baixa + capacidade inflexível → prosperidades breves, depressões longas.
| Demanda de navios novos | Oferta de navios novos |
|---|---|
| Taxas de frete | Capacidade de estaleiro |
| Preço dos usados | Custos unitários |
| Expectativas | Taxas de câmbio |
| Crédito | Subsídios |
- Um dos mercados mais abertos e concorrenciais do mundo (sem barreiras). Oferta = forma de J (custo varia por região: China US$ 34 mi … Europa US$ 52 mi); demanda geralmente inelástica (depende das expectativas).
- Longo prazo: SBD = X + R (demanda de expansão + substituição). 1963–2005: expansão 57%, substituição 43%. X = crescimento do comércio ÷ produtividade; R = vida econômica + perfil de idade.
Escala+250 estaleiros importantes. 3 categorias: pequeno (<10 mil tpb) · médio (10–40 mil) · grande (até 1 m.tpb). Navio = maior produto feito por uma fábrica.
Estrutura de custo: + de metade são materiais (aço 13%, máquina 16%, outros 25–35%); resto = mão de obra + despesas. Praticamente sob encomenda; construção de 12 meses a 3 anos.
3 tarefas: projeto/planejamento · construção do casco em aço · aprestamento. 10 estágios: projeto → recepção de materiais → pátio do aço → preparação de superfície → preparação das chapas → montagem em blocos (até 800 t) → revestimento → pré-edificação → montagem na doca → aprestamento no cais.
Processo essencialmente de montagem: poucas tarefas exigem conhecimento sofisticado; o desafio é planejar dezenas de milhares de operações (materiais no momento certo). Avanços vieram no planejamento (paletes, pré-montagem, pintura antes da instalação).
- Materiais = 60%+ dos custos; países com muitos estaleiros têm cadeia completa de fornecedores. Diferenças de produtividade enormes (até 10× homens-hora). Medida = cgt/homem-ano (Japão 183, Coreia 145, Polônia 42).
- Mão de obra = 40–50% do custo. Polônia US$ 4,54/h × Dinamarca US$ 33,47/h.
Movimentos cambiais = "o fator mais importante" da competitividade: desde o fim de Bretton Woods (1971), os custos unitários variam com a taxa de câmbio. Enfraquecer 5% a moeda local = +5% no preço em dólar. O câmbio sobe/desce a indústria inteira na tabela da concorrência em meses.
MecânicaVendidos por preço negociado em função da tonelagem de deslocamento leve. Trabalho manual; métodos mecânicos não compensam (margens pequenas).
- Processo (3 etapas): preparação (desgaseificar tanques) → varar e remover estruturas → cortar chapas. Navios dão aço de qualidade muito alta (tanques). Retorno mais lucrativo: equipamento + 2% não ferrosos (motores, geradores).
- Gravita para o salário baixo na Ásia. Migração: anos 1980 ⅔ em Taiwan/China/Coreia → 2005 Bangladesh domina (~75%), Índia (Alang, Gujerat), Paquistão (Gadani Beach).
Dilema da demolição na praia: gera milhares de empregos e recicla materiais, mas expõe a sinistralidade alta e a substâncias perigosas (amianto, PCB) e polui a costa. IMO: Linhas de Orientação sobre Reciclagem + nova Convenção (com a Convenção de Basileia).
- Indústrias muito diferentes, mas ambas vivem da mesma volatilidade. Construção = despesas fixas grandes; demolição = mão de obra em país barato.
- Estrutura regional: Europa (1ª metade do séc. XX) → Ásia (Japão → Coreia → China). 12 ciclos (~9,5 anos) deixam entrantes ganharem participação e depois expulsam os ineficientes.
- Produção = montagem em 10 estágios, mas competitividade depende de salários, materiais e sobretudo do câmbio. Demolição ideal em doca, mas frequente em praias (Índia, Paquistão, Bangladesh).